Remédios Caseiros: conheça um pouco sobre os ingredientes que passam de geração para geração

Quem nunca ouviu “vamos colocar uma arnica no seu machucado” ou “esse chá de boldo vai te curar rapidinho” de parentes mais velhos? Os “remédios tradicionais” representam ingredientes, plantas e alimentos que foram utilizados no início do desenvolvimento da medicina, quando não existia tecnologia e drogas suficientes para curar todas as doenças. Hoje em dia são considerados ultrapassados e foram substituídos pelos industrializados. Obviamente, vários não apresentam o efeito desejado e são apenas lendas. Mas e os que realmente funcionam?  

A medicina se constituiu basicamente na Grécia e no Egito, na época entre 2.500 a 2000 anos A.C. Na Grécia, as práticas medicinais (especialmente para diagnósticos) se desenvolveram, com o nascimento de Hipócrates (pai da medicina). Já no Egito foi onde o primeiro médico consolidado foi originado, o nome dele era Imhotep. A medicina foi pioneira em saúde da mulher, anatomia e saúde pública.  

Chá de boldo

(Imagem: Reprodução)

O chá de boldo é um dos maiores remédios caseiros na vida dos brasileiros. Caracterizado pelo gosto amargo e difícil de engolir, traumatizou muitas crianças que foram obrigadas a beber. Apesar disso, eles realmente ajudam na dor de estômago e sensação de fígado pesado. Já o própolis é aquele remédio que faz tudo, ajuda na dor de garganta, na imunidade generalizada e no bem estar do ser humano. É recomendado sempre carregar um spray de própolis junto com as coisas porque só há benefícios. 

Arnica

(Imagem: Reprodução)

A arnica é utilizada principalmente em relação a dores musculares, problemas nas articulações e inchaços. Possui um cheiro forte, porém ajuda muito no alívio dessas dores, por ter um efeito anti-inflamatório. Uma técnica para melhorar enxaqueca e dores de cabeça generalizadas são as rodelas de batata na testa. Parece falso, mas realmente aliviam as dores e sintomas ruins. E por fim o chá de camomila, que tem função de calmante e anti-náusea ao mesmo tempo. O gosto é bom e faz parte da vida da maioria dos brasileiros.  

Apesar do avanço da medicina e a recomendação do uso de remédios industrializados na maioria dos casos, os remédios tradicionais caseiros podem ser muito úteis em caso de doenças e condições menores. São também mais baratos e acessíveis que os outros remédios. 

É importante cuidar sempre da saúde, procurar um médico quando necessário e utilizar remédios mais modernos prescritos por profissionais – mas também lembrar que esses auxílios caseiros estão à disposição e que as vovós merecem muito mais crédito do que recebem por essas dicas que salvam muito no dia a dia.

Conheça o signo de Áries: O primeiro signo do zodíaco

Áries é o primeiro signo do zodíaco e se encaixa dentro do elemento Fogo. Por ser a parte cardinal, apresenta atitude e assiduidade, com energia voltada para resolução de problemas. Há sempre a discussão de como os arianos são explosivos e marcam presença, com pavio curto e muito assertivos.

 As principais características que fazem parte da personalidade do ariano são: ambição, honestidade, autossuficiência, coragem, criatividade, paixão, espontaneidade, aventura, determinação. Ao apresentar uma proeza em cargos de liderança, podem passar a impressão de arrogância, impulsividade e autoridade demasiada. As melhores combinações são com Libra, Sagitário e Leão. As piores são com Câncer e Capricórnio.

No amor e em relacionamentos, há drama, calor e intensidade. A energia de áries cria uma animação para romance e paixão ao invés de harmonia. Como são muito independentes, normalmente precisam de um parceiro que aceite a necessidade de serem naturalmente ousados. Além disso, sempre procuram proteger as pessoas que amam e sempre tomam partido de com quem se importa. A honestidade bruta faz parte desses relacionamentos, já que a espontaneidade e sinceridade formam a relação com um ariano.

Na vida profissional, o instinto para liderança domina pessoas de áries. Costumam encorajar a tomar riscos, visões pioneiras e ausência do medo. Poderiam prosperar em carreiras como freelancers e alguma que tenha competição (como esportes, por exemplo.)

Quem tem o Sol em áries, ou seja, a casca e quem é como pessoa, pode possuir as seguintes características: alegres, extrovertidos, autoritários com várias explosões emocionais. Já quem possui ascendente em áries, o qual cuida da percepção que as pessoas têm do outro nos primeiros minutos de contato podem parecer: impacientes, espontâneos, e agitados. Gostam das coisas do seu jeito. A quem a emoção fica na mão de Áries, com a lua em áries, apresenta comportamentos como: impaciência e reações explosivas. A estabilidade emocional vem da autoconfiança desse signo. 

O planeta Mercúrio, que representa a comunicação e o fluxo de pensamento, em áries significa: Pensamento rápido com ótima habilidade de tomada de decisões. Criatividade, com comunicação direta. Vênus em áries, responsável pelo amor e comportamentos em relações, traz impulsividade em relacionamentos, porém preza pela individualidade. 

Já o Marte em áries (sexualidade masculina, força e virilidade) apresenta um posicionamento extremamente intenso, além de força de vontade, busca por objetivos que  podem resultar em imprudência. Áries é regido por Marte (é o planeta do desejo, ação, guerra e calor) o que intensifica esses traços dos arianos. 

Para as pessoas nascidas no ciclo de áries, conflito não é abuso, é convite. O sentimento de guerra faz parte da natureza do ariano, e muitas vezes é isso que garante o sucesso de muitos. O primeiro exemplo é a artista brasileira Anitta. Há inúmeros vídeos na internet de Anitta liderando sua equipe, com extrema força de vontade, sem medo algum de conflito e resolvendo todos os seus problemas com atitude. É um clássico de Áries, e, honestamente,  faz sentido a cantora ter conquistado tudo que tem hoje. 

Os arianos triunfam por resistência, e não manipulação. Um exemplo disso é a celebridade Robert Downey Jr, que apesar de ter sido considerado queimado em Hollywood por anos devido a problemas com abuso de substâncias, hoje em dia é um dos atores mais bem pagos da indústria. Intensidade, ação e desejo resumem bem esse processo. 
As previsões para Áries em 2022 estão cheias de desafios e oportunidades. Com foco em carreira, estudos e realizações, é o momento ideal para agarrar as chances e ter as experiências desejadas. Nessa Aries season, é importante abrir as portas para mudanças, motivação e coragem.

Veganismo: Tudo que você precisa saber!

O termo “Veganismo” foi inventado e utilizado pela primeira vez em 1944. Alguns vegetarianos achavam que seus hábitos alimentares e dieta não se encaixavam no espectro do vegetarianismo, já que não consumiam leite e derivados. “Eles decidiram por “VEGAN“, uma palavra que Donald Watson mais tarde descreveu como contendo as três primeiras e as últimas duas letras de “VEGetariAN“.”, conta o site Veganizadores.  

Afinal, qual é a diferença entre uma pessoa vegetariana e uma pessoa vegana?

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O vegetariano restringe carne de sua dieta, incluindo frutos marinhos. Há variações dentro da própria definição, como aqueles que excluem também derivados do leite, outros apenas permitem ovos e alguns são extremamente restritos. Já os veganos, além de não consumirem carnes e derivados do leite, se recusam a usar e proíbem qualquer produto de origem animal – tanto na dieta, quanto no vestuário, maquiagem, cuidados pessoais, passeios turísticos, entre outros. 

O conceito de evitar carnes e produtos de origem animal já existia desde antes de Cristo, em sociedades da antiguidade há mais de dois mil anos (no mediterrâneo e sul asiático).

A ideologia do vegetarianismo fazia parte da filosofia do matemático Pitágoras e de mestre Buda, que praticavam o conceito de não propagar a dor de animais, sejam humanos ou não – com o foco em compaixão e (em alguns casos) saúde. O desenvolvimento desta ideia continuou por séculos e milênios, até alcançar o tempo atual com uma contextualização recente. 

A mudança no lifestyle para o encaixe em uma vida vegana aumenta a cada dia que passa, já que sua ideologia conquista e continuará a conquistar muitas pessoas. Grande parte da população não quer ver a exploração dos animais – alguns começam a partir da diminuição de carne do consumo, outros compram produtos de origem vegana, e por aí continua.

Quais são os benefícios? É bom para a saúde?

imagem: Unsplash

Sim, se seguida corretamente, essa dieta pode ser muito benéfica para a saúde física e mental, porém é extremamente necessário o acompanhamento de um profissional, ao considerar que essa troca consiste em mudança de alimentos base e forma de conseguir nutrientes. Faz bem para o meio ambiente? Sim, já que diminui desde a violência contra os animais até menor emissão de carbono. Aderir ao veganismo é caro? Pode ser, já que depende do tipo de produtos consumidos. Alimentos base não são tão caros e são bem acessíveis, como carne de soja e lentilha. Agora, leite vegano, chocolate vegano, bolo vegano, entre outros estão no espectro do preço mais alto, e se a pessoa quiser uma variação maior na opção vegana será sim uma dieta mais cara. 

O importante é sempre considerar opções veganas quando possível, e não necessariamente fazer a troca completa. Isso, com certeza, seria um enorme passo para ajudar contra a violência que os animais sofrem, e também o meio ambiente. Qualquer prática mudada já é fundamental. As últimas estimativas de 2021 apresentam dados de que existem praticamente 80 milhões de veganos no mundo, e a porcentagem cresce cada vez mais – as pessoas procuram consumir alimentos e produtos de origem vegetal. 

Alguns veganos famosos são: Gisele Bundchen, Ariana Grande, Natalie Portman, Joaquin Phoenix, Elliot Page, Serena Williams, entre outros. É um lifestyle que muitas pessoas gostam e procuram seguir o máximo possível, e pode ser o estilo de vida do futuro de grande parte da humanidade.

Cultos: O que são, de onde surgiram e como não acabar em um

Os cultos, essencialmente, representam um pequeno grupo religioso que não se encaixa na religião maior do senso comum, já que suas crenças são consideradas extremas e perigosas – não existe uma definição acadêmica unânime para essa palavra, de acordo com Suzanne Newcombe em “Handbook of Religion: A Christian Engagement with Traditions, Teachings and Practices”. A partir do dicionário Merriam Webster, são rituais e devoções criadas por um grupo pequeno de pessoas em relação a algo ou alguém. Popularmente, são organizações estranhas e que devem ser evitadas a todo custo.

A partir da pesquisa de arqueólogos da Universidade de Jerusalém, as primeiras evidências de um comportamento similar a de um culto surgiu na cidade de Khirbet Qeiyafa (30 km ao sul de Jerusalém) no reino do Rei David. Foram encontrados potes, pedras, ferramentas de metal, artes, objetos de culto, além de três santuários voltados à cultos. Durante a história da humanidade, há vários exemplos de como eles se consolidam e como podem ser maiores ou menores, dependendo do tópico de devoção e o quão extremista é. 

Pessoas são vulneráveis. Há dias que são piores, e coisas ruins acontecem. Nessas situações, ouvir alguém dizendo que há melhora e que certa crença ou comportamento irá melhorar a qualidade de vida de si pode ser o divisor de águas para cair em um culto. Obviamente, nem todos os cultos vão parecer chamativos para todos, mas dependendo do tópico não é tão difícil recrutar membros. Ninguém sabe que é um culto, muitas vezes pessoas demoram para perceber e algumas nunca descobrem. Desse modo, indivíduos ficam presos sem nem desconfiar. 

A Dra. Janja Lalich (ex-membro de um culto e atualmente socióloga) respondeu várias perguntas frequentes sobre o assunto em um vídeo para a WIRED, por ser um tema que gera muita curiosidade.

De acordo com ela, os líderes de cultos não são tranquilos, são tipicamente narcisistas loucos por poder e acham que são o centro do mundo. Não são necessariamente estranhos, com a possibilidade de ter uma aparência e comportamento público comum – para assim recrutar membros. Muitos cultos apresentam vestimentas parecidas, a falta de individualidade várias vezes é necessária (questão do uniforme), mas não em todos os casos. É uma maneira de reforçar a conexão dos membros.

Como alguém cai em um culto? A pessoa está na beira da insanidade? Tem transtornos psicológicos? Ou está perfeitamente saudável e ainda pode se perder neste caminho? A pessoa não precisa ter nenhum transtorno psicológico. Os cultos procuram recrutar gente com alta produtividade, dinheiro e contatos. Eles precisam que os membros trabalhem bastante, já que os líderes normalmente são preguiçosos e não fazem muito. Essas sociedades não tomam conta do membro, o membro precisa tomar conta dela. Agora, já dentro do culto, a chance de desenvolver problemas psicológicos é bem maior. Deixar um culto não é fácil, já que é uma relação de dependência emocional e, às vezes, física desenvolvida neste processo. É importante que as pessoas de fora estejam abertas para ouvir e abrigar ex-membros de cultos e pessoas que desejam sair. 

Culto x Religião

Qual a diferença entre culto e religião? Cultos podem ser sobre qualquer tipo de sistema de crenças, não necessariamente envolvendo religião e Deus. Porém, existe a possibilidade de uma religião se tornar um culto quando a liberdade do fiel passa a ser inexistente. Exemplo: as religiões têm regras, mas nenhum líder religioso irá invadir a casa de alguém para garantir que todas as regras são cumpridas, existe um discernimento pessoal do certo e errado. Já os cultos privam essa liberdade e pensamento individual dos membros. 

Alguns cultos, ao longo da história, tomaram proporções grandes pela quantidade de membros, falas extremistas e comportamentos completamente bizarros, violentos e sádicos, por exemplo: O templo do povo (Jim Jones), Família Manson, o culto de Rajneesh, Heaven’s gate, Cientologia e até mesmo a seita de João de Deus.

Se perder em um culto não parece ser uma possibilidade tão rara assim para muitas pessoas, já que há inúmeras maneiras de recrutar pessoas. O ideal é sempre ficar atento ao redor, confiar nos próprios instintos e, principalmente, não idolatrar seres humanos.

Bem Estar e Consumo: Quando o Autocuidado vira um produto

O consumismo e capitalismo andam de mãos dadas, e isso não é nenhuma novidade. Um sistema que é voltado para o dinheiro consequentemente irá promover um consumo desenfreado de produtos e mercadorias que, muitas vezes, as pessoas nem precisam. E em que ponto isso influencia a wellness culture, ou seja, a cultura do bem estar?

Com o aumento do uso de redes sociais no começo da década de 2010, o acesso à propaganda foi facilitado ainda mais. A indústria do autocuidado dividiu-se em várias partes, com foco em diferentes aspectos da vida das pessoas, por exemplo: sono, nutrição, mindfulness (atenção na ação momentânea), saúde, aparência e fitness. Na imagem abaixo, retirada do blog da empresa Mckinsey & Company, pode-se ver os países com maiores gastos em produtos e serviços que promovem o bem estar.

(Imagem: Reprodução).

Não há nada de errado em querer promover o autocuidado e lançar produtos que possam auxiliar pessoas nesta jornada, porém há um limite em o que é realmente ajuda e o que é apenas a comercialização do lifestyle “good vibes”. Quantos chás detox alguém precisa? Até que ponto as vitaminas promovidas no instagram são realmente “milagrosas”? Quantos anti-aging creams funcionarão no futuro? São necessários todos os outfits de academia para conseguir um bom treino? O número de empresas, influencers e plataformas que promovem produtos e serviços que aparentemente resolveriam os problemas da população é alto, e não há sinal algum de queda. 

Isso é bem exemplificado em uma recente trend chamada be that girl, popularizada nas redes tiktok, twitter e pinterest, onde pessoas postam fotos visualmente perfeitas do que seria uma vida equilibrada com o essencial do bem estar presente, o que levou a certas críticas por usuários – todas as imagens representavam um estilo de vida privilegiado, o que liga diretamente o autocuidado com capitalismo e a elite. Todas querem ser “aquela garota”. Apesar de não ser algo errado, pode passar uma ideia equivocada de que o que está na imagem é o único caminho para vida balanceada, voltando diretamente ao consumismo. Pessoas podem adquirir hábitos saudáveis que alcancem o bem estar e o equilíbrio de acordo com seu próprio padrão de vida. 

Alguns exemplos de posts que trazem a estética “that girl” (Imagem: Reprodução).

Um ponto chave deste fenômeno são as famosas influencers do instagram, as quais recebem para fazer propaganda de um produto determinado por certa companhia – produto que muitas vezes nunca foi usado pela pessoa que está estimulando a compra. Até que ponto isso é ético? Motivar o consumismo desenfreado faz parte deste processo, mas não significa que está correto.

Outro dilema dessa situação é o quão enganador ele pode ser. Como as redes sociais ditam muitas regras sobre lifestyles e consumo, muitas pessoas se sentem mal ao perceberem que essa glamourização do bem estar é, frequentemente, inalcançável. A rotina e o bolso de grande parcela da população não condiz com este estilo de vida. Existe algum problema com quem tem recursos e gosta de investir e focar seu dinheiro nesta indústria? Não. Mas não é necessário, é completamente possível ter uma vida saudável, com o autocuidado e bem estar intactos sem consumir além da conta – e também é mais amigável ao meio ambiente. 

É essencial ser a favor do bem estar, saúde, autocuidado e qualidade de vida. Isso melhora a vida de inúmeros indivíduos e deve ser estimulado – entretanto, desenhar a linha de separação entre boas intenções e capitalização em cima de pessoas vulneráveis é o divisor de águas para o funcionamento mais ético possível dessa indústria.

Natal e Consumismo: Como evitar?

O Natal e as festas de fim de ano definem a época do limite do cartão estourado e até as dívidas. A tradição e necessidade de trocar presentes nessa data pode acarretar um consumismo desenfreado, que se perde no meio de boas intenções e costumes. Teria então o Natal perdido sua essência? 

A ideia de ter que comprar um presente não muito barato para várias pessoas deixa qualquer um nervoso. O fato de precisar de roupas novas para as celebrações também ocupa a cabeça de muita gente. Não ter uma condição financeira tranquila para realizar essas reuniões afeta diretamente as emoções das pessoas, já que o fim do ano tecnicamente representa uma época de solidariedade e felicidade, apesar de não ser um tempo necessariamente feliz para todos – de acordo com o antropólogo Bertolli

Para não perder o controle e evitar a falência nessa época do ano, é importante montar uma lista do que irá comprar e estabelecer o orçamento. Após isso, é fundamental pesquisar e comparar os preços, já que desse modo é possível presentear um número maior de pessoas a um melhor custo benefício. E, por fim, não comprar impulsivamente é a melhor opção para um bom fim de ano sem começar 2022 no vermelho.

O filme “O Grinch” ilustra todo esse sentimento de perda do espírito natalino para um lado completamente material e consumista, e ao longo da história demonstra a recuperação do Natal em sua essência e alma de toda a população da Quemlândia. “Talvez o Natal não venha de uma loja. Talvez o Natal, quem sabe, signifique um pouco mais.” é um bom ponto de partida para aproveitar as festas de fim de ano com menor preocupação e necessidade de gastar tanto dinheiro. 

No filme “O Grinch” Cindy busca descobrir o real significado do natal. (Foto: Reprodução).

A experiência frenética do consumismo nos meses de novembro e dezembro é presente na vida da maioria das pessoas, e aumenta cada vez mais – e há maneiras de remediar isso. Assistir filmes natalinos, assar biscoitos temáticos e enfeitar a casa são boas atividades para fazer com as pessoas próximas e reviver o espírito natalino morto. Assim, é possível sentir-se bem neste tempo de aproximação e solidariedade sem cair no abismo do consumismo e materialização deste feriado.

O Perigo do cigarro eletrônico e sua popularização entre os jovens

A origem do ato de fumar sempre foi controversa. Alguns dos registros mais antigos são durante a colonização europeia do continente americano, quando as pessoas nativas utilizavam o tabaco em alguns rituais religiosos e fumavam em tubos de cana ou cascas de milho. Não é uma prática recente, mas foi muito popularizada a partir do século XX.

O clássico cigarro com filtro de papel surgiu na década de 50, e teve uma segunda onda nos anos 70. A indústria tabagista sempre soube dos malefícios desse hábito, de acordo com Garattoni. Já o cigarro eletrônico foi inventado por Hon Lik em 2003 , que presenciou a morte do pai por câncer de pulmão – após fumar por anos. Lik quis propor uma opção menos perigosa para a nicotina. O boom dos cigarros eletrônicos tomou conta dos últimos sete anos e está começando a preocupar as agências de saúde públicas. 

A Propaganda diz: “Mais Doutores fumam Camels do que qualquer outro cigarro” (Imagem: Reprodução).

Por que é uma preocupação? Simples. No começo da explosão do uso dos cigarros com filtro, as indústrias vendiam a ideia de fumar e do cigarro como algo positivo, para desse modo combater alguns “rumores” de que poderiam, sim, ser prejudiciais. As embalagens eram bonitas, as propagandas eram bem pensadas e, como o uso por tantas pessoas era algo novo, era bem fácil enganar a grande massa ao dizer que não havia malefícios e que era até recomendado por médicos.

Hoje em dia, as pessoas sabem que fumar faz mal para a saúde e pode trazer inúmeras doenças. Após muitos casos problemáticos e mortes, as advertências começaram a fazer parte dos maços, e com mensagens bem chocantes e graves.

Mas e o cigarro eletrônico? Ele faz mal para saúde? 

Juul, um dos primeiros cigarros eletrônicos a ser popularizado entre os jovens. (Imagem: Reprodução)

Muitas pessoas “transacionaram” para o famoso vape com a intenção de minimizar os danos e diminuir o vício no tabaco já que possuem menos substâncias tóxicas que o cigarro comum, o que causou o aumento extremo do uso deles. Os estudos recentes que demonstram o fato dos cigarros eletrônicos não serem tão perigosos para a saúde foram financiados pela própria indústria tabagista, de acordo com a matéria da revista Galileu. Isso é o primeiro alerta. Em segundo, o uso entre jovens e adolescentes está tão grande que os primeiros casos de saúde já foram registrados –  vestígios de acetato de vitamina E foram encontrados no pulmão de alguns pacientes (óleo utilizado no e-cigarette). 
A propaganda sobre os vapes são positivas, e há grande crença popular de que não são nocivos. Isso é perigoso, como já visto na própria história dos cigarros com filtro de papel. Afinal, a embalagem é bonita e muito chamativa e não há tantas contra indicações. A quantidade de jovens e adolescentes que estão aderindo à nicotina disfarçada em diferentes cheiros e sabores (menta, chocolate, baunilha, melancia, entre outros) por acreditar que não seja tão prejudicial é problemática. É importante lembrar que a nicotina sempre será viciante, já que libera neurotransmissores de hormônios “felizes”.

Propaganda da marca de cigarros eletrônicos ‘Juul’, focada no público jovem. (Imagem: Reprodução).

A revista Galileu enfatiza: “E não pense que o maior risco é apenas o vício. A nicotina também reduz o calibre dos vasos (dificultando a passagem do sangue), facilita a formação de trombos, altera o metabolismo do colesterol, aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Mais: apesar de não ser uma substância cancerígena por si só, ela pode contribuir com a evolução de tumores já em formação.” Daqui uns anos, muitos desses efeitos provavelmente farão parte da saúde de muitas pessoas dessa geração, o que é preocupante.

Por fim, apesar de ser impossível impedir alguém de fumar (seja cigarro de papel ou o eletrônico) é fundamental que todas as cartas estejam na mesa, para que a pessoa já tenha completa consciência do que está realmente fazendo. Fumar faz mal, sempre fez mal e sempre fará mal.

Métodos contraceptivos: Entenda o que são e como escolher o seu!

Métodos contraceptivos e anticoncepcionais são conceitos simples e comuns atualmente. Não é muito difícil encontrar e utilizar, já que a sociedade atual compreende (parcialmente) a sua necessidade e importância. De qualquer maneira, ainda há muita mistificação e desinformação sobre eles, e é fundamental ter conhecimento sobre algo que afeta a saúde e a vida de inúmeras pessoas. A Dra. Karenina Duarte foi entrevistada pela Frenezi e respondeu algumas perguntas comuns, mas que nem sempre são acessíveis para todos. 

A falta de conhecimento sobre anticoncepcionais é derivada do tabu que envolve o sexo e toda a saúde do corpo feminino. Nem os efeitos colaterais, que com certeza poderiam ser diminuídos com o tremendo avanço da tecnologia, são prioridade na discussão de contraceptivos – e a Dra. Duarte dá um adendo sobre alguns deles possíveis. “Os métodos contraceptivos hormonais têm alguns efeitos colaterais que as pacientes podem apresentar, como: a cefaleia, a mastalgia. Se for um método contraceptivo hormonal oral, algumas podem apresentar náuseas, inclusive vômitos. Tromboembolismo também é um efeito colateral importante que devemos levar em conta. Por isso que eu falo que devemos saber os critérios de elegibilidade antes de fazer a prescrição do contraceptivo.” 

Sobre a gravidade desses efeitos e recomendações, a Dra. acrescenta: “Tenho que conversar com a minha paciente, ver se é uma paciente que tem enxaqueca com aura, que aí também estariam contraindicados os contraceptivos hormonais orais. Na verdade,  não existe nenhum que tenha um efeito pior,  muitas vezes a paciente usa um determinado tipo de contraceptivo e se dá super bem, enquanto a outra não se adapta. Então é tudo questão de adaptação, nós temos que ver o perfil dela.”

Felizmente, a internet proporciona um alcance muito maior para pessoas de todos os lugares que procuram usar e saber sobre os anticoncepcionais, e a visita anual ao ginecologista é cada vez mais comum. Ainda há um longo caminho a percorrer para que essas informações sejam compartilhadas com todos, porém há, definitivamente, um avanço.

O processo de decidir qual é o melhor método contraceptivo para cada pessoa depende da preferência pessoal com a orientação do ginecologista, de acordo com a Dra. Duarte. “Na verdade, o método contraceptivo, quem escolhe é o casal. O dever do ginecologista é orientar sobre todos os métodos contraceptivos existentes, a paciente escolhe aquele que ela achar que vai se adaptar melhor. Claro que na hora da prescrição, o ginecologista,  o médico assistente daquela paciente que procurou o planejamento familiar, vai levar em conta os critérios de elegibilidade daquele método.” 

Não são todas as pessoas que podem e devem fazer o uso desses medicamentos, existem contra indicações, por isso é importante consultar com um médico especializado antes de medicar-se. “Às pacientes que têm epilepsia, os contraceptivos hormonais orais são contra indicados, porque eles podem diminuir o efeito do anticonvulsivante e piorar as crises epilépticas da paciente, como também o anticonvulsivante (um deles é a lamotrigina)  ele diminui o efeito do contraceptivo hormonal. Além das pacientes com epilepsia, pacientes acima de 35 anos, obesas e tabagistas, têm um risco maior de desenvolver o tromboembolismo.” 

Pessoas acreditam que o uso prolongado de métodos que envolvem hormônios podem afetar a fertilidade. A Dra. Duarte explica como uma pessoa que deseja engravidar após esse longo uso deve prosseguir. O uso prolongado de métodos contraceptivos não afetam a fertilidade. Segundo a literatura, após 3 meses da parada do método hormonal, seja ele oral ou não,  a fertilidade volta ao normal. Não há nenhuma relação da fertilidade com o tempo de uso do contraceptivo.

Ao considerar todas as informações, a Dra. dá sua perspectiva sobre qual seria o melhor conselho para uma pessoa que gostaria de usar algum método contraceptivo mas tem receio/vergonha de pesquisar e tentar encontrar o anticoncepcional mais confortável. Meu conselho é sempre conversar com um ginecologista antes do uso de qualquer método contraceptivo, não só para esclarecer dúvidas, mas também a maneira de utilização.”

Como a presença de irmãos pode influenciar sua personalidade

Filho único ou com irmãos? Está aí uma estrutura familiar muito importante que sutilmente define a vida das pessoas. Seja amizade ou inimizade, a convivência e experiências compartilhadas fraternalmente por pessoas afetam o desenvolvimento e as táticas de interações sociais aprendidas desde o começo da vida. 

“Seu relacionamento com seus irmãos tem um papel definitivo, às vezes até mais que seu relacionamento com seus pais”, diz a psicoterapeuta infantil Ruth Glover para sua entrevista com a revista Marie Claire UK. “É o primeiro grupo social a que somos expostos e é algo que sempre nos referimos novamente durante toda a vida”. 

A presença de irmãos na vida de alguém auxilia no despertar de muitas habilidades e emoções humanas em uma fase inicial, como: empatia, raiva, solidariedade, intimidade, obrigações morais e até individualidade. 

Lindsay Lohan no papel das irmãs gêmeas Hallie e Annie. (Foto: Reprodução)

De qualquer maneira, a partir da pesquisa de The Conversation, as pessoas são únicas e suas personalidades também. O quão mais os irmãos são diferentes, mais os pais os tratarão diferentemente. Essa incerteza pode resultar em um sentimento de negligência por parte dos filhos, então é necessário um grande cuidado. 

A ordem de nascimento também pode ser muito importante na formação da personalidade, de acordo com El País. O primogênito, muitas vezes é organizado, autodisciplinado, assertivo e ambicioso, com certa autoridade em relação aos outros. Os do meio já têm o primogênito como ponto de referência e tendem a apresentar certa flexibilidade e espírito competitivo (por atenção), são bastante amigáveis e mediadores. O mais novo costuma receber maior atenção dos pais, já que é o último – há uma tolerância maior com eles, o que leva a uma personalidade engraçada, aberta e extrovertida. Desse modo, é possível perceber que há influência mútua entre si.

O principal problema de nascer dentro de uma “caixa” é que ela é limitadora. “Você tem uma identidade empurrada a você – muitas vezes pelos pais – que frequentemente não deixa espaço suficiente para desenvolvimento autêntico” diz Glover.

E ser filho único? Como isso pode influenciar na vida de alguém? A partir da explicação de Elaine Fernandes, a convivência com adultos, atenção focada e expectativas ficam por conta apenas deles. Toda a energia e dedicação dos pais ficam concentradas em uma única pessoa, o que pode trazer: rápido amadurecimento, independência e disciplina; Mas também pode levar a fragilidade, dificuldade de integração em grupos e solidão – por isso é fundamental considerar oportunidades para socialização com pessoas fora do seu núcleo familiar: principalmente crianças.

A psicóloga Nicole Beurkens, em sua entrevista com mindbodygreen, comenta que ser filho solo não significa ser pior ou melhor em comparação com pessoas que têm irmãos, apenas há essa diferença na formação da personalidade nas primeiras fases da vida – o que com o tempo afeta as relações interpessoais adultas e molda grande parte da jornada do ser humano.

Esses rótulos que são colocados no começo da vida podem ser grandes, mas não são necessariamente permanentes. Toda família é diferente, e, com o passar da vida, o que a pessoa irá se tornar é uma experiência única e individual.

Você conhece a síndrome de burnout?

Uma das frequentes e famosas síndromes do século XXI é a do burnout – a qual representa, originalmente, mau funcionamento por exaustão. É utilizada para representar um esgotamento (profissional, acadêmico ou pessoal) que pode desencadear ou intensificar distúrbios psíquicos e físicos. Alguns dos possíveis sintomas, a partir da pesquisa de Isabela Vieira, são: fadiga persistente, falta de energia, adoção de condutas de distanciamento afetivo, insensibilidade, indiferença ou irritabilidade relacionadas ao trabalho de uma forma ampla, além de sentimentos de ineficiência e baixa realização pessoal. 

De acordo com a psicóloga Thaiana Brotto, o fenômeno é classificado em três categorias: esgotamento de sobrecarga, esgotamento subestimado e desamparo. O primeiro representa a vida frenética na sociedade atual de base capitalista, já que o método de desempenho é baseado em potenciais conquistas. O segundo é voltado para o sentimento de apatia que surge quando a pessoa está passando por essa síndrome, o que gera possível isolamento e falta de motivação. Já o último, representa pessoas que negligenciam tudo e vivem na passividade – e o resultado é desistência. 

Quais são as possíveis causas do burnout? 

As mais comuns incluem falta de autocuidado, pouco apoio nas relações interpessoais com familiares e amigos, sobrecarga de trabalho ou deveres acadêmicos, mecanismos de defesa relacionados com saúde mental e distúrbios. É um problema sério e deve ser tratado como tal, considerando que pode levar a sérias consequências ao longo do tempo. 

A partir da pesquisa da Vetx International, existem cinco estágios no processo do burnout no mercado de trabalho. Para enfrentá-lo, é importante reconhecer a ordem dos acontecimentos. 

O primeiro estágio é The Honeymoon Stage (a fase da lua de mel). No caso de um novo emprego, por exemplo, a pessoa entra com um gás novo para trabalhar e, apesar de não serem tarefas fáceis, são cumpridas pela energia e ambição do novo funcionário. O segundo estágio é The Balancing Act (O ato de equilíbrio), é quando alguém compreende que há coisas nesse ambiente/emprego não tão agradáveis e a energia não é a mesma do início, o que leva à negligência em outras partes da vida devido ao próprio serviço. O estágio número três é o número dois ao quadrado, ou seja, são sintomas mais intensos, porém derivados, do balancing act – é nomeado de Chronic Symptoms (sintomas crônicos) e inclui estado de negação. The crisis stage (fase da crise) é o estágio quatro, define a crise e o ponto de “surto”, resultado da falta de controle, sintomas físicos e mentais na vida da pessoa e o dilema: ajuda profissional ou mudança radical. Por fim, Enmeshment (Enredamento) é a última fase do burnout, que representa a pessoa que já está presa no ciclo desta síndrome e muitas vezes não reconhece. Pode levar a vários distúrbios mentais e desistência total. 

Outro ponto importante para se discutir é: Por que jovens estão sofrendo burnout? Pessoas esperam que esse fenômeno permaneça entre veteranos e quem já vive uma vida desse parâmetro há muito tempo. Qual seria o motivo de os Millennials e parte da Geração Z estarem incluídos nesta estatística? Uma das possíveis respostas é a seguinte: competição no meio acadêmico e no mercado de trabalho, perfeccionismo ao extremo, e a cultura das redes sociais – a necessidade de conquistar coisas com certa idade, expectativa de parentes em relação a tudo e comparação podem desencadear todo este ciclo. 

É fundamental sempre estar atento para sinais de burnout, porque quanto mais fundo estiver, mais difícil de sair será. Sempre que estiver com suspeitas ou alguns sintomas dessa síndrome, é importante conversar com alguém (algum amigo, familiar ou até mesmo algum profissional) e tentar não cair na armadilha do isolamento causado pelo burnout – peça ajuda! 

Ninguém consegue controlar todos os fatores presentes na rotina e na vida, porém ter mecanismos de enfrentamento e auxílio externo pode ser essencial para evitar cair nas garras desse distúrbio e seu aprisionamento.