Métodos contraceptivos: Entenda o que são e como escolher o seu!

Métodos contraceptivos e anticoncepcionais são conceitos simples e comuns atualmente. Não é muito difícil encontrar e utilizar, já que a sociedade atual compreende (parcialmente) a sua necessidade e importância. De qualquer maneira, ainda há muita mistificação e desinformação sobre eles, e é fundamental ter conhecimento sobre algo que afeta a saúde e a vida de inúmeras pessoas. A Dra. Karenina Duarte foi entrevistada pela Frenezi e respondeu algumas perguntas comuns, mas que nem sempre são acessíveis para todos. 

A falta de conhecimento sobre anticoncepcionais é derivada do tabu que envolve o sexo e toda a saúde do corpo feminino. Nem os efeitos colaterais, que com certeza poderiam ser diminuídos com o tremendo avanço da tecnologia, são prioridade na discussão de contraceptivos – e a Dra. Duarte dá um adendo sobre alguns deles possíveis. “Os métodos contraceptivos hormonais têm alguns efeitos colaterais que as pacientes podem apresentar, como: a cefaleia, a mastalgia. Se for um método contraceptivo hormonal oral, algumas podem apresentar náuseas, inclusive vômitos. Tromboembolismo também é um efeito colateral importante que devemos levar em conta. Por isso que eu falo que devemos saber os critérios de elegibilidade antes de fazer a prescrição do contraceptivo.” 

Sobre a gravidade desses efeitos e recomendações, a Dra. acrescenta: “Tenho que conversar com a minha paciente, ver se é uma paciente que tem enxaqueca com aura, que aí também estariam contraindicados os contraceptivos hormonais orais. Na verdade,  não existe nenhum que tenha um efeito pior,  muitas vezes a paciente usa um determinado tipo de contraceptivo e se dá super bem, enquanto a outra não se adapta. Então é tudo questão de adaptação, nós temos que ver o perfil dela.”

Felizmente, a internet proporciona um alcance muito maior para pessoas de todos os lugares que procuram usar e saber sobre os anticoncepcionais, e a visita anual ao ginecologista é cada vez mais comum. Ainda há um longo caminho a percorrer para que essas informações sejam compartilhadas com todos, porém há, definitivamente, um avanço.

O processo de decidir qual é o melhor método contraceptivo para cada pessoa depende da preferência pessoal com a orientação do ginecologista, de acordo com a Dra. Duarte. “Na verdade, o método contraceptivo, quem escolhe é o casal. O dever do ginecologista é orientar sobre todos os métodos contraceptivos existentes, a paciente escolhe aquele que ela achar que vai se adaptar melhor. Claro que na hora da prescrição, o ginecologista,  o médico assistente daquela paciente que procurou o planejamento familiar, vai levar em conta os critérios de elegibilidade daquele método.” 

Não são todas as pessoas que podem e devem fazer o uso desses medicamentos, existem contra indicações, por isso é importante consultar com um médico especializado antes de medicar-se. “Às pacientes que têm epilepsia, os contraceptivos hormonais orais são contra indicados, porque eles podem diminuir o efeito do anticonvulsivante e piorar as crises epilépticas da paciente, como também o anticonvulsivante (um deles é a lamotrigina)  ele diminui o efeito do contraceptivo hormonal. Além das pacientes com epilepsia, pacientes acima de 35 anos, obesas e tabagistas, têm um risco maior de desenvolver o tromboembolismo.” 

Pessoas acreditam que o uso prolongado de métodos que envolvem hormônios podem afetar a fertilidade. A Dra. Duarte explica como uma pessoa que deseja engravidar após esse longo uso deve prosseguir. O uso prolongado de métodos contraceptivos não afetam a fertilidade. Segundo a literatura, após 3 meses da parada do método hormonal, seja ele oral ou não,  a fertilidade volta ao normal. Não há nenhuma relação da fertilidade com o tempo de uso do contraceptivo.

Ao considerar todas as informações, a Dra. dá sua perspectiva sobre qual seria o melhor conselho para uma pessoa que gostaria de usar algum método contraceptivo mas tem receio/vergonha de pesquisar e tentar encontrar o anticoncepcional mais confortável. Meu conselho é sempre conversar com um ginecologista antes do uso de qualquer método contraceptivo, não só para esclarecer dúvidas, mas também a maneira de utilização.”

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