Olivia Rodrigo: O futuro da indústria?

“God, it’s brutal out here”… É pouco provável que você nunca tenha escutado esse verso. Menos provável ainda que não haja pelo menos uma música da nova princesa do pop na sua playlist.

Na última segunda-feira, 23 de agosto, a cantora Olivia Rodrigo lançou o clipe da música brutal, que faz parte de seu álbum de estreia SOUR. Em menos de 24 horas de lançamento, o vídeo obteve mais de 6 milhões de visualizações no YouTube, mas esse é só mais um dos grandes marcos na carreira da artista. 

Com apenas 18 anos, o primeiro hit de Rodrigo foi lançado no início do ano. Drivers license relata uma decepção amorosa e rapidamente alcançou o primeiro lugar nas paradas, se destacando como uma das principais músicas do ano. Já nos meses seguintes, os singles deja vu e good 4 u (também pertencentes ao primeiro álbum) foram um grande sucesso, virando até trend no TikTok. Além disso, Olivia foi a primeira cantora a alcançar o Top 10 da Billboard Global 200 com quatro lançamentos simultâneos. Para além de suas conquistas no charts, a artista tem demonstrado grande potencial de estrela: diversas capas de revistas, assunto quente diariamente nas redes sociais, queridinha das celebridades, ditadora de tendências e, principalmente, amada pelo público infantojuvenil. É quase impossível encontrar um jovem entre 11 e 19 anos que nunca tenha escutado uma de suas músicas. Olivia é um fenômeno.

A fórmula do sucesso

Olivia vem arrematando uma legião de fãs nos últimos meses e não é difícil analisar o motivo: o combo “estilo descolado + músicas cativantes + uma boa fofoca” é praticamente infalível. A comunicação da cantora com o público é clara e objetiva, passando por meio de sua música experiências muito comuns da adolescência – a identificação e empatia também são pontos cruciais para seu sucesso. Sua paixão pelos anos 90 (década que nem chegou a viver) fica clara por seus visuais dentro e fora dos tapetes vermelhos e também pela estética de seu trabalho: ainda no fim de junho, Olivia apresentou Sour Prom, uma live onde cantava todas as canções de seu álbum de estreia. Como o próprio nome já anuncia, a apresentação era inspirada em um baile de formatura e as fotos promocionais do evento nos remetem a década de 1990 e ao álbum Live Through This, lançado na mesma época pela banda americana de rock alternativo Hole.

O grande buzz da carreira da estrela – que já trabalhava em séries da Disney como Bizaardvark desde 2016 – veio com o lançamento de drivers license e o polêmico término com seu companheiro de série Joshua Bassett que, segundo boatos, teria traído Olivia com a atriz Sabrina Carpenter. As redes sociais foram tomadas pelo debate durante semanas e desde então Rodrigo tem utilizado de uma boa equipe de marketing para manter seu nome como um dos mais quentes da indústria: é queridinha de celebridades como Taylor Swift, amiga de it girls como Devon Lee Carlson e até rosto da campanha de vacinação dos jovens contra a Covid-19 nos Estados Unidos.

Princesa da Disney

Olivia Rodrigo faz parte do reboot da franquia de High School Musical e o destaque da cantora remete a um dos grandes sucessos da Disney: Miley Cyrus, a eterna Hannah Montana, com sua sitcom homônima que durou 5 anos e para muitos é uma memória muito boa com gostinho de infância. Mesmo tendo alavancado a carreira de Cyrus, nem tudo eram flores: a atriz era pressionada pela emissora a manter uma imagem de garota inocente e delicada.

Em 2013, Miley mudou completamente seu estilo, desde as roupas, aos shows e comportamentos, e na época até declarou que a Hannah foi assassinada. Em decorrência disso, a cantora foi duramente criticada pela mídia e pelo público, mas seguiu externalizando o que realmente era.

Diferentemente de Cyrus, Olivia foi recebida com muito mais facilidade e abertura por parte dos tabloides, ouvintes e pela própria Disney. Para o público que acompanhava a época de Demi Lovato, Selena Gomez, Jonas Brothers e tantos outros, ainda é chocante escutar um “shit” (“merda”, em português) em músicas como deja vu, ver no Instagram fotos que há 15 anos seriam estritamente proibidas e entrevistas reveladoras. A nova geração da gigante do entretenimento vem sendo liderada por artistas com muito mais liberdade de expressão e artística, que têm o direito de se apresentarem do jeito que realmente são.

Reprodução/Instagram

E então a pergunta: Olivia Rodrigo é ou não é o futuro da indústria? Não temos como afirmar, mas apostamos fortemente que sim. Há tempos não surgia com tanta força um ícone que unisse gerações e com uma vocação tão grande para estrela. Se estamos certos ou não, o tempo dirá… Por enquanto seguimos com o SOUR em loop em nossos fones de ouvido.

E aí, vai se render a Olivia?

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