Festival Nordestesse: 9 marcas para ficar de olho

A Nordestesse é uma plataforma que reúne mais de cinquenta profissionais e marcas da economia criativa da região brasileira com o intuito de fomentar, fortalecer e destacar produtos e serviços que preservam saberes ancestrais nordestinos.

Sob cinco pilares principais, o projeto destaca profissionais da Moda, Gastronomia, Arte,  Design e Turismo, em uma curadoria própria realizada por Daniela. A cearense Catarina Mina, a soteropolitana Realce e a pernambucana Casa de Maria são algumas das marcas que integram o catálogo do projeto.

Mas, para além de uma curadoria ímpar e uma plataforma digital completa — que reúne todas as marcas em um só lugar e divulga conteúdos exclusivos sobre as mesmas — o projeto promove também o ‘Festival Nordestesse’, uma caravana de Moda, Design, Arte e Gastronomia que viaja pelo Brasil para apresentar ao país o grupo de criativos e seus saberes e técnicas tradicionais nordestinas. Em sua terceira edição, o festival desembarcou na multimarcas Pinga, em São Paulo, no dia 4 deste mês e fica lá até o dia 14.

Daniela Falcão (centro) e criativos e equipe Nordestesse – Foto [Reprodução]

Com uma curadoria que reúne 19 marcas de moda e decoração que integram o projeto, além de um festival gastronômico e uma exposição de arte, o evento é um must para quem estiver pela cidade. A Frenezi foi convidada para visitar o espaço e conhecer de perto esse grupo de criativos talentosos e autônomos que se sobressaem através de uma Moda verdadeira e com DNA nacional. Abaixo, destacamos 9 deles:

Studio Orla

Fundada há quatro anos por Thiago Maciel, o diferencial do Studio Orla é a incorporação de técnicas e materiais naturais do Ceará em peças com modelagem e mood contemporâneos. Sandálias Havaiana com detalhes em palha, camisas de linho com aplicações em crochet e board shorts com bordados em Búzios são alguns exemplos. Levando o espírito praiano para os asfaltos, a marca é a prova de que tradição e zeitgeist podem caminhar juntos em equilíbrio.

Studio Orla – Foto [Reprodução]

SAU

Moda praia minimalista, sofisticada e rústica — esse pode ser considerado o DNA da SAU, marca fundada por Yasmin Nobre e Marina Bitu. Inicialmente pensada para mulheres que praticam esportes aquáticos ou frequentam muito a praia, a marca agora oferece uma coleção completa de resort wear com peças que podem ser usadas para além do litoral. Em uma cartela de cores neutra e adulta, os modelos de biquíni, saída de praia e vestidos são a pedida certa para mulheres cool e refinadas.

SAU – Foto [Reprodução]

Santa Resistência

Mônica Sampaio é a mente por trás da Santa Resistência, marca pensada a partir da estética afro-brasileira e das memórias infantis da fundadora, que é natural do Recôncavo Baiano. O samba, o Candomblé e o famoso Rio Paraguaçu são algumas das inspirações para as suas coleções. Hoje radicada no Rio de Janeiro, Mônica faz parte da nova geração de mulheres negras que estão construindo novas narrativas e imaginários sociais — ela criou sua marca aos 45 anos de idade, depois de ter trabalhado anos em multinacionais e até no exército brasileiro.

Santa Resistência – Foto [Reprodução]

Ateliê Mão de Mãe

Fernanda Paes Leme, Isis Valverde, Rafa Kalimann e Pabllo Vittar: essas são só algumas das celebridades que já vestiram Ateliê Mão de Mãe, marca fundada no início da pandemia pelo casal Vinicius Santana e Patrick Fortuna. Naturais de Salvador, os dois viram a oportunidade de transformar o crochet produzido pela mãe de Vinícius em negócio, fundando uma marca que eleva a técnica a nível máximo através do uso de conchas, palha e búzios no entrelaçamento dos fios. Com combinações de cores que fogem do óbvio e modelagens tão disruptivas quanto, a label já virou desejo nacional e estampou editoriais das principais publicações do país.

Ateliê Mão de Mãe – Foto [Reprodução]

Olê Rendeiras

Uma iniciativa criada pela parceria entre a marca Catarina Mina e a QAIR Brasil, a Olê Rendeiras é um projeto que visa manter a tradição da renda de Birlo ainda viva. Natural da região do Trairi, no litoral oeste do Ceará, a técnica já estava desaparecendo em razão do excesso de atravessadores que derrubava o preço das peças, deixando assim de ser uma opção de renda viável para as mulheres que aprendiam a rendar com suas mães. Atualmente com cerca de 240 artesãs espalhadas por 20 distritos da região, o projeto substituiu a produção de panos de prato e acessórios de mesa por quimonos, camisetas e vestidos que podem ser encomendados através do site http://www.catarinamina.com

Olê Rendeiras – Foto [Reprodução]

Realce

Oferecer roupas arrojadas e divertidas para o Carnaval era a intenção inicial de Victor Portela, nome à frente da marca soteropolitana Realce. Mas suas roupas repletas de brilhos e paetês caíram tanto no gosto do público que Victor teve que estender as datas de lançamento, passando a produzir coleções também para o Reveillon, São joão, Iemanjá e Lavagem do Bonfim. Sabrina Sato, Fernanda Paes Leme e Carol Peixinho são alguns nomes que já vestiram as peças radiantes da label, que já assinou também figurinos de Preta Gil, Majur e Iza. 

Realce – Foto [Reprodução]

Açude

Ana Beatriz Ribeiro não se inspira em suas raízes apenas para confeccionar modelagens e desenhos, o Cariri — região do sertão cearense de onde a estilista vem – também dá nome às peças da marca: o vestido sabiá, o vestido caatinga e a blusa palma são alguns exemplos. Com modelagens arquitetônicas, silhueta ampla e cartela de cores suave, a marca confecciona peças em fibras naturais que são descomplicadas e fáceis de vestir. Peças feitas a partir de upcycling também compõem o catálogo da marca e são produzidas de forma exclusiva e limitada.

Açude – Foto [Reprodução]

Patú

A Patú surpreende pela maturidade estética e criativa alcançada em tão curto tempo: a marca foi lançada apenas no segundo semestre do ano passado, mas já conta com uma estética particular muito bem idealizada e traduzida em fotos e branding. Comandada por Marina Fontanari, a label tem como inspiração as memórias da infância de Marina em Senador Pompeu, no Sertão Central do Ceará. Peças em linho e algodão sustentável são confeccionadas por mãe e filha em modelagens que herdam referências da alfaiataria clássica e recebem toques rústicos sofisticados, tudo isso em uma paleta de tons terrosos que é a cara do Sertão Cearense.

Açude – Foto [Reprodução]

Adriana Meira

Estilista, artista plástica ou psicanalista? É difícil definir exatamente o que Adriana Meira, de marca homônima, é. Com peças feitas sob medida a estilista produz peças bordadas que demoram no mínimo 10 dias para ficarem prontas e que necessitam de uma entrevista com a cliente antes de serem idealizadas. Seu processo se assemelha ao de uma colagem: recortes em tecidos coloridos formam os elementos de uma figura maior, que é costurada em vestidos, jaquetas e saias. Ex-moradora de São Paulo, a estilista transferiu  o seu ateliê para a fazenda onde cresceu na Chapada Diamantina, no início da pandemia, com o intuito de se reconectar às suas raízes.

Adriana Meira – Foto [Reprodução]

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