Nostalgia em 35mm

Passa pelo imaginário comum que nostalgia significa sentir saudade de algo, um determinado tempo, estado, uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado.

Conforme vai se dando o passar do tempo podemos analisar que as gerações atuais têm cada vez mais o desejo de reviver momentos de tempos passados, momentos que, às vezes, a própria geração não viveu. Usamos celulares com câmeras de alta definição e fotografamos com câmeras analógicas, surrupiamos roupas vintage dos guarda roupas de nossos pais, e temos até mesmo estilos sonoros característicos de outro tempo presentes na música de hoje. Uma nostalgia cíclica que se apropria de uma época que não vivemos mas que crescemos ouvindo e que hoje consideramos algo “descolado”.

A moda, a música e a cultura são exemplos de seguimentos que vivem constantemente cultuando esse sentimento nostálgico, mas existe um seguimento que não só preserva, mas congela perfeitamente o tempo, o estado atual, os momentos, sentimentos e opiniões: a fotografia.

[Imagem: Annie Pratt/Unsplash]

Em A Fotografia e a Pequena História de Walter Benjamin (1995), o historiador e doutor em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mauricio Lissovsky delineia que “o que é congelado é o espaço e não o tempo: ele ali continua latejando, pulsando e produzindo experiências”. Ou seja, assim que um obturador é disparado tudo naquele exato segundo é congelado em forma de imagem que marca aquele momento na história.

Imagem: Annie Pratt/Unsplash

Sob essa ótica acredito que hoje os celulares também têm responsabilidade de não só fotografar, mas também de registrar os momentos que vivemos. A fotografia analógica tem certo charme, a parte não tão charmosa é o preço dos filmes que pode chegar até R$461,11 e o trabalho de revela-los que pode levar até 1 semana.

Pensando nisso, tive a ideia de compartilhar meus segredos para a foto analógica perfeita usando apenas seu próprio celular e alguns aplicativos. Em minha editoria, pretendo não só traçar uma narrativa interessante sobre fotografia, mas também trazer um pouco de conhecimento e dicas para a comunidade da revista. E que comece a frenezia!

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