Guia prático de como superar um coração partido

Quebrar a cara no amor faz parte da vida, experiências amorosas que começam como um sonho podem terminar como um pesadelo. Atire a primeira pedra quem nunca teve um crush que quebrou seu coração ou um término de relacionamento que te deixou mal. 

Mas já pensou se existisse uma fórmula mágica de como superar um coração partido? Para nossa tristeza, ela não existe, mas a Frenezi reuniu algumas dicas para te ajudar! 

1. Respeite seu tempo

As memórias não vão sumir da noite para o dia. E a última coisa que você deve fazer é tentar esquecer dos momentos compartilhados e deixar tudo para trás. Dê tempo ao tempo e sinta o fim do seu relacionamento. Chore sem culpa, permita-se se sentir na fossa, mas não fique lá por muito tempo.

É importante lembrar que não há recuperação instantânea no fim de um relacionamento. Ao mesmo tempo, se a sensação de tristeza e desânimo não passar, procure ajuda de pessoas próximas ou de um psicólogo.

2. Converse com a sua rede de apoio

Ter apoio de amigos e familiares neste momento é fundamental. Falar sobre sentimentos com pessoas de confiança é uma ótima oportunidade de receber conselhos e organizar melhor os pensamentos.

Além disso, estar com amigos e familiares pode te ajudar a entender que não estamos sozinhos. E que na companhia das pessoas certas, mesmo com sentimento de solidão, podemos ver o lado bom da vida. 

3. Stalkear? Nunca mais!

Procurar o ex nas redes sociais é tentador. Afinal, todos queremos saber o que ele está fazendo ou até se já encontrou um novo alguém. Mas essa não é a melhor maneira de lidar com a situação. 

O contato, por mais que seja virtual, pode aumentar sua carência e dificultar o processo de superação. Por isso, seja a favor da frase ‘ o que os olhos não vêem, o coração não sente’. Não é necessário bloquear, mas ao mínimo sinal de stalk, silencie o perfil – pelo menos até você superar o fim do relacionamento.

4. Tire um tempo para você

Autocuidado é a chave para se entender melhor e ter um relacionamento saudável com você mesma! Descobrir atividades que te dão prazer é um bom começo. Por isso, teste diversas opções: leia livros, escute suas músicas favoritas, saia de casa para conhecer aquele restaurante que você sempre quis ou inicie uma aula de dança. Momentos de solitude são importantes para entender que você é a sua melhor companhia!

Imagem de mil palavras: como os personagens falam antes de abrir a boca

Você aperta o play, a história começa e, nos primeiros 15 minutos, já é possível identificar o mocinho, o vilão, sentir empatia ou aversão por algum personagem. E é exatamente isso que a produção quer que aconteça. Antes mesmo de a história se desenrolar por completo, ela já quer prender o telespectador por um único ponto que, segundo pesquisas, é responsável por  90% das informações transmitidas ao cérebro: o visual. 

Feche os olhos e imagine: cores suaves – candy colors, mais especificamente -, cabelos soltos e esvoaçantes, make leve, sapatos sem salto, roupas soltas e com muita cara de conforto… aposto uma caixa inteira de produtos da Rare Beauty que você idealizou uma pessoa inocente, boa, de alma leve e sorriso fácil. Agora, feche novamente e faça o caminho inverso: pense em cores vibrantes e profundas, olhares marcados, cabelos milimetricamente controlados, roupas justas e com caimento pesado… a aposta segue a mesma se você idealizou alguém de personalidade forte, quase inacessível, que causa um certo receio só de pensar em se aproximar. Esse é o poder da caracterização, e é ele um dos artifícios mais poderosos na construção de um personagem que cativa. 

Um exemplo nítido desse feito é a transformação instantânea de Anna Delvey na série “Inventando Anna” (que foi um verdadeiro fenômeno quando foi lançada no início do ano). Ao ouvir que sua aparência, antes composta por ondulados cabelos loiros, maquiagem romântica e um estilo mais girlie, não condizia com a de uma mulher de negócios, séria e competente que gostaria de se transparecer ser para conquistar aliados e financiadores, Anna prontamente tratou de escurecer os fios, adotar óculos quadrados e de armação escura (contrariando seu contraste pessoal e gerando peso visual), apostar em peças de corte mais reto, tecidos mais firmes e uma postura mais formal. A forma como ela passou a ser percebida mudou instantaneamente, e isso aconteceu logo na primeira cena em que ela aparece com o novo visual, antes mesmo que o primeiro diálogo dela nessa nova fase fosse construído. 

A aparência, goste ou não, é sim um meio de exercer uma chamada “comunicação silenciosa” e, assim como ela é capaz de externar a personalidade de “pessoas reais” no dia a dia, na criação de um enredo artístico também. Fato é que, a maior intenção dos autores é criar uma conexão com o público, seja por meio do incômodo, da identificação, da polêmica ou da aversão, o que importa é fazer com que o que é fictício não seja esquecido no que é real, e a beleza tem um papel fundamental nisso. Pode parecer ousadia, mas vale dizer que uma boa parte das pessoas que consomem o conteúdo cinematográfico conseguem se lembrar de algum personagem – que para eles foi – marcante quando vê uma determinada peça em uma loja, num corte de cabelo de alguém passando pela rua ou num estilo de maquiagem que está mais em alta – já que a mídia tem, inegavelmente, esse famoso e ao mesmo tempo assustador, poder de influenciar o desejo das massas. O conjunto xadrez de Cher em As Patricinhas de Beverly Hills, o cinto dourado e a capinha de soco inglês da delegada Helô em Salve Jorge, o pretinho básico junto de um colar extravagante de Holly em Breakfast at Tiffany’s… Se notarem, cada um desses elementos se comunica muito estrategicamente à personalidade dos personagens que os tornaram famosos: o xadrez é uma estampa clássica e que, em algumas variações, é ligada à monarquia – como o xadrez Príncipe de Gales – e Cher era uma verdadeira princesinha no clássico dos anos 1990; o cinto dourado traz um toque de glamour e a capinha de soco inglês transmite uma mensagem de força, garra e defesa – e Helô era uma delegada implacável, mas, ao mesmo tempo, muito vaidosa; já o vestido preto acrescido de luvas e um colar de peso comunicam uma classe singular – e Holly era uma personagem que mostrava que a elegância também podia ser simples.

No entanto, esse feito não é tão simples. Como na “vida real” o processo de conhecimento e desenvolvimento do próprio estilo, a curadoria de preferências e a definição dos elementos que vão conseguir transformar a imagem de uma pessoa na extensão da personalidade dela, da mesma maneira ocorre na criação da aparência de um personagem, e quem fica a cargo de fazer com que isso aconteça da melhor forma possível são os profissionais desse ramo da beleza artística: os figurinistas, maquiadores e cabeleireiros que ficam encarregados de exercer uma dupla transformação: despir o ator de si mesmo e vesti-lo de um novo alguém. Nesse sentido, a figurinista Flávia Botelho (no instagram como @a_figurinista) traz mais profundidade sobre as atribuições de um figurinista (que, já adiantando, faz muito mais do que escolher as roupas). “Em uma produção artística, a figurinista deve ter todo o roteiro, entender o perfil psicológico de cada personagem para criar, junto com a direção, o conceito do figurino.” De acordo com a profissional, cores, formas e elementos são avaliados e indicados para ajudar a reforçar a dramaturgia tanto de cada personagem, quanto do conjunto do elenco, “[…] a figurinista precisa entender de composição de cores, de como essas cores ficam na luz do palco ou nas câmeras, quais tecidos e aviamentos devem ser usados, como e quando usar efeitos de tingimentos ou envelhecimento para trazer vida ao figurino, por exemplo.”

Flávia Botelho, figurinista [Imagem: Reprodução/Instagram]

Para chegar a essas definições, o ponto de partida é o diálogo: o primeiro passo para uma produção de sucesso começa no alinhamento das ideias com a equipe: “O primeiro passo é a leitura do roteiro e, em seguida, a conversa com o diretor, porque quando a gente lê o roteiro, já visualiza essa composição.” E o registro dessas ideias são, geralmente feitos por meio de croquis – um processo que pode ser diferente de acordo com o perfil de cada profissional, “Tem gente que faz primeiro uma pesquisa de referências de imagens, para depois ir refinando, até chegar no que melhor representa cada personagem. Varia, mas o principal é começar a dar forma, estabelecer cores junto com a direção de arte […] É um trabalho em conjunto!”

Porém, como se trata da criação de uma personalidade, a complexidade é inegável. Segundo Flávia, o maior desafio na construção dessa forma de comunicação é pensar com a cabeça do expectador, de alguém que não sabe nada daquela obra. “Achar quais elementos são essenciais e quais são dispensáveis; limpar toda distração, deixar de ado as questões de moda ou gosto pessoal e colocar o foco na construção do personagem, em representar quem ele é.”

E, como pessoas que são, os personagens também estão sujeitos a mudanças: de vida, de realidade e, em alguns casos, até de personalidade (tragam à memória a Clara – de Bianca Bin – em “O outro lado do paraíso”, que depois de passar por traumas profundos, ressurgiu completamente diferente, por dentro e por fora). Assim como na vida real, a aparência também reflete a essência e, ao passo em que o comportamento muda, a imagem se altera junto. Entretanto, para que a narrativa não seja prejudicada por uma mudança drástica, inesperada ou aleatória, que pode quebrar a conexão já existente com o público e despersonalizar a personagem, é de fundamental importância não deixar de manter o contato com as ideias do diretor para o enredo da trama. “Primeiro há que se entender que um filme, série, peça de teatro, antes de existir para o público, existe em um roteiro e, na maioria das vezes, essas mudanças já são previstas.” Assim, é possível planejar com antecedência como realizar essa transição sem romper com a narrativa, “Quando a construção de um figurino começa pelo perfil psicológico, ou seja, pela humanização – tornar o personagem uma pessoa – a gente também passa a entender, na trama, como essa pessoa reage, os sentimentos dela e como ela se vestiria em diversas situações, […] se fosse pobre, se fosse rica, se fosse para a guerra, para um jantar romântico, para uma entrevista de emprego, enfim. Por isso tudo começa no roteiro e na conversa com a direção!”

De fato, enquanto expectadores e ainda ignorantes em relação ao conteúdo que está por vir, qualquer influência visual conta para criar uma atmosfera, uma linha de raciocínio que instiga nossa imaginação em relação ao que pode acontecer. Que atire a primeira pedra – ou cancele a assinatura na plataforma de streaming – quem nunca julgou um personagem na primeira cena em que ele apareceu, antes mesmo do coitado dizer qualquer coisa – como não interpretar Anna Delvey como uma herdeira multimilionária em Inventando Anna, ou Vivian como uma pessoa rebelde em Uma Linda Mulher? É por isso que o trabalho dos bastidores não pode ser ignorado; o figurino aguça a curiosidade e torna a encenação ainda mais convidativa aos olhos e é por meio da criação dessa imagem de mil palavras que os personagens falam antes mesmo de abrir a boca.

Com a conexão criada 

Conheça o signo de Virgem: O mais analítico do zodíaco!

O signo de virgem é um dos mais estereotipados do zodíaco. São regidos por mercúrio e têm como característica principal o famoso pé no chão, a realidade. Como é um signo muito prático, é conhecido por conectar as pessoas com rotinas e hábitos. Limpeza, organização, jogar tudo fora para melhor qualidade de vida define a temporada de virgem. O sol entra nessa season no dia 22 de agosto e vai até dia 22 de setembro. 

É um signo da terra, e como tal é sempre cercado de uma natureza analítica, costuma prestar atenção nos detalhes e é muito trabalhador. Podem ser extremamente perfeccionistas ao ponto de exaustão. São mutáveis, e estão sempre prontos a se adaptar a outras situações. 

Pessoas virginianas têm a chave para o sucesso, já que possuímos artistas muito famosos como Beyoncé, Zendaya, Blake Lively, Michael Jackson, Freddie Mercury nesse espectro. Toda reflexão, intelectualismo, trabalho duro e meticulosidade do signo de virgem é a pura representação da vida dessas celebridades. Os virginianos costumam ser humildes, práticos, naturais, simpáticos, metódicos, pensam rápido e possuem muita energia mental para lidar com o estresse. Já por outro lado, são muito críticos e julgam a si mesmo e aos outros – além de não aceitar opiniões alheias. 

O sol em virgem define uma pessoa prática e com bom senso, muito trabalhadora e perfeccionista – e extremamente metódica. Quem possui a lua nesse signo costuma demonstrar seus sentimentos de uma maneira racional, porém são curiosas e prestativas em relação ao sentimento dos outros. O ascendente em virgem tem uma pessoa detalhista e curiosa, e também muito inteligente e perspicaz. 

Mercúrio em virgem é o próprio signo de regência, ou seja, representa excelência – a pessoa com essa posição no mapa tem uma grande chance de sucesso, mas a precisão excessiva pode até parecer “chata” para outras pessoas. A Vênus em virgem representa exigência em relacionamentos, além de conforto material, vaidade e muita organização. A pessoa com o Marte em virgem também traz análise e atenção aos detalhes, especialmente no ambiente de trabalho – planejam seus passos. 

Em relacionamentos, demoram para se abrir com pessoas novas e são cautelosos com as emoções. São diplomáticos e valorizam a honestidade. Costuma-se combinar bem com os signos de Touro, Libra e Capricórnio. 
A Virgo season de 2022 está propícia a aquisição de novos hábitos –  mentais, físicos e espirituais. O auto cuidado e necessidade de melhorar de vida se fazem presentes nessa época, então é bom aproveitar. Porém, é ideal que deixar o perfeccionismo extremo e a autocrítica de lado para poder realmente brilhar nesse mês virginiano.

A Supervalorização da magreza na moda dos anos 2000

Entenda como a volta das tendências do início do século XXI influenciam no comportamento de jovens adultos 

Minissaia, calça cargo, óculos coloridos e calça de cintura baixa estão ganhando cada vez mais espaço nas vitrines e no Instagram de influencers. Todas essas tendências, marcaram um período único na moda, os anos 2000. 

As it girls da época eram a combinação entre o guarda-roupa dos sonhos e o “corpo perfeito”. Paris Hilton, Britney Spears, Christina Aguilera, Jennifer Lopez e outras celebridades emplacaram essas tendências em tapetes vermelhos. E, depois disso, não demorou muito para que a indústria cinematográfica e musical espalhasse a ideia pelo globo.  

Christina Aguilera, Destiny’s child e Paris Hilton em eventos utilizando peças características dos anos 2000. (Imagem: Reprodução/Pinterest)

Dessa vez, disfarçada com o nome de YK2 – uma abreviação de year 2000 ou, em português, ano 2000 – , a moda do início do segundo milênio retornou. As peças em tamanho mini mostram mais o corpo, revivendo as tendências, mas trazendo outras narrativas. Para a moda, mesmo 22 anos depois, corpos são apenas acessórios.

2022 não é 2002

Se em 2000 o corpo magro era considerado um padrão a ser alcançado, em 2022 ele emite um sinal de alerta. A volta da magreza extrema como aesthetic é preocupante, pois incentiva movimentos pró-bulimia e anorexia, principalmente em adolescentes e jovens adultos.

Segundo a psicóloga Valéria Lemos Palazzo, fundadora do GATDA – Grupo de apoio dos distúrbios alimentares-, a bulimia e a anorexia estão mais presentes em jovens. A última atinge em sua maioria adolescentes de 12 a 16 anos, podendo cronificar e estender-se para a vida adulta.

A hipervalorização de um corpo irreal pode ser um gatilho para pessoas portadoras desses transtornos alimentares, afirmou a psicóloga. “A sociedade é incentivadora, mas não a causadora dessas doenças. Para desenvolver um transtorno alimentar, você precisa ter uma predisposição genética hereditária, mas é um meio que colabora, uma espécie de gatilho para quem já tem predisposição a desenvolver o transtorno.”

Body Shame vs Body Positive

No início do novo milênio, roupas pensadas para corpos gordos eram praticamente inexistentes. Ter o que estava ‘na moda’ era um desafio para pessoas que usavam tamanhos além do padrão. Lembra daquela história que cropped é só pra quem tem barriga chapada? Era exatamente essa ideia.

Esse tipo de pensamento incentiva o que chamamos de body shame. O ato de criticar o corpo do outro, por um olhar, fala, ou ação fazendo com que ele sinta-se desconfortável. Em tempos de redes sociais, essas ofensas vêm de todos os lugares. E, muitas vezes são feitas por pessoas que não mensuram o impacto das palavras. 

Na contramão desse pensamento, surgiu o body positive. Movimento que busca realçar as diferenças, quebrando os padrões estéticos impostos. O que não vale só para o corpo, mas também para o cabelo, nariz, formato da boca e muito mais. 

Bielo Pereira, influencer bigenere, na parada do orgulho LGBTQIAP+ (Imagem: Reprodução/ Instagram @hellobielo).

Moda é para todos

Mais do que fazer coleções especiais em números maiores, as marcas devem disponibilizar diversos tamanhos da mesma peça. Assim, cada pessoa terá a possibilidade de escolher o que quer vestir. Sem ditar qual tendência pode ou não ser usada no PP e no XG. 

Democratizar preços e tamanhos é a solução para uma moda mais inclusiva, segundo Mariana Albino, estudante de publicidade e propaganda que trabalha no braço de consultoria da WGSN – empresa que faz a previsão de tendência de consumo.

Durante a pandemia, a estudante criou sua própria marca de roupas. E fazia questão de disponibilizar diversos tamanhos para a mesma peça. “ Minha tia sempre dividiu muito comigo, essa dificuldade que ela tinha de achar roupas bonitas e que cabiam nela. Então, para mim, sempre foi muito importante englobar o máximo de pessoas possível”, diz. 

Quando questionada sobre a possível exclusão que a volta das tendências dos anos 2000 causaria em pessoas de corpos curvilíneos e gordos, Mariana respondeu:  

“Não podemos deixar a moda caminhar da forma que caminhou até agora. Precisamos reivindicá-la. Se a cintura baixa voltar, vai voltar do nosso jeito, com todos os tipos de corpos e vai continuar sendo linda.”

Desfile da marca autoral ‘Da Silva Santos Neves’ no evento ‘50° Casa dos Criadores’. Nas três fotografias, corpos diversos desfilam utilizando peças originais. Destaque para a releitura da cintura baixa, na segunda  foto da direita para a esquerda. (Imagem: Marcelo Soubhia / @agfotosite).

Mariana acrescenta que ainda está descobrindo o seu estilo pessoal. E que, para ela, seguir todas as tendências não faz sentido, pois a velocidade que algo ‘entra e sai de moda’ é muito rápida. A estudante ainda pontua: “Ela (a moda) me permite ser quem eu quiser, permite mostrar minha personalidade para as pessoas, mas também é o meu grito de liberdade”, finaliza. 

O que podemos esperar do futuro? 

A moda é cíclica, tendências vão e vêm, porém os corpos continuam sendo os mesmos. Por isso, marcas que já entenderam essa dinâmica estão lucrando e ganhando mais visibilidade.Um exemplo é a marca de lingerie, Savage X Fenty, da cantora Rihanna. 

Além de investir em corpos plurais,- em gêneros, tamanhos e raças- a marca mantém a imagem sexy e confiante desejada pelas mulheres na hora de comprar uma lingerie, independente do tamanho da peça. 

Modelos da marca Savage X Fenty posando para diferentes campanhas da marca. (Imagem: Reprodução/ Instagram @savagexfenty).


Porém, iniciativas como a da Savage X Fenty ainda são raras. Enquanto a moda inclusiva não for amplamente produzida pelas grandes marcas, a esperança de um futuro democrático, em valores e tamanhos, fica para trás.

Dia dos Pais: um guia completo de presentes para supreender

O segundo domingo de agosto se aproxima e com ele vem o Dia dos Pais — que nos lembra da importância de celebrar a figura paterna, seja ela qual for.

Para aqueles que amam presentear em datas especiais, a Frenezi preparou um guia exclusivo inspirado em quatro “tipos” de pais: o pai Zen; aquele mais Workaholic; o Cool, que anima qualquer ambiente; e por fim o Artista, que te indica os melhores spots, músicas e filmes. Vem com a gente!

Pai Zen

Para o Zen da família, opções que estimulem a tranquilidade são sempre boas. Que tal um kit de skincare, uma boa mala ou equipamento para ginástica ou um livro de receitas para cozinharem juntos?

Pai Artista

O pai Artista sempre terá as melhores indicações de filmes, músicas e até aquele livro perfeito pra te tirar da ressaca literária. Para presentá-lo, aposte em coffee table books, itens de auto cuidado ou caixas de som/fones de ouvido. Sucesso na certa!

Pai Workaholic

Já são quase 21h e ele ainda está pra lá e pra cá… O pai Workaholic é ligado no 220V — e uma boa pedida é pensar em presentes que podem ajudá-lo a levar a vida com um pouco mais de calma.

Pai Cool

Esse não tem erro: possivelmente é amigo dos seus amigos, anima todas as festas de família e está sempre de bom humor. Itens úteis para o dia a dia serão o melhor investimento — a alegria dele já é um presente ❤

Feliz Dia dos Pais!

Conheça o signo de leão: Os mais exibidos do zodíaco!

Leão é um signo de fogo, e como tal é muito intenso. É popularmente conhecido pelo amor próprio e egocentrismo, que podem pender para o lado bom ou o lado complicado. São representados pelo rei da selva – e eles abraçam as características derivadas disso: apaixonados, dramáticos e vivos. Leoninos amam ser o centro das atenções e gostam que as pessoas celebrem sua existência. São líderes naturais e precisam de relacionamentos platônicos, fraternais e românticos para se sentirem bem e inspirados. 

O Sol é quem domina o signo de leão, um corpo celestial que condiz com a vitalidade. Devido a esse aspecto, os leoninos são reconhecidos por consistência e lealdade – apresentam enorme dedicação a quem amam, o que (também) pode levar para o lado complicado do ciúme e do ego. É fixo, com foco em ambição e determinação, e assim, tem dificuldades em aceitar fracasso. 

Pessoas com sol em leão provavelmente são motivadas por experiências divertidas, paixão e criatividade. Costumam ser extrovertidos, confiantes e com boa energia. O ascendente em leão é reconhecido pelas expressões radiantes, extrema presença em público e manias particulares – são engajados e têm um comportamento similar a de uma celebridade. A lua leonina traz uma personalidade ousada e corajosa; O magnetismo puxa as pessoas automaticamente, ou seja, nasceram para brilhar. 

O leão no mercúrio do mapa astral é refrescante, são pessoas convictas que não escondem as coisas, mas também não compartilham demais. Expressam suas ideias de uma maneira direta, porém criativa. Vênus em leão é a personificação de verão e glamour, sempre performando para sua plateia (qualquer pessoa em sua vida). Leão no planeta Marte traz gente que precisa de atenção, porém sempre vão trazer uma imensa presença para qualquer lugar que aparecerem – são confiantes. 

Em relacionamentos, os leoninos apresentam alguns pontos definitivos: são muito focados em si, o que pode dificultar a comunicação com o outro; E são dramáticos, levam desentendimentos para uma proporção desnecessários. Leão combina bastante com escorpião e aquário. Não combina, necessariamente, com gêmeos e touro. 

A Leo Season de 2022 é esperada com muita estabilidade e um foco financeiro. Como é um signo muito intenso, pode ser uma boa época para intensificar relações com pessoas que amam e consigo.

Artificialmente natural

Quando o assunto é maquiagem, é quase impossível evitar a viagem nostálgica que leva as pessoas de volta às tendências do passado. Seja o visual pin-up dos anos 1950, marcado pelo delineado “gatinho” e batom vermelho, ou talvez as sobrancelhas finas, sombras cintilantes e lábios glossy dos anos 2000 (que, inclusive, é a nova febre, que surge em uma estética denominada de Y2k); uma rápida olhada para trás nos permite ver o quanto as ideias de “belo” mudaram com o passar do tempo.

Imagem: Reprodução Pinterest

Nesse sentido, ao observar a transição de ideais da última década (2010 – 2020) encontra-se uma mudança curiosa e quase extrema. Durante o início da década de 2010, o côncavo marcado, o blush bem rosado e o famoso batom snob (aquele rosa quase branco), eram o verdadeiro sucesso; pouco depois, por volta de 2014, surgiu a técnica cut-crease, que por meio de uma mistura de cores, criava uma produção carregada e marcante. Já em 2016, uma nova estética se tornou o desejo da vez e se estendeu até o fim da década: o famoso visual “Kardashian”. Nele, a festa de cores foi substituída por tons neutros e a marcação que antes acontecia nos olhos, foi transferida para a pele (que passou a ser carregada por meio do uso de base, corretivo, pó, contorno, blush e iluminador) e para os lábios, que passaram a ser contornados para criar uma verdadeira ilusão de ótica e simular um aumento de volume.

Imagem: Reprodução Pinterest

No entanto, com a virada da década parece que também houve uma virada no padrão: surgiu a “make beauty” (maquiagem embelezadora, em tradução do inglês), que tem por base o contrário de tudo o que foi visto até então. Ela usa sim elementos artificiais, mas tudo com o intuito de criar imagens naturais. De acordo com Sabrina Ataide, maquiadora e especialista em maquiagem beauty, o conceito dessa nova “linha” é definido como sendo um conjunto de técnicas e estilo de maquiagem que evidenciam a beleza natural, respeitando os traços e a individualidade de cada um, “É embelezar sem transformar!”.

A expert ainda aponta que as demandas por esse tipo específico de produção mais leve e natural se deu de forma mais intensa nos últimos anos como reflexo dos tempos de pandemia “Acredito que a maquiagem é arte, e todo movimento artístico acompanha o comportamento social e de consumo. Nesses últimos anos, como reflexos de tempos de Covid-19, as pessoas têm se preocupado cada vez mais com sua saúde e bem-estar, o que as levou a se atentar mais às compras de beleza”. Dessa forma, em um cenário anteriormente dominado por grandes mudanças e um contexto em que quem conseguisse transformar mais era considerado o mais competente, Sabrina ressalta que essa mudança de preferências pode ter se dado pelos novos hábitos adquiridos. De acordo com ela, o uso de máscaras, por exemplo, contribuiu com o destaque dado aos olhos com o uso de técnicas como delineado “gatinho, holográfico e smokey eyes coloridos; além disso, a pele fresh se tornou preferência, justamente por ser mais leve e natural, o que vai totalmente “contra” o estilo Kardashian de maquiagem, que usava – e muito – de técnicas de contorno facial.

Se tratando dos motivos que podem ter levado o público à busca pela “leveza”, é inevitável pensar nisso como uma das repercussões das circunstâncias criadas pela pandemia. Os dias incertos serviram, para muitos, como um momento de reflexão e de (re)conexão consigo mesmos e com suas formas, belezas e traços naturais. As pessoas aprenderam a se enxergar novamente como são, sem o peso de se sentirem pressionadas a alterar quem são para se exporem ao mundo, e passaram a admirar isso também.

Assumir a desnecessidade de transformação funcionou como um escape, uma forma de liberdade em um período de restrições. Mesmo que a maquiagem embelezadora continue sendo um jeito de manipular a aparência, isso acontece de maneira mínima, justamente com a intenção que o próprio nome já carrega: apenas ressaltar o que já é belo. Para a maquiadora Sabrina, o porquê da afeição atual por esse tipo de visual se baseia no desejo de ter uma imagem saudável e que expresse a valorização do autocuidado: “O visual ‘limpo’ corresponde ao movimento de conscientização de autocuidado pós-pandemia, ou seja, as tendências de maquiagem se direcionaram a presentar um ‘ar saudável’ e bem cuidado. Então, hoje em dia, ter uma pele viçosa e com acabamentos mais naturais, que conferem um ar de saúde e elegância, transmite a mensagem de ‘estou em dia com meu autocuidado’”.

Imagem: Reprodução Pinterest

Entretanto, ainda nos encontramos em um mundo extremamente globalizado, que cria tendências que se espalham tão rapidamente quanto um piscar de olhos, por isso não se pode descartar a possibilidade de que a busca por transformação retorne. Basta uma ligeira olhada para o crescimento da estética Y2K para sentir que há novos desejos à vista. Nessa lógica, Sabrina destaca que acredita que tudo é possível: “Quando eu penso em comportamento social, moda e estilo, acho que tudo é possível. Os comportamentos sociais são sempre cíclicos, então acredito que possam voltar sim, porém, de uma forma repaginada, até porque o marco deixado pela pandemia é irreversível.

Para mais, ela afirma que a nova tendência à naturalidade levou as pessoas a se interessarem pela composição e nocividade de alguns ingredientes utilizados na indústria de beleza, no entanto, se as marcas se mantiverem transparentes em relação à produção, uma nova mudança não seria um grande problema e finaliza: “Confesso que até gosto da ideia de mudar e inovar, afinal de contas, maquiagem é arte e expressão do indivíduo; não dá pra colocar em uma caixinha”.

Por fim, até mesmo a beleza e as maneiras de implementá-la representam momentos e movimentos da história, sendo a crescente valorização da make beauty um deles, pois como já foi mencionado, esse novo conceito tem relação com a busca por uma aparência naturalmente saudável que surgiu como reflexo da pandemia enfrentada recentemente. Dessa forma, seja mais intensamente, com a intenção de criar uma máscara e transformar o exterior, seja para apenas ressaltar a beleza inata de cada um, o uso de elementos artificiais, como a maquiagem, não deixa de ser uma ferramenta útil para traduzir o espírito do tempo vivido, sendo o atual o da exaltação do – artificialmente – natural.

O autocuidado em diferentes culturas

Os ideais de beleza ao redor do globo podem mudar, mas além de “o que” é considerado belo, a forma de atingir esse ideal também pode variar. Sejam os produtos utilizados, a ordem de aplicação deles ou a maneira de conduzir os rituais de skincare, quando o assunto diz respeito aos hábitos de beleza adotados em diferentes culturas, uma coisa é unânime: a diferença.

É claro que os hábitos têm a intenção de desenvolver ou preservar características que se encaixem nos padrões de beleza de cada sociedade, mas existem alguns que ultrapassam as barreiras culturais e se tornam verdadeiros fenômenos reproduzidos em todo o mundo. Podemos citar o caso da rotina de skincare de alguns países do continente asiático, como da Coreia do Sul e do Japão, chamadas de K-beauty (de “korean beauty”) e J-beauty (“japanese beauty”), respectivamente. O ideal desses países envolve peles quase imaculadas e muito bem cuidadas, que remetem à inocência e à elegância prezadas nessas regiões, por isso, os cuidados adotados por lá se tornaram uma febre internacional. 

No continente asiático, como já citado, a K-beauty faz referência à rotina de skincare adotada na Coreia do Sul. A mais famosa rotina que rodeou o mundo é composta por uma série de etapas que giram em torno de 10 passos. Começando pela dupla limpeza (que envolve a remoção das impurezas acumuladas ao longo do dia com óleo e com uma espuma de limpeza, respectivamente), passando pela técnica de camadas, chamada de layering, em que ocorre a aplicação de uma série de produtos como uma loção (que equivale ao que conhecemos como tônico), uma essência (um concentrado de ativos que trata a pele de acordo com a necessidade, seja ela hidratação, nutrição, clareamento, etc.) e, por fim, uma emulsão, que tem a função de hidratar e é tido como um “creme finalizador”. E ainda é importante mencionar que as áreas mais sensíveis, como a região dos olhos, recebem um cuidado especial, a fim de evitar olheiras, “bolsas” e rugas. Todas essas etapas contribuem para uma pele sempre impecável, iluminada e com aparência saudável.

Já na Europa, os cuidados existem, porém de forma mais simplificada e prática. A intenção da mulher europeia não é aparentar ser mais jovem do que é, mas sim ser a melhor versão de como se está. Uma pele sem manchas, bem hidratada e cuidada é mais do que bem-vinda, mas não sem expressões. Em entrevista concedida à Harper’s Bazaar e publicada no site da revista, a médica dermatologista Cinthia Sarkis, que viveu na Espanha por mais de uma década, afirmou que esse resultado de beleza europeia é atingido por meio de uma rotina baseada na filosofia já conhecida do “menos é mais”: “algumas visitas ao médico, uso adequado de fotoprotetor, tratamentos feitos esporadicamente em consultório e uso comedido dos cosméticos adequados”. Simples assim. Além disso, como já mencionado na matéria sobre os padrões de beleza em cada cultura, a beleza europeia tem por base a discrição, a valorização da casualidade, por isso é compreensível que os hábitos de beleza adotados por lá sigam a mesma linha.

Reprodução/Pinterest

Quando as rotinas americanas são colocadas em questão, a influência estrangeira é notável nos hábitos relacionados à beauté. Ao mesmo tempo em que há uma grande disponibilidade de produtos para que se construa uma rotina tão complexa quanto a asiática, é possível observar também a preferência por produtos que reúnam vários ativos que proporcionem diversos cuidados de uma vez só, o que remete à praticidade adotada na Europa, fato que pode estar relacionado à vida acelerada, ao famoso “american way of life”. No entanto, um ponto que se destaca na rotina de cuidados vista nos países do continente americano é a alta taxa de adesão por procedimentos mais profundos e invasivos. Peelings, lasers, preenchimentos, aplicação de toxina botulínica, são constantes quando são feitos questionamentos no sentido de “como manter a beleza”.

Reprodução/Pinterest

Enfim, da mesma forma como os ideais de beleza sofrem influência da cultura a que remetem, os hábitos adotados para chegar nesses ideais também são transmitidos por meio de crenças, costumes e perpetuados com base na confiança que se tem nos resultados. Uma boa rotina de cuidados vai muito além da escolha de produtos, ela também envolve e reproduz traços e heranças culturais.

Conheça o signo de gêmeos: Os camaleões do zodíaco!

A season de gêmeos é sempre caracterizada por comunicação e curiosidade. Ela começa aproximadamente dia 20 de maio e dura até 20 de junho. Gêmeos é um signo de ar, dominado pelo planeta Mercúrio, o qual é o planeta da comunicação em si. Pessoas desse signo costumam se dar bem em interações sociais, já que gêmeos é mutável, é assim flexível, mente aberta e adaptável. Devido a isso, podem ser consideradas falsas por alguns.

É representado pelo símbolo com gêmeos celestiais, o que confirma a dualidade dos geminianos. Porém, isso não significa necessariamente um motivo ou agenda escondida para a sociabilidade deles. São brincalhões e curiosos, gostam muito de ter hobbies e paixões. Conseguem se sair muito bem em qualquer situação, de jantares formais à festas em baladas. Por outro lado, costumam ser impacientes e não possuem um filtro adequado. 

Quem possui sol em gêmeos costuma ser chamado de camaleão, já que têm personalidades muito instáveis com facilidade de adaptação. Sempre aprendem coisas novas e riem de tudo. São interessantes, pensam rápido e vão sempre ser a alma da festa. O ascendente em gêmeos representa mudanças dinâmicas da aparência e atitude para encaixar em alguma situação. São naturalmente intelectuais e animados. Já a lua em gêmeos é versátil, procura mudanças é extremamente comunicativa; Pessoas com essa característica ficam facilmente entediadas e costumam tomar a iniciativa. 

Gêmeos tem o planeta mercúrio como regente, então pessoas com essa colocação no mapa têm uma facilidade altíssima para comunicação. Tem fome de estímulos e gostam de aprender. A Vênus nesse signo flertam por diversão, são desapegados e falam bastante. Quem possui Marte em gêmeos prefere situações com ritmo rápido e não gostam de seguir uma rotina. É um signo muito dinâmico e ativo. 

A personalidade de gêmeos é bem divertida, apesar de ter falhas como qualquer outro signo. São extrovertidos, inteligentes e legais, mas também são impacientes, impulsivos e não tão confiáveis em algumas situações. Como sempre querem tentar coisas novas, são bons amigos e amantes – o entusiasmo deixa tudo muito chamativo. Porém, a impaciência pode significar dificuldade de engajar em relacionamentos e começar amizades mais profundas. Quando são conquistados, a lealdade se torna uma característica principal do signo. Quem conhece alguém de gêmeos, nunca fica no tédio. 

A habilidade de comunicação e a mente brilhante permite uma carreira promissora para geminianos, com o foco em carreiras criativas e que exijam fala, como por exemplo: mídia, artes, jornalismo e até algo relacionado à viagens.

Em 2022, a Gemini season será um pouco mais introspectiva, já que está interligada com o mercúrio retrógrado. Algumas bombas do passado podem voltar, então é necessária atenção redobrada com problemas de comunicação e muita reflexão. O autoconhecimento e a priorização de si mesmo é o melhor caminho para essa próxima era do zodíaco neste ano.

A depilação da antiguidade aos dias de hoje

A depilação tornou-se parte da rotina diária de milhões de pessoas ao redor do mundo, representada pelo ato de tirar a barba, lâmina nas pernas até o processo de corpo todo feito com cera ou laser. É uma prática tão comum que muitas pessoas não fazem o questionamento: “Por que depilamos? Por que temos esse relacionamento estranho com os pelos?”

De onde surgiu a depilação?

Só de pensar que os humanos consideram regular remover e arrancar um cabelo que irá crescer em poucos dias é um tanto estranho. Aparentemente isso pode ter começado com os homens das cavernas, já que várias das pinturas rupestres apresentam um rosto sem a barba. Porém, essa questão foi solidificada com os egípcios 3000-332 A.C., os quais depilavam a cabeça, corpo e rosto – antigamente, a aparência de limpeza não era tão fácil de ser alcançada, e isso indicava poder e status; porém, muitos usavam perucas para proteção do sol e às vezes viam a barba como algo divino.

A prática evoluiu em outros lugares do mundo, Mesopotâmia, Escandinávia e os anciãos Gregos até chegar aos dias atuais. O ‘look’ sem pelos e sem cabelo ainda é visto como ‘clean’ e adequado para situações formais e importantes. Para as mulheres, a depilação é uma questão completamente diferente.

Em 1920, uma menina universitária estava depilando as pernas e se cortou. A história virou notícia nacional, já que prática não era comum.

“Menina se corta ao depilar a perna devido à meia calça aberta” – Seattle Star/Library of Congress (imagem: Reprodução).

Em 1950 a história já era outra, a maioria adquiriu o hábito da depilação. Como isso mudou? No começo do século XX as mulheres não ligavam para o pelo na axila e nas pernas (rosto e pescoço sim), somente atrizes costumavam se preocupar. A mudança veio com uma propaganda da Harper’s Bazaar que focou no pelo da axila, já que estavam representando roupas que expunham o braço todo. Logo as lâminas e os cremes depilatórios entraram em cena, porque para estar dentro dos padrões da época era necessário não possuir pelos embaixo dos braços.

“Sem vergonha – a mulher deve ter axilas imaculadas se ela não quiser sentir vergonha” – Propaganda depilatória da Harper’s Bazaar em 1922 (Imagem: Reprodução).

Na década de 1950, o foco foi também para as pernas. A depilação do pelo da perna já havia sido mencionada, mas não se tornou a norma até os anos 50. As saias mais curtas já eram comuns e, por isso, o cabelo deveria ser removido. Nessa época, várias propagandas incentivaram a depilação nas pernas, delineando a ideia que pelos eram feios e “um problema”. Isso provavelmente afetou toda a história da depilação feminina, já que hoje em dia inúmeras mulheres depilam todas as semanas ou fazem procedimentos todos os meses. 

A necessidade da depilação se consolidou com a popularização da cera (especialmente por causa do Brasil, o qual é famoso no mundo todo pela brazilian wax, que é a depilação do corpo todo), pornografia e a cultura pop. Então, não ser pelos virou a norma, apesar de não ser natural. O cabelo corporal começou a ser visto como ‘sujo’ e ‘não higiênico’. Até desenvolveram o laser. 

Nos dias de hoje, não depilar parece ser algo revolucionário. Parece um ato de resistência. Só que na verdade, é apenas uma mulher existindo do jeito que é. Todas devem ter o direito de escolha sobre o que fazer com os pelos, mas não dá para negar que o condicionamento que a mídia proporciona influencia muito na “escolha” da depilação feminina. Espera-se que as pessoas consigam se desligar dessa ideia de obrigação com a devagar naturalização dos pelos (de novo) – e saber que ninguém precisa raspar as pernas todos os dias ou gastar quatro mil reais em sessões de laser para ser bonita e higiênica.