O Perigo do cigarro eletrônico e sua popularização entre os jovens

A origem do ato de fumar sempre foi controversa. Alguns dos registros mais antigos são durante a colonização europeia do continente americano, quando as pessoas nativas utilizavam o tabaco em alguns rituais religiosos e fumavam em tubos de cana ou cascas de milho. Não é uma prática recente, mas foi muito popularizada a partir do século XX.

O clássico cigarro com filtro de papel surgiu na década de 50, e teve uma segunda onda nos anos 70. A indústria tabagista sempre soube dos malefícios desse hábito, de acordo com Garattoni. Já o cigarro eletrônico foi inventado por Hon Lik em 2003 , que presenciou a morte do pai por câncer de pulmão – após fumar por anos. Lik quis propor uma opção menos perigosa para a nicotina. O boom dos cigarros eletrônicos tomou conta dos últimos sete anos e está começando a preocupar as agências de saúde públicas. 

A Propaganda diz: “Mais Doutores fumam Camels do que qualquer outro cigarro” (Imagem: Reprodução).

Por que é uma preocupação? Simples. No começo da explosão do uso dos cigarros com filtro, as indústrias vendiam a ideia de fumar e do cigarro como algo positivo, para desse modo combater alguns “rumores” de que poderiam, sim, ser prejudiciais. As embalagens eram bonitas, as propagandas eram bem pensadas e, como o uso por tantas pessoas era algo novo, era bem fácil enganar a grande massa ao dizer que não havia malefícios e que era até recomendado por médicos.

Hoje em dia, as pessoas sabem que fumar faz mal para a saúde e pode trazer inúmeras doenças. Após muitos casos problemáticos e mortes, as advertências começaram a fazer parte dos maços, e com mensagens bem chocantes e graves.

Mas e o cigarro eletrônico? Ele faz mal para saúde? 

Juul, um dos primeiros cigarros eletrônicos a ser popularizado entre os jovens. (Imagem: Reprodução)

Muitas pessoas “transacionaram” para o famoso vape com a intenção de minimizar os danos e diminuir o vício no tabaco já que possuem menos substâncias tóxicas que o cigarro comum, o que causou o aumento extremo do uso deles. Os estudos recentes que demonstram o fato dos cigarros eletrônicos não serem tão perigosos para a saúde foram financiados pela própria indústria tabagista, de acordo com a matéria da revista Galileu. Isso é o primeiro alerta. Em segundo, o uso entre jovens e adolescentes está tão grande que os primeiros casos de saúde já foram registrados –  vestígios de acetato de vitamina E foram encontrados no pulmão de alguns pacientes (óleo utilizado no e-cigarette). 
A propaganda sobre os vapes são positivas, e há grande crença popular de que não são nocivos. Isso é perigoso, como já visto na própria história dos cigarros com filtro de papel. Afinal, a embalagem é bonita e muito chamativa e não há tantas contra indicações. A quantidade de jovens e adolescentes que estão aderindo à nicotina disfarçada em diferentes cheiros e sabores (menta, chocolate, baunilha, melancia, entre outros) por acreditar que não seja tão prejudicial é problemática. É importante lembrar que a nicotina sempre será viciante, já que libera neurotransmissores de hormônios “felizes”.

Propaganda da marca de cigarros eletrônicos ‘Juul’, focada no público jovem. (Imagem: Reprodução).

A revista Galileu enfatiza: “E não pense que o maior risco é apenas o vício. A nicotina também reduz o calibre dos vasos (dificultando a passagem do sangue), facilita a formação de trombos, altera o metabolismo do colesterol, aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Mais: apesar de não ser uma substância cancerígena por si só, ela pode contribuir com a evolução de tumores já em formação.” Daqui uns anos, muitos desses efeitos provavelmente farão parte da saúde de muitas pessoas dessa geração, o que é preocupante.

Por fim, apesar de ser impossível impedir alguém de fumar (seja cigarro de papel ou o eletrônico) é fundamental que todas as cartas estejam na mesa, para que a pessoa já tenha completa consciência do que está realmente fazendo. Fumar faz mal, sempre fez mal e sempre fará mal.

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