Como a presença de irmãos pode influenciar sua personalidade

Filho único ou com irmãos? Está aí uma estrutura familiar muito importante que sutilmente define a vida das pessoas. Seja amizade ou inimizade, a convivência e experiências compartilhadas fraternalmente por pessoas afetam o desenvolvimento e as táticas de interações sociais aprendidas desde o começo da vida. 

“Seu relacionamento com seus irmãos tem um papel definitivo, às vezes até mais que seu relacionamento com seus pais”, diz a psicoterapeuta infantil Ruth Glover para sua entrevista com a revista Marie Claire UK. “É o primeiro grupo social a que somos expostos e é algo que sempre nos referimos novamente durante toda a vida”. 

A presença de irmãos na vida de alguém auxilia no despertar de muitas habilidades e emoções humanas em uma fase inicial, como: empatia, raiva, solidariedade, intimidade, obrigações morais e até individualidade. 

Lindsay Lohan no papel das irmãs gêmeas Hallie e Annie. (Foto: Reprodução)

De qualquer maneira, a partir da pesquisa de The Conversation, as pessoas são únicas e suas personalidades também. O quão mais os irmãos são diferentes, mais os pais os tratarão diferentemente. Essa incerteza pode resultar em um sentimento de negligência por parte dos filhos, então é necessário um grande cuidado. 

A ordem de nascimento também pode ser muito importante na formação da personalidade, de acordo com El País. O primogênito, muitas vezes é organizado, autodisciplinado, assertivo e ambicioso, com certa autoridade em relação aos outros. Os do meio já têm o primogênito como ponto de referência e tendem a apresentar certa flexibilidade e espírito competitivo (por atenção), são bastante amigáveis e mediadores. O mais novo costuma receber maior atenção dos pais, já que é o último – há uma tolerância maior com eles, o que leva a uma personalidade engraçada, aberta e extrovertida. Desse modo, é possível perceber que há influência mútua entre si.

O principal problema de nascer dentro de uma “caixa” é que ela é limitadora. “Você tem uma identidade empurrada a você – muitas vezes pelos pais – que frequentemente não deixa espaço suficiente para desenvolvimento autêntico” diz Glover.

E ser filho único? Como isso pode influenciar na vida de alguém? A partir da explicação de Elaine Fernandes, a convivência com adultos, atenção focada e expectativas ficam por conta apenas deles. Toda a energia e dedicação dos pais ficam concentradas em uma única pessoa, o que pode trazer: rápido amadurecimento, independência e disciplina; Mas também pode levar a fragilidade, dificuldade de integração em grupos e solidão – por isso é fundamental considerar oportunidades para socialização com pessoas fora do seu núcleo familiar: principalmente crianças.

A psicóloga Nicole Beurkens, em sua entrevista com mindbodygreen, comenta que ser filho solo não significa ser pior ou melhor em comparação com pessoas que têm irmãos, apenas há essa diferença na formação da personalidade nas primeiras fases da vida – o que com o tempo afeta as relações interpessoais adultas e molda grande parte da jornada do ser humano.

Esses rótulos que são colocados no começo da vida podem ser grandes, mas não são necessariamente permanentes. Toda família é diferente, e, com o passar da vida, o que a pessoa irá se tornar é uma experiência única e individual.

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