Natal e Consumismo: Como evitar?

O Natal e as festas de fim de ano definem a época do limite do cartão estourado e até as dívidas. A tradição e necessidade de trocar presentes nessa data pode acarretar um consumismo desenfreado, que se perde no meio de boas intenções e costumes. Teria então o Natal perdido sua essência? 

A ideia de ter que comprar um presente não muito barato para várias pessoas deixa qualquer um nervoso. O fato de precisar de roupas novas para as celebrações também ocupa a cabeça de muita gente. Não ter uma condição financeira tranquila para realizar essas reuniões afeta diretamente as emoções das pessoas, já que o fim do ano tecnicamente representa uma época de solidariedade e felicidade, apesar de não ser um tempo necessariamente feliz para todos – de acordo com o antropólogo Bertolli

Para não perder o controle e evitar a falência nessa época do ano, é importante montar uma lista do que irá comprar e estabelecer o orçamento. Após isso, é fundamental pesquisar e comparar os preços, já que desse modo é possível presentear um número maior de pessoas a um melhor custo benefício. E, por fim, não comprar impulsivamente é a melhor opção para um bom fim de ano sem começar 2022 no vermelho.

O filme “O Grinch” ilustra todo esse sentimento de perda do espírito natalino para um lado completamente material e consumista, e ao longo da história demonstra a recuperação do Natal em sua essência e alma de toda a população da Quemlândia. “Talvez o Natal não venha de uma loja. Talvez o Natal, quem sabe, signifique um pouco mais.” é um bom ponto de partida para aproveitar as festas de fim de ano com menor preocupação e necessidade de gastar tanto dinheiro. 

No filme “O Grinch” Cindy busca descobrir o real significado do natal. (Foto: Reprodução).

A experiência frenética do consumismo nos meses de novembro e dezembro é presente na vida da maioria das pessoas, e aumenta cada vez mais – e há maneiras de remediar isso. Assistir filmes natalinos, assar biscoitos temáticos e enfeitar a casa são boas atividades para fazer com as pessoas próximas e reviver o espírito natalino morto. Assim, é possível sentir-se bem neste tempo de aproximação e solidariedade sem cair no abismo do consumismo e materialização deste feriado.

O Perigo do cigarro eletrônico e sua popularização entre os jovens

A origem do ato de fumar sempre foi controversa. Alguns dos registros mais antigos são durante a colonização europeia do continente americano, quando as pessoas nativas utilizavam o tabaco em alguns rituais religiosos e fumavam em tubos de cana ou cascas de milho. Não é uma prática recente, mas foi muito popularizada a partir do século XX.

O clássico cigarro com filtro de papel surgiu na década de 50, e teve uma segunda onda nos anos 70. A indústria tabagista sempre soube dos malefícios desse hábito, de acordo com Garattoni. Já o cigarro eletrônico foi inventado por Hon Lik em 2003 , que presenciou a morte do pai por câncer de pulmão – após fumar por anos. Lik quis propor uma opção menos perigosa para a nicotina. O boom dos cigarros eletrônicos tomou conta dos últimos sete anos e está começando a preocupar as agências de saúde públicas. 

A Propaganda diz: “Mais Doutores fumam Camels do que qualquer outro cigarro” (Imagem: Reprodução).

Por que é uma preocupação? Simples. No começo da explosão do uso dos cigarros com filtro, as indústrias vendiam a ideia de fumar e do cigarro como algo positivo, para desse modo combater alguns “rumores” de que poderiam, sim, ser prejudiciais. As embalagens eram bonitas, as propagandas eram bem pensadas e, como o uso por tantas pessoas era algo novo, era bem fácil enganar a grande massa ao dizer que não havia malefícios e que era até recomendado por médicos.

Hoje em dia, as pessoas sabem que fumar faz mal para a saúde e pode trazer inúmeras doenças. Após muitos casos problemáticos e mortes, as advertências começaram a fazer parte dos maços, e com mensagens bem chocantes e graves.

Mas e o cigarro eletrônico? Ele faz mal para saúde? 

Juul, um dos primeiros cigarros eletrônicos a ser popularizado entre os jovens. (Imagem: Reprodução)

Muitas pessoas “transacionaram” para o famoso vape com a intenção de minimizar os danos e diminuir o vício no tabaco já que possuem menos substâncias tóxicas que o cigarro comum, o que causou o aumento extremo do uso deles. Os estudos recentes que demonstram o fato dos cigarros eletrônicos não serem tão perigosos para a saúde foram financiados pela própria indústria tabagista, de acordo com a matéria da revista Galileu. Isso é o primeiro alerta. Em segundo, o uso entre jovens e adolescentes está tão grande que os primeiros casos de saúde já foram registrados –  vestígios de acetato de vitamina E foram encontrados no pulmão de alguns pacientes (óleo utilizado no e-cigarette). 
A propaganda sobre os vapes são positivas, e há grande crença popular de que não são nocivos. Isso é perigoso, como já visto na própria história dos cigarros com filtro de papel. Afinal, a embalagem é bonita e muito chamativa e não há tantas contra indicações. A quantidade de jovens e adolescentes que estão aderindo à nicotina disfarçada em diferentes cheiros e sabores (menta, chocolate, baunilha, melancia, entre outros) por acreditar que não seja tão prejudicial é problemática. É importante lembrar que a nicotina sempre será viciante, já que libera neurotransmissores de hormônios “felizes”.

Propaganda da marca de cigarros eletrônicos ‘Juul’, focada no público jovem. (Imagem: Reprodução).

A revista Galileu enfatiza: “E não pense que o maior risco é apenas o vício. A nicotina também reduz o calibre dos vasos (dificultando a passagem do sangue), facilita a formação de trombos, altera o metabolismo do colesterol, aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Mais: apesar de não ser uma substância cancerígena por si só, ela pode contribuir com a evolução de tumores já em formação.” Daqui uns anos, muitos desses efeitos provavelmente farão parte da saúde de muitas pessoas dessa geração, o que é preocupante.

Por fim, apesar de ser impossível impedir alguém de fumar (seja cigarro de papel ou o eletrônico) é fundamental que todas as cartas estejam na mesa, para que a pessoa já tenha completa consciência do que está realmente fazendo. Fumar faz mal, sempre fez mal e sempre fará mal.

Métodos contraceptivos: Entenda o que são e como escolher o seu!

Métodos contraceptivos e anticoncepcionais são conceitos simples e comuns atualmente. Não é muito difícil encontrar e utilizar, já que a sociedade atual compreende (parcialmente) a sua necessidade e importância. De qualquer maneira, ainda há muita mistificação e desinformação sobre eles, e é fundamental ter conhecimento sobre algo que afeta a saúde e a vida de inúmeras pessoas. A Dra. Karenina Duarte foi entrevistada pela Frenezi e respondeu algumas perguntas comuns, mas que nem sempre são acessíveis para todos. 

A falta de conhecimento sobre anticoncepcionais é derivada do tabu que envolve o sexo e toda a saúde do corpo feminino. Nem os efeitos colaterais, que com certeza poderiam ser diminuídos com o tremendo avanço da tecnologia, são prioridade na discussão de contraceptivos – e a Dra. Duarte dá um adendo sobre alguns deles possíveis. “Os métodos contraceptivos hormonais têm alguns efeitos colaterais que as pacientes podem apresentar, como: a cefaleia, a mastalgia. Se for um método contraceptivo hormonal oral, algumas podem apresentar náuseas, inclusive vômitos. Tromboembolismo também é um efeito colateral importante que devemos levar em conta. Por isso que eu falo que devemos saber os critérios de elegibilidade antes de fazer a prescrição do contraceptivo.” 

Sobre a gravidade desses efeitos e recomendações, a Dra. acrescenta: “Tenho que conversar com a minha paciente, ver se é uma paciente que tem enxaqueca com aura, que aí também estariam contraindicados os contraceptivos hormonais orais. Na verdade,  não existe nenhum que tenha um efeito pior,  muitas vezes a paciente usa um determinado tipo de contraceptivo e se dá super bem, enquanto a outra não se adapta. Então é tudo questão de adaptação, nós temos que ver o perfil dela.”

Felizmente, a internet proporciona um alcance muito maior para pessoas de todos os lugares que procuram usar e saber sobre os anticoncepcionais, e a visita anual ao ginecologista é cada vez mais comum. Ainda há um longo caminho a percorrer para que essas informações sejam compartilhadas com todos, porém há, definitivamente, um avanço.

O processo de decidir qual é o melhor método contraceptivo para cada pessoa depende da preferência pessoal com a orientação do ginecologista, de acordo com a Dra. Duarte. “Na verdade, o método contraceptivo, quem escolhe é o casal. O dever do ginecologista é orientar sobre todos os métodos contraceptivos existentes, a paciente escolhe aquele que ela achar que vai se adaptar melhor. Claro que na hora da prescrição, o ginecologista,  o médico assistente daquela paciente que procurou o planejamento familiar, vai levar em conta os critérios de elegibilidade daquele método.” 

Não são todas as pessoas que podem e devem fazer o uso desses medicamentos, existem contra indicações, por isso é importante consultar com um médico especializado antes de medicar-se. “Às pacientes que têm epilepsia, os contraceptivos hormonais orais são contra indicados, porque eles podem diminuir o efeito do anticonvulsivante e piorar as crises epilépticas da paciente, como também o anticonvulsivante (um deles é a lamotrigina)  ele diminui o efeito do contraceptivo hormonal. Além das pacientes com epilepsia, pacientes acima de 35 anos, obesas e tabagistas, têm um risco maior de desenvolver o tromboembolismo.” 

Pessoas acreditam que o uso prolongado de métodos que envolvem hormônios podem afetar a fertilidade. A Dra. Duarte explica como uma pessoa que deseja engravidar após esse longo uso deve prosseguir. O uso prolongado de métodos contraceptivos não afetam a fertilidade. Segundo a literatura, após 3 meses da parada do método hormonal, seja ele oral ou não,  a fertilidade volta ao normal. Não há nenhuma relação da fertilidade com o tempo de uso do contraceptivo.

Ao considerar todas as informações, a Dra. dá sua perspectiva sobre qual seria o melhor conselho para uma pessoa que gostaria de usar algum método contraceptivo mas tem receio/vergonha de pesquisar e tentar encontrar o anticoncepcional mais confortável. Meu conselho é sempre conversar com um ginecologista antes do uso de qualquer método contraceptivo, não só para esclarecer dúvidas, mas também a maneira de utilização.”

Como a presença de irmãos pode influenciar sua personalidade

Filho único ou com irmãos? Está aí uma estrutura familiar muito importante que sutilmente define a vida das pessoas. Seja amizade ou inimizade, a convivência e experiências compartilhadas fraternalmente por pessoas afetam o desenvolvimento e as táticas de interações sociais aprendidas desde o começo da vida. 

“Seu relacionamento com seus irmãos tem um papel definitivo, às vezes até mais que seu relacionamento com seus pais”, diz a psicoterapeuta infantil Ruth Glover para sua entrevista com a revista Marie Claire UK. “É o primeiro grupo social a que somos expostos e é algo que sempre nos referimos novamente durante toda a vida”. 

A presença de irmãos na vida de alguém auxilia no despertar de muitas habilidades e emoções humanas em uma fase inicial, como: empatia, raiva, solidariedade, intimidade, obrigações morais e até individualidade. 

Lindsay Lohan no papel das irmãs gêmeas Hallie e Annie. (Foto: Reprodução)

De qualquer maneira, a partir da pesquisa de The Conversation, as pessoas são únicas e suas personalidades também. O quão mais os irmãos são diferentes, mais os pais os tratarão diferentemente. Essa incerteza pode resultar em um sentimento de negligência por parte dos filhos, então é necessário um grande cuidado. 

A ordem de nascimento também pode ser muito importante na formação da personalidade, de acordo com El País. O primogênito, muitas vezes é organizado, autodisciplinado, assertivo e ambicioso, com certa autoridade em relação aos outros. Os do meio já têm o primogênito como ponto de referência e tendem a apresentar certa flexibilidade e espírito competitivo (por atenção), são bastante amigáveis e mediadores. O mais novo costuma receber maior atenção dos pais, já que é o último – há uma tolerância maior com eles, o que leva a uma personalidade engraçada, aberta e extrovertida. Desse modo, é possível perceber que há influência mútua entre si.

O principal problema de nascer dentro de uma “caixa” é que ela é limitadora. “Você tem uma identidade empurrada a você – muitas vezes pelos pais – que frequentemente não deixa espaço suficiente para desenvolvimento autêntico” diz Glover.

E ser filho único? Como isso pode influenciar na vida de alguém? A partir da explicação de Elaine Fernandes, a convivência com adultos, atenção focada e expectativas ficam por conta apenas deles. Toda a energia e dedicação dos pais ficam concentradas em uma única pessoa, o que pode trazer: rápido amadurecimento, independência e disciplina; Mas também pode levar a fragilidade, dificuldade de integração em grupos e solidão – por isso é fundamental considerar oportunidades para socialização com pessoas fora do seu núcleo familiar: principalmente crianças.

A psicóloga Nicole Beurkens, em sua entrevista com mindbodygreen, comenta que ser filho solo não significa ser pior ou melhor em comparação com pessoas que têm irmãos, apenas há essa diferença na formação da personalidade nas primeiras fases da vida – o que com o tempo afeta as relações interpessoais adultas e molda grande parte da jornada do ser humano.

Esses rótulos que são colocados no começo da vida podem ser grandes, mas não são necessariamente permanentes. Toda família é diferente, e, com o passar da vida, o que a pessoa irá se tornar é uma experiência única e individual.

Você conhece a síndrome de burnout?

Uma das frequentes e famosas síndromes do século XXI é a do burnout – a qual representa, originalmente, mau funcionamento por exaustão. É utilizada para representar um esgotamento (profissional, acadêmico ou pessoal) que pode desencadear ou intensificar distúrbios psíquicos e físicos. Alguns dos possíveis sintomas, a partir da pesquisa de Isabela Vieira, são: fadiga persistente, falta de energia, adoção de condutas de distanciamento afetivo, insensibilidade, indiferença ou irritabilidade relacionadas ao trabalho de uma forma ampla, além de sentimentos de ineficiência e baixa realização pessoal. 

De acordo com a psicóloga Thaiana Brotto, o fenômeno é classificado em três categorias: esgotamento de sobrecarga, esgotamento subestimado e desamparo. O primeiro representa a vida frenética na sociedade atual de base capitalista, já que o método de desempenho é baseado em potenciais conquistas. O segundo é voltado para o sentimento de apatia que surge quando a pessoa está passando por essa síndrome, o que gera possível isolamento e falta de motivação. Já o último, representa pessoas que negligenciam tudo e vivem na passividade – e o resultado é desistência. 

Quais são as possíveis causas do burnout? 

As mais comuns incluem falta de autocuidado, pouco apoio nas relações interpessoais com familiares e amigos, sobrecarga de trabalho ou deveres acadêmicos, mecanismos de defesa relacionados com saúde mental e distúrbios. É um problema sério e deve ser tratado como tal, considerando que pode levar a sérias consequências ao longo do tempo. 

A partir da pesquisa da Vetx International, existem cinco estágios no processo do burnout no mercado de trabalho. Para enfrentá-lo, é importante reconhecer a ordem dos acontecimentos. 

O primeiro estágio é The Honeymoon Stage (a fase da lua de mel). No caso de um novo emprego, por exemplo, a pessoa entra com um gás novo para trabalhar e, apesar de não serem tarefas fáceis, são cumpridas pela energia e ambição do novo funcionário. O segundo estágio é The Balancing Act (O ato de equilíbrio), é quando alguém compreende que há coisas nesse ambiente/emprego não tão agradáveis e a energia não é a mesma do início, o que leva à negligência em outras partes da vida devido ao próprio serviço. O estágio número três é o número dois ao quadrado, ou seja, são sintomas mais intensos, porém derivados, do balancing act – é nomeado de Chronic Symptoms (sintomas crônicos) e inclui estado de negação. The crisis stage (fase da crise) é o estágio quatro, define a crise e o ponto de “surto”, resultado da falta de controle, sintomas físicos e mentais na vida da pessoa e o dilema: ajuda profissional ou mudança radical. Por fim, Enmeshment (Enredamento) é a última fase do burnout, que representa a pessoa que já está presa no ciclo desta síndrome e muitas vezes não reconhece. Pode levar a vários distúrbios mentais e desistência total. 

Outro ponto importante para se discutir é: Por que jovens estão sofrendo burnout? Pessoas esperam que esse fenômeno permaneça entre veteranos e quem já vive uma vida desse parâmetro há muito tempo. Qual seria o motivo de os Millennials e parte da Geração Z estarem incluídos nesta estatística? Uma das possíveis respostas é a seguinte: competição no meio acadêmico e no mercado de trabalho, perfeccionismo ao extremo, e a cultura das redes sociais – a necessidade de conquistar coisas com certa idade, expectativa de parentes em relação a tudo e comparação podem desencadear todo este ciclo. 

É fundamental sempre estar atento para sinais de burnout, porque quanto mais fundo estiver, mais difícil de sair será. Sempre que estiver com suspeitas ou alguns sintomas dessa síndrome, é importante conversar com alguém (algum amigo, familiar ou até mesmo algum profissional) e tentar não cair na armadilha do isolamento causado pelo burnout – peça ajuda! 

Ninguém consegue controlar todos os fatores presentes na rotina e na vida, porém ter mecanismos de enfrentamento e auxílio externo pode ser essencial para evitar cair nas garras desse distúrbio e seu aprisionamento.

Você conhece o detox digital?

“Can you reach me? No! You can’t!” apesar de ter dado início a um meme, a frase da nova música da musa Lorde, Solar Power, é extremamente relevante. As redes sociais fazem parte da vida do ser humano hoje em dia, e não só na dos jovens; São responsáveis pela divulgação de mídia, notícias, mercado, início de relacionamentos e, obviamente, entretenimento.

Embora seja um modo que muitas pessoas encontraram de explorar sua autenticidade e criatividade, é necessário admitir que a maioria dos seres humanos é viciado em algum tipo de rede social: a média é de 3h e 42 minutos por dia (pesquisa por We Are Social e Hoot Suite em Jan 2021).

Pessoas estão acostumadas a postarem só o melhor de si mesmas em suas plataformas online, formadas por muitas mentiras e retoques de sua realidade – não que seja um problema à primeira vista, mas acarreta consequências não tão agradáveis a longo prazo. Usuários muitas vezes apresentam fadiga, insatisfação pessoal, e até ansiedade relacionada com a utilização das redes. 

Uma maneira de melhorar o relacionamento com os aplicativos e mídias sociais é o método conhecido por funcionar com qualquer mau hábito: o detox! 

Tirar um tempo para fazer outras atividades não relacionadas com o telefone é fundamental para conseguir cumpri-lo. No começo não é tão fácil, mas com consistência e força de vontade tudo é possível.

O ideal para quem ainda está inseguro é começar aos poucos. Colocar o celular no modo avião quando for fazer alguma outra coisa, silenciar notificações e manter o telefone longe quando estiver ocupada são opções de um bom começo para a pessoa que não deseja cortar tudo abruptamente. Já para quem gosta muito de um desafio, iniciar o processo com a desativação de todas as redes sociais por sete dias corridos pode fazer maravilhas para o cérebro, mantendo apenas aplicativos fundamentais para contato (usando as mesmas opções do detox mais leve: modo avião e notificações silenciadas). 

Durante o percurso, é importante considerar outros hobbies para substituir o tempo passado na frente das telas. Gosta de treinar? Use esse tempo. Quer aprender um novo idioma? Use esse tempo. Está com vários livros na lista de leitura? Use esse tempo. Qualquer outro hobby que possa substituir um pouco esse vício é válido. Claro que há fatores como rotina apertada e outras condições pessoais de cada um, entretanto, muitas vezes ao fazer o detox, é possível perceber o quanto os celulares preenchem o dia das pessoas e que um gerenciamento das horas do dia para outras atividades é algo alcançável.

Outras dicas para não cair em tentação são: remover os aplicativos de fácil acesso, não deixar contas logadas, não levar o celular para lugares desnecessários, entre outros. Precisa de mais um pontapé para começar? Procure o seu tempo de tela no celular. Muitas vezes é o susto necessário. 

O começo dessa jornada pode parecer tortura, mas após certo tempo, é um perceptível autocuidado. Não há nada errado em gostar de usar redes sociais e querer passar parte da rotina fazendo isso, mas é importante não exagerar. É plausível conseguir esse meio termo, o que, com certa prática, tornará a vida no século XXI muito mais saudável.

 

5 Dicas para se Manter Consistente em Novos Hábitos

Adquirir novos hábitos e hobbies faz parte da vida da maioria das pessoas, mas conseguir mantê-los quase sempre se torna um problema. Com uma rotina agitada, redes sociais borbulhando com novos hábitos e atividades disponíveis todos os dias, fica difícil lembrar daquela palavrinha-chave quando o assunto é hábito: A Consistência.

De acordo com uma das definições do dicionário Michaelis, consistência é a persistência, estabilidade de posturas ou opiniões por parte de um indivíduo ou de uma comunidade.

Ela pode ser praticada, estimulada e não deve depender de como a pessoa está se sentindo – e sim, após isso, traz satisfação e disposição. Pensando nisso, trouxemos 5 dicas que podem te ajudar a se manter consistente em algum hábito novo e fazer ele se integrar à sua rotina. Vem ver!

Reese Witherspoon em ‘Legalmente Loira’. (Fonte: Pinterest)

1- Separe um horário para fazer essa atividade

Você é o tipo de pessoa que funciona melhor pela manhã? Ótimo! Separe um horário neste período para realizar a atividade escolhida, ajustando à sua rotina e de acordo com a frequência desejada. A mesma coisa vale para as pessoas noturnas! Não existe certo e errado, o importante é gerar uma flexibilidade e tirar o peso do “ter que fazer” algo em um horário que não lhe faz bem.

2- Comece aos poucos 

Não adianta tentar subir uma montanha sem nem ter dado uma volta no quarteirão antes. O melhor jeito de começar é sempre devagar, evitando se sobrecarregar e acabar desistindo. Um exemplo ótimo é se você quer aprender a tocar um instrumento: começar com cinco minutos por dia é ótimo! Com o tempo suas habilidades vão se aprimorando e assim vai ser possível aumentar seu tempo de treino. Quando você se der conta vai conseguir tocar por horas e nem vai perceber!

3- Lembre-se sempre dos benefícios que este hábito lhe trará

“Eu quero isso” é uma mentalidade necessária para a consistência. “Por que estou fazendo isso? O que vou ganhar com isso?” São frases que devem sempre se manter em sua cabeça. Seja um benefício para a saúde, trabalho, vida pessoal ou apenas entretenimento, é importante tê-lo delineado para que desistir não seja uma possibilidade. 

4- Não tenha somente o end goal na cabeça 

Pode parecer que esta dica anula a dica anterior, mas a jornada é tão importante quanto o destino! Se lembrar do seu objetivo é importante, mas não adianta se forçar a fazer algo pensando apenas no resultado a longo prazo. O ideal é achar um jeito de aproveitar todo o processo e gostar do que está fazendo – odiá-lo causa muita desistência!

5- Não se culpe 

Às vezes não é possível cumprir o planejado. Faz parte. É fundamental considerar que não seguir o plano uma vez não transforma todo o esforço em vão e nada foi perdido – não se culpe! Uma maneira de tentar não “furar” nem um dia, como mencionado anteriormente, é fazer tal atividade por pelo menos 5 minutos; Mesmo não sendo muito, dá a sensação de tarefa feita.

Como o Tiktok atualizou nossas noções de identificação e pertencimento

“A For You page está muito específica”, “I have been called out” e “Lower your voice” são comentários extremamente comuns em qualquer TikTok postado. Viral ou não, o algoritmo dessa rede social nunca falha. 

O TikTok está mais forte do que nunca desde seu estouro há 2 anos, a partir principalmente da quarentena e isolamento derivados da pandemia mundial da COVID-19 em 2020. Gerou inúmeras trends, mudanças na indústria musical, indústria da moda e uma nova leva de criadores de conteúdo. 

É algo natural do ser humano buscar qualquer indício de identificação, que, a partir da definição do dicionário Laplanche e Pontalis, é um processo psicológico pelo qual um indivíduo assimila um aspecto, uma propriedade, um atributo do outro e se transforma, total ou parcialmente, segundo o modelo desse outro – e essa plataforma só intensificou esse fenômeno. Como apresenta vídeos curtos, a necessidade de chamar atenção do espectador em segundos é essencial, reinventando estratégias de engajamento. Quem nunca estava usando o app e recebeu vários vídeos específicos em sequência? Essa é a “mágica” do Tiktok.

E por que as pessoas gostam tanto disso? A ideia de pertencer é um anseio comum de qualquer indivíduo, de acordo com Baumeister & Leary (1995) – “the need of belonging” traz reações positivas nas emoções de pessoas que atingem um nível superior em suas relações, sendo essencial para uma vida com satisfação e saúde. Para uma geração que nasceu e cresceu com a transformação tecnológica, muitos hobbies presentes em suas vidas estão relacionados com consumo de conteúdo midiático e internet. Há, sim, uma conexão mais abrangente com tudo e todos, mas há também um desapego gerado a partir dessa mudança. É possível considerar que a identidade de vários adolescentes e jovens adultos foi moldada assim. 

Desse modo, cada nova obsessão ou interesse de alguém se torna seu novo traço de personalidade, criando uma insatisfação a longo prazo e inúmeras crises existenciais na juventude. O TikTok proporciona um senso de conforto a partir desta realidade, já que “todo mundo está vivendo a mesma vida” e se identificar com outros ficou mais fácil e acessível. Por isso é tão popular. 

De qualquer maneira, é relevante apontar que as pessoas não são os seus hobbies; Há diversas camadas em cada pessoa que merecem ser exploradas. A rede social pode ser uma ponte para a ajuda ao autoconhecimento, mas não deve ser o único parâmetro. Ainda não se sabe qual será a real consequência do acontecimento dessa plataforma daqui alguns anos, mas o conselho é certo: use-a com moderação.