O prazo de validade da beleza: por que as pessoas estão com medo de envelhecer?

Nas décadas de 1990 e 2000 muitos filmes de dramas adolescentes, apresentavam ao menos uma cena que retratava algum jovem desejando ser, ou ao menos aparentar ser, mais velho por algum motivo. Quem não se lembra do clássico De Repente 30 com Jennifer Garner e Mark Ruffalo? 

Imagem: Reprodução/Veja

Fosse pela autoridade, respeito, sabedoria e reverência que era concedida aos mais velhos ou simplesmente pelo fato de que “ser adulto” era associado à possibilidade de possuir mais liberdades, envelhecer era como se fosse um troféu. Um selo de experiência e competência. No entanto, o que se tem observado nos últimos anos, é uma tendência contrária, pautada no intuito de voltar no tempo com a aparência. É como se envelhecer tivesse deixado de ser o curso natural da vida e se transformado em uma doença a ser combatida. A comunidade passou a ser movida pelo desejo de ser como Benjamin Button.

Em um contexto marcado pela volatilidade, transformação constante e que preza muito a flexibilidade e a capacidade de adaptação, tudo o que é considerado antigo é associado a desatualização e, consequentemente, preterido e ignorado. A tendência pela exaltação da juventude pode ter como um de seus pilares o fato de que esta parcela da sociedade é, aparentemente, a detentora do conhecimento necessário para se compreender o mundo atual. No passado, envelhecer era o desejo, porque significava passar a saber e entender o que os mais novos não sabiam, porém, nos dias de hoje, qual seria o motivo de desejar isso sendo que são os mais jovens os conhecedores do funcionamento das tecnologias que imperam no mundo globalizado contemporâneo?

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Nesse sentido, o desejo por se manter jovem passou a nortear não apenas os comportamentos das pessoas (que tendem a ficar ligeiramente mais infantilizados com a intenção de parecer cool e descolado), mas a guiar suas escolhas em relação à sua estética também. A aparência é considerada a maior responsável por “denunciar” os anos de vivência e é o primeiro alvo de ataques quando se tenta desmoralizar e desconsiderar alguém com base na idade (prática denominada etarismo); por essa razão, à beleza passa-se a atribuir uma espécie de prazo de validade que faz com que as pessoas pensem que não serão mais aceitas, nem belas no mundo atual a partir do momento que atingirem uma idade mais “avançada”.

De acordo com a psicóloga Natália Tozo, as pessoas têm sentido tanto receio em envelhecer, porque a sociedade não valoriza o processo de envelhecimento, veem os idosos como pessoas que não são mais produtivas e não valorizam sua história e seus saber. “Com a tecnologia veio o acesso rápido ao consumismo e a ideia de padrão de beleza. A indústria veio com muitas novidades e promessas de uma imagem de que ficar mais jovem traz mais aceitação. […] Claro que se cuidar é importante e faz bem para o ser humano, mais nada em excesso é saudável nem para a mente, nem para o físico.”, ressalta a profissional.

Sendo assim, inicia-se uma busca intensa por maneiras que mantenham a imagem livre de rugas, linhas de expressão ou qualquer tipo de marca que possa “entregar a idade”. O investimento cada vez mais intenso na busca pelo corpo perfeito e a vontade de se inserir em um dos muitos padrões sociais, comportamentos esses que representam a manifestação do angústia em envelhecer: “o medo também vem acompanhado de sintomas de ansiedade com alteração do humor, intercalando dias mais eufóricos com dias mais deprimidos, excesso de cobrança pessoal, tensão e uma sensação de que ‘se eu não der conta, sou um fracasso”.

Seguindo esse ritmo, procedimentos invasivos e não invasivos, suplementos e até mesmo medicações para impedir que o corpo externe os sinais começam a ser frequentes nos planejamentos das pessoas. No entanto, é importante entender quais são, de fato, esses sinais e como tratá-los corretamente e dentro do necessário. A médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Dra. Amanda Vilela destaca que os primeiros sinais que indicam a chegada da idade se manifestam a partir dos 30 anos, quando a produção de colágeno começa a diminuir: “A partir dos 30 anos, diminuímos nossa produção intrínseca de colágeno e iniciamos o processo de degradação dos fibroblastos. […] Começamos a observar uma diminuição leve da espessura da pele, e as marcas de expressão também já se iniciam.”.

Todavia, o processo de envelhecimento, apesar de natural, pode ser feito com mais qualidade que, a dermatologista explica ser envelhecer com as suas características, mantendo os seus padrões e de uma forma natural, “É as pessoas te observarem e falarem: “Você está tão bem, igual a quando te conheci! O tempo só te faz bem!”. Dessa forma, alguns cuidados podem ser tomados para que o avanço da idade torne-se mais leve: “Primeiramente, ter um dermatologista de confiança, um especialista com olhos treinados, técnica e know-how para saber o que indicar é fundamental. Deve-se investir em procedimentos que estimulem colágeno como Ultraformer3, Bioestimuladores, fios de PDO e pontos de preenchimento com ácido hialurônico e a toxina botulínica!”, recomenda Dra. Amanda Vilela.

Imagem: Reprodução/Hypeness

É válido destacar que, apesar de existirem meios que permitam que o envelhecimento ocorra com mais qualidade e menos impacto, ele ainda assim é um acontecimento orgânico, inato, por isso, todo receio exagerado em relação a ele precisa ser questionada e observada com atenção. De acordo com a psicóloga Natalia, o tratamento dessas questões deve vir, especialmente, por meio da sociedade, que precisa mudar a mentalidade de que a felicidade é um sentimento próprio da juventude: “envelhecer é um processo natural e precisa começar a ser aceito e respeitado, principalmente por quem está nessa fase. A aceitação e o compromisso começam com o sujeito e o olhar dele para consigo mesmo, para que ele não deixe que o olhar do outro o defina […] Sua saúde mental precisa estar em equilíbrio com seu corpo”.

Por fim, é importante ressaltar que valorizar os mais velhos não significa desmerecer o conhecimento da juventude dos dias de hoje, apenas não deixar que as inseguranças fundamentadas em padrões distorcidos impeçam a sociedade de apreciar o avanço da idade e todas as experiências e aprendizados que cada etapa pode trazer. A beleza não possui um prazo de validade, mas sim estágios de maturidade que são resultado da constante transformação natural.

Remédios Caseiros: conheça um pouco sobre os ingredientes que passam de geração para geração

Quem nunca ouviu “vamos colocar uma arnica no seu machucado” ou “esse chá de boldo vai te curar rapidinho” de parentes mais velhos? Os “remédios tradicionais” representam ingredientes, plantas e alimentos que foram utilizados no início do desenvolvimento da medicina, quando não existia tecnologia e drogas suficientes para curar todas as doenças. Hoje em dia são considerados ultrapassados e foram substituídos pelos industrializados. Obviamente, vários não apresentam o efeito desejado e são apenas lendas. Mas e os que realmente funcionam?  

A medicina se constituiu basicamente na Grécia e no Egito, na época entre 2.500 a 2000 anos A.C. Na Grécia, as práticas medicinais (especialmente para diagnósticos) se desenvolveram, com o nascimento de Hipócrates (pai da medicina). Já no Egito foi onde o primeiro médico consolidado foi originado, o nome dele era Imhotep. A medicina foi pioneira em saúde da mulher, anatomia e saúde pública.  

Chá de boldo

(Imagem: Reprodução)

O chá de boldo é um dos maiores remédios caseiros na vida dos brasileiros. Caracterizado pelo gosto amargo e difícil de engolir, traumatizou muitas crianças que foram obrigadas a beber. Apesar disso, eles realmente ajudam na dor de estômago e sensação de fígado pesado. Já o própolis é aquele remédio que faz tudo, ajuda na dor de garganta, na imunidade generalizada e no bem estar do ser humano. É recomendado sempre carregar um spray de própolis junto com as coisas porque só há benefícios. 

Arnica

(Imagem: Reprodução)

A arnica é utilizada principalmente em relação a dores musculares, problemas nas articulações e inchaços. Possui um cheiro forte, porém ajuda muito no alívio dessas dores, por ter um efeito anti-inflamatório. Uma técnica para melhorar enxaqueca e dores de cabeça generalizadas são as rodelas de batata na testa. Parece falso, mas realmente aliviam as dores e sintomas ruins. E por fim o chá de camomila, que tem função de calmante e anti-náusea ao mesmo tempo. O gosto é bom e faz parte da vida da maioria dos brasileiros.  

Apesar do avanço da medicina e a recomendação do uso de remédios industrializados na maioria dos casos, os remédios tradicionais caseiros podem ser muito úteis em caso de doenças e condições menores. São também mais baratos e acessíveis que os outros remédios. 

É importante cuidar sempre da saúde, procurar um médico quando necessário e utilizar remédios mais modernos prescritos por profissionais – mas também lembrar que esses auxílios caseiros estão à disposição e que as vovós merecem muito mais crédito do que recebem por essas dicas que salvam muito no dia a dia.

The Tumblr girl is coming back

Os dias se passavam ao som do álbum Ultraviolence da Lana Del Rey, que está na playlist junto com The Neighborhood, Arctic Monkeys, The 1975, Lorde, The xx, entre outras bandas alternativas que se juntam ao indie pop. As fotos eram guiadas de acordo com a roupa. Normalmente jeans skinny, ou meia arrastão – elas sempre rasgavam e isso que era deixado em evidência – com jaqueta de couro, cores escuras, silhuetas simples, gargantilhas no pescoço, às vezes camisa quadriculada e nos pés All Star ou coturno.

Foto reprodução: Pinterest 

Essa estética, marcada pelo ano de 2012 a 2014, é caracterizada à época do Tumblr, uma plataforma na qual era formado por comunidades que tinham pessoas de todos os lugares do mundo, com as mesmas estéticas e pensamentos, com um estilo acessível e não elitizado como o Old Money. 

O rock foi o fundador dos estilos. Seguido pelo grunge com o Nirvana de Kurt Cobain juntamente com as meninas do Bikini Kill. Ele não se importava em comprar roupas, e nem se elas rasgavam. Vivia sua melancolia e as levava em suas músicas. A partir deste estilo, nasce o indie, com The Neighbourhood e Arctic Monkeys. 

Foto reprodução: Pinterest 

Nas telas, a atriz Lucy Hale, que interpreta a Aria Montgomery na série “Pretty Little Liars”, e a personagem Effy Stonem de “Skins”, interpretada por Kaya Scodelario, se enquadra ao estilo desenvolvido da época, já que era o período em que a série estava sendo gravada. Muito se materializa através de séries e da música. Atualmente, vemos a cantora Olivia Rodrigo e a personagem Maeve Wiley de “Sex Education”, explorando todo o esteriótipo, mas com o toque do novo, sem se prender ou resgatar por completo algo que pode se reinventar com novas presenças que são disponibilizadas em todas as áreas de criação.

Os adolescentes de antes cresceram, hoje são os adultos e jovens que, com a memória afetiva da época, resgatam, exploram e, literalmente, compram essas tendências. O que antes era trazido de 30 em 30 anos, com a pandemia, isso tem se acelerado e diminuído para 10 anos. 

Essa estética tem voltado, mas o que antes era baseado nos anos 2000 e toda a característica trazida à tona, hoje ela retorna se embasando nos anos de glória – entre 2012 e 2016 – e tem se reinventado, se reintegrando às novas manifestações artísticas. Contudo, essa estética não vem apenas de uma estética visual, mas também de uma subcultura que trouxe à tona os problemas mentais, pessoas que se identificam com outras e viam que vivem a mesma situação. Isso então incluía falar abertamente sobre depressão, ansiedade e pensamentos suicidas.

As músicas alternativas da época retratavam sobre os problemas, como Lana Del Rey que transformava sua solidão e melancolia em música, e dizia o quanto gostava e aceitava aquilo. Isso fazia com que as meninas da época fizessem o mesmo. Até aquelas que não tinham depressão, induzia este tipo de melancolia para soarem interessantes e fazerem jus às outras pessoas. 

As comunidades, em sua maioria composta por meninas, se identificavam gerando valor e dependência naquilo. Compartilhavam seu diagnóstico, conversas com profissionais sobre o quadro, fotos com frases como “100% triste” escrito em rosa com brilhos, pílulas de remédio em cima da mesa, maquiagens escuras em forma de luto. Mesmo não tendo sido criado pelo Tumblr, a obsessão pelo trágico fez parte da cultura, exacerbaram esse fetiche. Notoriamente, o reconhecimento e a discussão desses assuntos facilitou o tratamento e reconhecimento dos sentimentos e das doenças até hoje, contudo, trouxe à tona a romantização de problemas mentais, de ter um coração partido, solidão, magreza extrema e da rebeldia. 

Com o lançamento de “13 Reasons Why”, reboot de “Gossip Girl” e “Euphoria”, é notável a presença de uma trama que abraça uma cultura de drogas e sexo, apresentando atores glamorizados e vidas mais sofisticadas e fáceis. Um pouco de toda a época do Tumblr está presente, mas com mudanças, gerando algum tipo de demérito e mais conscientização principalmente de quem esteve presente em todo aquele período.

Foto reprodução: Pinterest 

Hoje, o que volta, parte é substituído. Calças skinny que saíram de destaque são alteradas por mom jeans ou calças jeans de perna reta. O batom escuro chega em forma de gloss, maquiagens que antes eram escuras são influenciadas por séries trazendo brilho e com looks mais extravagantes em decotes e transparências. A época Tumblr marcou uma geração de pré-adolescentes e adolescentes ao redor do mundo.

Hoje, eles cresceram e se tornaram adultos com sentimento de pertencimento a esse período e uma memória de descobertas e reencontros que fazem parte de quem são hoje. São os que possuem o poder de compra e também de lançar e repercutir as tendências. Com o TikTok, novos grupos identitários e novos costumes e tendências têm surgido. 

Pode-se dizer que a era Tumblr foi um momento em que os jovens entraram no mundo da internet, esbarram e permaneceram com seu primeiro contato a um grupo digital de acolhimento sem barreiras – o que antes era vivido com barreiras físicas e sólidas, foram se integrando num novo mundo. Hoje, as barreiras se quebraram e todos têm acesso às outras culturas e pessoas, facilitando o encontro de sua identidade.

A grande comunidade do Tumblr retorna citando as consciências de uma identidade coletiva, mostrando às novas gerações – além das características físicas – o poder de um grupo semelhante frente ao auxílio da internet e da união de características iguais. É algo mais significativo que os momentos que estão sendo vividos nesses últimos anos. Foi uma época duradoura e que foi morada e conforto para muitos adolescentes.

Foto reprodução: Pinterest 

O começo da internet como rede de apoio e sem barreiras. Um lugar onde as pessoas encontravam grupos com os mesmos sentimentos e desejos. Eles não estavam sozinhos, nunca estiveram. Estavam apenas perdidos de seus grupos que iriam entender e acolher suas particularidades. 

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Masturbação Feminina: Do Tabu ao Conhecimento

A masturbação, ato de buscar prazer com seus próprios estímulos, não é um assunto novo para ninguém. No entanto, em pleno século XXI, ela ainda é motivo de insegurança e vergonha para muitos, principalmente quando estamos falando sobre mulheres. Vista como algo normal e natural na evolução do gênero masculino, a masturbação feminina foi e ainda é considerada suja quando praticada. Isso tudo porque o tema carrega uma questão histórica que reflete até hoje na maneira como a sociedade enxerga a prática nas mulheres. 

Desde as primeiras representações da sexualidade feminina, a mulher sempre teve um papel “desprezível”, como se fosse criada exclusivamente para seguir um padrão de conduta: ser mulher do homem, auxiliar o homem, preservar o casamento, procriar e ser responsável pelo cuidado dos filhos e marido. Podemos observar esse padrão em diversos momentos como na bíblia, com Eva e Maria e na Grécia, onde as mulheres não eram nem consideradas cidadãs, mas servas sexuais dos homens e geradoras de filhos saudáveis.

Na idade média, isso não mudou. Segundo a psicóloga e sexóloga Cristiane Soares Campos Yokoyama, no artigo “O nada”- um passeio pela masturbação feminina na perspectiva da história, publicado na revista brasileira de sexualidade humana, médicos e filósofos condenavam a masturbação sob o ponto de vista ético e moral, por entenderem que a ejaculação deveria ser somente direcionada para a reprodução. Os que tentassem buscar o prazer através do contato com seu próprio corpo eram considerados hereges, ou seja, traidores aos dogmas da religião predominante na época. 

A partir do século XIX, a prática da infibulação feminina, ou seja, a costura dos lábios vaginais deixando um espaço apenas para a passagem da urina e da menstruação, tornou- se comum. Com isso, não existia espaço de prazer para mulher, ficavam restritas ao cuidado com a saúde e bem estar da família, enquanto os homens tinham o direito de aproveitar dos prazeres sexuais. 

A masturbação feminina é um grande tabu. (Imagem: Reprodução).

De acordo com a pesquisa, Mosaico 2.0, conduzida pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, divulgada em 2017, dos três mil participantes ouvidos, entre 18 e 70 anos, cerca de 40% das mulheres do país não se masturbam e dessas, 19,5% nunca experimentou a prática. Já entre os homens, apenas 17,3% não se masturbam e 82,7% adotam a prática. 

Apesar de uma grande evolução no tratamento do assunto ao longo dos anos, ainda é notável a desigualdade de gênero. Para Carolina Feitosa Femenias, psicóloga especializada em sexologia, muitos movimentos causaram e ainda causam pressões que são, sem dúvidas, essenciais para mudar a maneira em que a sexualidade feminina é vista. “A mudança é perceptível, mas ainda não é generalizada e infelizmente ainda não é realidade para todas as mulheres, sobretudo para quem não tem acesso às informações e recursos confiáveis e de qualidade”, ressalta Carolina. 

Além da associação do autoprazer ao sentimento de culpa, vergonha e pecado, outra causa dessa visão deturpada é justamente a propagação de informações falsas. Durante anos, persistiram diversos mitos sobre os efeitos físicos e psicológicos da masturbação, os quais persistem até hoje com a intenção de reprimir o ato. Impotência, epilepsia, loucura, ansiedade e depressão eram e ainda são julgados como efeitos prejudiciais e malignos da masturbação. 

No entanto, atualmente estudos mostram que o ato de masturbar-se traz mais benefícios do que problemas. Em entrevista a Frenezi, Carolina Femenias ressalta alguns dos benefícios provindos da mastrubação, como a ativação da musculatura da região pélvica e a liberação de hormônios, como a dopamina (um dos principais hormônios da felicidade), endorfina (analgésico natural, reduz o estresse), ocitocina (também chamado de “hormônio do amor”), testosterona e prolactina (sistema imunológico). Apesar dos benefícios citados, a sexóloga acredita que o maior deles seja o autoconhecimento e ressalta que “acredito que quando a mulher percebe as potências que seu corpo tem, além das mais variadas possibilidades de obter prazer, ela se sente muito mais autoconfiante e isso reflete em como ela se comporta também”. 

Para a sua prática, são diversas as formas, cada pessoa terá respostas sexuais individuais, cada mulher é única. No entanto, o uso de vibradores se tornou o favorito nos últimos anos. De acordo com a pesquisa do portal Mercado Erótico, em maio de 2020, a venda de vibradores aumentou 50% desde o ínicio da quarentena. Segundo a sexóloga Carolina, é preciso se atentar à indústria sexual feminina, pois ao mesmo tempo que existem produtos bons com certificações e testes, existem aqueles que não são seguros e portanto, buscar produtos de marcas sérias e que disponibilizem as informações de segurança nas embalagens ou sites é essencial. 

O uso de vibradores se tornou o favorito nos últimos anos. (Imagem: Reprodução).

Outra dica dada pela sexóloga é em relação a empresas que estão interessadas em vender e não com a saúde íntima das clientes. “Alguns produtos do mercado não são indicados para a região íntima, como, por exemplo, os desodorantes Íntimos.  Muitas ginecologistas alertam para possíveis infecções, além de ser um produto com intuito de deixar a vulva com cheiros que não são característicos dela”, informa. Esses produtos além de danosos à saúde, causam inseguranças no corpo feminino já que passam uma sensação de inadequação do corpo. A região íntima tem cheiro próprio e as pessoas precisam aceitar isso.

Apesar de todas essas mudanças gradativas, o que podemos considerar uma vitória, as mulheres se masturbam menos e possuem mais dificuldade de assumir o prazer. Isso acontece porque as mulheres carregaram e ainda carregam a falsa ideia de que nosso corpo foi feito exclusivamente para satisfazer homens e gerar vidas, reprimindo a nossa própria sexualidade. Hoje, deixando a perspectiva histórica de lado, o autoprazer é visto mais do que uma tentativa de chegar ao orgasmo, mas sim uma chance de autoconhecimento e empoderamento da mulher.

Cultos: O que são, de onde surgiram e como não acabar em um

Os cultos, essencialmente, representam um pequeno grupo religioso que não se encaixa na religião maior do senso comum, já que suas crenças são consideradas extremas e perigosas – não existe uma definição acadêmica unânime para essa palavra, de acordo com Suzanne Newcombe em “Handbook of Religion: A Christian Engagement with Traditions, Teachings and Practices”. A partir do dicionário Merriam Webster, são rituais e devoções criadas por um grupo pequeno de pessoas em relação a algo ou alguém. Popularmente, são organizações estranhas e que devem ser evitadas a todo custo.

A partir da pesquisa de arqueólogos da Universidade de Jerusalém, as primeiras evidências de um comportamento similar a de um culto surgiu na cidade de Khirbet Qeiyafa (30 km ao sul de Jerusalém) no reino do Rei David. Foram encontrados potes, pedras, ferramentas de metal, artes, objetos de culto, além de três santuários voltados à cultos. Durante a história da humanidade, há vários exemplos de como eles se consolidam e como podem ser maiores ou menores, dependendo do tópico de devoção e o quão extremista é. 

Pessoas são vulneráveis. Há dias que são piores, e coisas ruins acontecem. Nessas situações, ouvir alguém dizendo que há melhora e que certa crença ou comportamento irá melhorar a qualidade de vida de si pode ser o divisor de águas para cair em um culto. Obviamente, nem todos os cultos vão parecer chamativos para todos, mas dependendo do tópico não é tão difícil recrutar membros. Ninguém sabe que é um culto, muitas vezes pessoas demoram para perceber e algumas nunca descobrem. Desse modo, indivíduos ficam presos sem nem desconfiar. 

A Dra. Janja Lalich (ex-membro de um culto e atualmente socióloga) respondeu várias perguntas frequentes sobre o assunto em um vídeo para a WIRED, por ser um tema que gera muita curiosidade.

De acordo com ela, os líderes de cultos não são tranquilos, são tipicamente narcisistas loucos por poder e acham que são o centro do mundo. Não são necessariamente estranhos, com a possibilidade de ter uma aparência e comportamento público comum – para assim recrutar membros. Muitos cultos apresentam vestimentas parecidas, a falta de individualidade várias vezes é necessária (questão do uniforme), mas não em todos os casos. É uma maneira de reforçar a conexão dos membros.

Como alguém cai em um culto? A pessoa está na beira da insanidade? Tem transtornos psicológicos? Ou está perfeitamente saudável e ainda pode se perder neste caminho? A pessoa não precisa ter nenhum transtorno psicológico. Os cultos procuram recrutar gente com alta produtividade, dinheiro e contatos. Eles precisam que os membros trabalhem bastante, já que os líderes normalmente são preguiçosos e não fazem muito. Essas sociedades não tomam conta do membro, o membro precisa tomar conta dela. Agora, já dentro do culto, a chance de desenvolver problemas psicológicos é bem maior. Deixar um culto não é fácil, já que é uma relação de dependência emocional e, às vezes, física desenvolvida neste processo. É importante que as pessoas de fora estejam abertas para ouvir e abrigar ex-membros de cultos e pessoas que desejam sair. 

Culto x Religião

Qual a diferença entre culto e religião? Cultos podem ser sobre qualquer tipo de sistema de crenças, não necessariamente envolvendo religião e Deus. Porém, existe a possibilidade de uma religião se tornar um culto quando a liberdade do fiel passa a ser inexistente. Exemplo: as religiões têm regras, mas nenhum líder religioso irá invadir a casa de alguém para garantir que todas as regras são cumpridas, existe um discernimento pessoal do certo e errado. Já os cultos privam essa liberdade e pensamento individual dos membros. 

Alguns cultos, ao longo da história, tomaram proporções grandes pela quantidade de membros, falas extremistas e comportamentos completamente bizarros, violentos e sádicos, por exemplo: O templo do povo (Jim Jones), Família Manson, o culto de Rajneesh, Heaven’s gate, Cientologia e até mesmo a seita de João de Deus.

Se perder em um culto não parece ser uma possibilidade tão rara assim para muitas pessoas, já que há inúmeras maneiras de recrutar pessoas. O ideal é sempre ficar atento ao redor, confiar nos próprios instintos e, principalmente, não idolatrar seres humanos.

Bem Estar e Consumo: Quando o Autocuidado vira um produto

O consumismo e capitalismo andam de mãos dadas, e isso não é nenhuma novidade. Um sistema que é voltado para o dinheiro consequentemente irá promover um consumo desenfreado de produtos e mercadorias que, muitas vezes, as pessoas nem precisam. E em que ponto isso influencia a wellness culture, ou seja, a cultura do bem estar?

Com o aumento do uso de redes sociais no começo da década de 2010, o acesso à propaganda foi facilitado ainda mais. A indústria do autocuidado dividiu-se em várias partes, com foco em diferentes aspectos da vida das pessoas, por exemplo: sono, nutrição, mindfulness (atenção na ação momentânea), saúde, aparência e fitness. Na imagem abaixo, retirada do blog da empresa Mckinsey & Company, pode-se ver os países com maiores gastos em produtos e serviços que promovem o bem estar.

(Imagem: Reprodução).

Não há nada de errado em querer promover o autocuidado e lançar produtos que possam auxiliar pessoas nesta jornada, porém há um limite em o que é realmente ajuda e o que é apenas a comercialização do lifestyle “good vibes”. Quantos chás detox alguém precisa? Até que ponto as vitaminas promovidas no instagram são realmente “milagrosas”? Quantos anti-aging creams funcionarão no futuro? São necessários todos os outfits de academia para conseguir um bom treino? O número de empresas, influencers e plataformas que promovem produtos e serviços que aparentemente resolveriam os problemas da população é alto, e não há sinal algum de queda. 

Isso é bem exemplificado em uma recente trend chamada be that girl, popularizada nas redes tiktok, twitter e pinterest, onde pessoas postam fotos visualmente perfeitas do que seria uma vida equilibrada com o essencial do bem estar presente, o que levou a certas críticas por usuários – todas as imagens representavam um estilo de vida privilegiado, o que liga diretamente o autocuidado com capitalismo e a elite. Todas querem ser “aquela garota”. Apesar de não ser algo errado, pode passar uma ideia equivocada de que o que está na imagem é o único caminho para vida balanceada, voltando diretamente ao consumismo. Pessoas podem adquirir hábitos saudáveis que alcancem o bem estar e o equilíbrio de acordo com seu próprio padrão de vida. 

Alguns exemplos de posts que trazem a estética “that girl” (Imagem: Reprodução).

Um ponto chave deste fenômeno são as famosas influencers do instagram, as quais recebem para fazer propaganda de um produto determinado por certa companhia – produto que muitas vezes nunca foi usado pela pessoa que está estimulando a compra. Até que ponto isso é ético? Motivar o consumismo desenfreado faz parte deste processo, mas não significa que está correto.

Outro dilema dessa situação é o quão enganador ele pode ser. Como as redes sociais ditam muitas regras sobre lifestyles e consumo, muitas pessoas se sentem mal ao perceberem que essa glamourização do bem estar é, frequentemente, inalcançável. A rotina e o bolso de grande parcela da população não condiz com este estilo de vida. Existe algum problema com quem tem recursos e gosta de investir e focar seu dinheiro nesta indústria? Não. Mas não é necessário, é completamente possível ter uma vida saudável, com o autocuidado e bem estar intactos sem consumir além da conta – e também é mais amigável ao meio ambiente. 

É essencial ser a favor do bem estar, saúde, autocuidado e qualidade de vida. Isso melhora a vida de inúmeros indivíduos e deve ser estimulado – entretanto, desenhar a linha de separação entre boas intenções e capitalização em cima de pessoas vulneráveis é o divisor de águas para o funcionamento mais ético possível dessa indústria.

Hábitos saudáveis para melhorar sua alimentação em 2022

Em quase dois anos de pandemia, a saúde tem sido um tema bastante discutido. Manter nosso corpo e mente em harmonia em tempos tão desafiadores é essencial. Para isso, além da saúde mental, a saúde física também reflete muito em nosso bem-estar. Praticar exercícios físicos e ter uma alimentação saudável são as principais fontes de cuidado com o nosso corpo. No entanto, sabemos que nem sempre é fácil manter tudo balanceado. 

Algo muito costumeiro em nossa sociedade que acaba, muitas vezes, atrapalhando a inserção duradoura de hábitos saudáveis em nossa rotina, é a mania das dietas. Dietas de todos os tipos e, em sua maioria, dietas extremamente restritivas. Para a nutricionista e terapeuta nutricional, Julia Marques, a única maneira de ser realmente saudável é ficar longe de dietas restritivas, já que o bem estar e a saúde mental não existem quando alguém está inserida nelas. “Se privar de comer o que gosta, porque acredita não ser saudável ou por motivo estético é negligenciar a própria saúde”, esclarece ela.  Para auxiliar na construção de novos hábitos saudáveis, Julia deu algumas dicas para tornar sua rotina de alimentação saudável sem precisar de dietas restritivas. Vamos lá?

Invista no autoconhecimento

separe um tempo para entender o que precisa ser mudado. (Imagem: Reprodução)

O primeiro passo é fazer uma pequena reflexão para avaliar como é a sua relação com a comida (se comete exageros alimentares, se evita comer algum alimento por crenças, se tem medo de comer demais ou de menos) e com seu próprio corpo (se você se enxerga como é, se tem compaixão e respeito pelo seu corpo). Após isso, saberá exatamente o que precisa de atenção e mudança, pode ser desde aprender a incluir vegetais na alimentação, sem enxergar isso como dieta ou então reduzir os exageros alimentares entendendo o motivo que faz isso.

Uma porção de fruta ao dia

Frutas são uma ótima fonte de vitaminas. (Imagem: Reprodução)

Para quem ainda não está acostumado a comer frutas diariamente , a dica é ir incluindo aos poucos, sendo o primeiro passo, o consumo de uma porção de fruta ao dia em qualquer horário. Frutas são grandes fontes de vitaminas, auxiliam na prisão de ventre, dão energia, são antioxidantes, atuam como calmantes entre outros diversos benefícios. 

Legumes são importantes 

Os legumes são seus verdadeiros aliados. (Imagem: Reprodução)

Abóbora, batata, berinjela, beterraba, chuchu, mandioca, pepino, quiabo, vagem, tomate… São diversos os tipos de legumes que você pode incluir em sua alimentação, mesmo que incluído em outras preparações, como ensopados e macarrão com molho. Além de serem fontes de muitos nutrientes, eles ajudam na coagulação sanguínea, regulam a pressão arterial, dão mais disposição e previnem o envelhecimento precoce. 

Aumente seu consumo de água

A água é fundamental para o funcionamento do nosso corpo. (Imagem: Reprodução)

A água é um dos elementos mais importantes para a nossa vida e, por isso, seu consumo é obrigatório. A nutricionista recomenda o seu aumento aos poucos, a cada semana. “Baseado no que ele já faz diariamente, não é sustentável a longo prazo, por exemplo, um indivíduo que mal consegue beber 1 litro de água por dia, colocar uma meta de 2 litros. Se você bebe 1L, amanhã tenta beber 1 litro e 100ml e daí por diante”, explica Julia.

Começar a construir hábitos é desafiador, mas inseri-los aos poucos sem metas impossíveis é o pontapé inicial para uma alimentação saudável duradoura. Outra dica indispensável, é sempre manter os exames e as consultas médicas em dia. Além disso, é sempre importante lembrar que cada caso é um caso, por isso, se possui alguma dúvida, procure um profissional especializado.

Previsões Astrológicas para 2022

Por Jacqueline Cordeiro

Com Vênus em Capricórnio até 4 de março, podemos esperar de modo geral alguma calma, descanso e harmonia pela sua natureza pacifista e, assim,  podemos aproveitar para calmamente organizar a nossa vida e o nosso ano. Porém, em janeiro, Mercúrio ficará pedindo responsabilidade e planejamento. Mercúrio (em Aquário) é rápido e nos traz urgência e aumenta nosso lado crítico e racional. Hora de pensar diferente e fazer escolhas por nós próprios. Não copiar ou imitar ninguém. Além disso, podem emergir coisas escondidas, que  podem ser reveladas, o que pode tornar este novo ano mais complexo. Mercúrio pede também responsabilidade pelas escolhas. Tudo sem  acusações, falsidades ou  dogmatismos.

Com Júpiter em peixes, surgem questões religiosas e quebra de tabus. 2022 é um ano de colheita do que plantamos em 2021 e Mercúrio ativa tudo: comunicações, acusações e devolve as palavras onde antes havia silêncio. Mercúrio diz que tudo são escolhas e que tudo se baseia no nosso livre arbítrio.

Saturno em Aquário, desde dezembro de 2020 até março de 2023, vai  modernizar a sociedade, trazendo uma nova mentalidade, novos valores. Reforçará a informática, a web, as redes sociais e possivelmente, também, novos vírus e variantes, mas também novos e eficazes tratamentos.

Os três primeiros meses serão canalizados para a valorização da família e relacionamentos. Vênus  em Capricórnio colocará foco em amores baseados em interesses ou que sobrevivam apenas baseados em aparências ou dinheiro. Hora de aproveitar  estes momentos para desfrutar com nossos queridos,  mas atenção a não gastar agora e depois poder faltar mais no fim do ano, momento que vai pedir a todos mais resiliência.

A partir de março tudo muda, o ritmo acelera. Para não ficar meio barata tonta, atenção ao que planejou antes. É um ano para trabalhar a comunicação mais direta, assertiva. Em março e abril, Marte em aquário empurra para a uma ação voltada para o coletivo. Julho e agosto, Marte em Touro se une a Urano e desafia Saturno, o que pode trazer profundas crises financeiras. Surgem avanços nas áreas da saúde, não só mais informações quanto ao COVID como outras descobertas, podendo no entanto surgir novas variantes.

Em 2022 teremos oito planetas retrógrados (Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão).

O nodo lunar norte estará em Touro, de 18 de janeiro a 17 de julho de 2023, o que mexe com a necessidade de concretização, necessidade de ter resultados pela matéria, pelo trabalho, pelos rendimentos e com a resiliência necessária. Pede a todos nós maior firmeza, buscar situações mais sólidas e reais.

Júpiter em Peixes até maio traz também mais solidariedade, espiritualidade e redescoberta do eu. Música, artes, religião, esoterismo e cinema crescem. Haverá mais sonhos, mais viagens. Também mais vacinas. Peixes traz cura. 

Júpiter ativa as questões religiosas mas também políticas. Depois Júpiter entra em Áries de 10 maio a 28 de outubro,  trazendo mais ação, independência e crescimento mas também mais individualismo e estresse.

Podemos considerar o ano de 2022 desafiador mas com grandes transformações e mudanças.

Plutão, que está em Capricórnio desde 2008, fica até 2023, quando entra em Aquário. Porém, podemos considerar que em 2022 ele já dá sinais de que é preciso mudar e essas mudanças não são suaves.

SIGNO A SIGNO

5 Rituais para começar 2022 da melhor forma possível, de acordo com a astróloga Jacqueline Cordeiro

Depois de quase dois anos de pandemia e um 2021 bem pesado, nada melhor do que iniciar o próximo ano com o pé direito, não é mesmo? E para um 2022 de coisas boas e muita leveza, a colunista, escritora e astróloga, Jacqueline Cordeiro (conhecida no instagram como Jake Astróloga), ensinou 5 rituais para atrair proteção, amor, fartura, prosperidade e sonhos neste próximo ano. Vamos conferir?

foto: Reprodução

Ritual de proteção 

No dia 31 de dezembro, às 18:00, prepare um banho de arruda e losna (ervas protetoras). Tome um banho normal e depois jogue as ervas dos ombros para baixo. É interessante passar a virada com alguma peça de roupa na cor verde ou usar o cristal, ágata verde, para fazer uma blindagem energética de corpo.

Ritual do amor

Às 18:00, no dia 31 de dezembro, horário das almas, pegue 8 rosas, tire as pétalas e tire todo o metal do corpo (acessórios). Coloque água para amornar e coloque 2 gotinhas de essência de baunilha ou essência de laranja. Depois que a água estiver morna, retire do fogo, jogue as pétalas. Abafe por 30 minutos. Coa a água e tome um banho, após o banho normal, do ombro pra baixo. Na virada use peças na cor rosa e o cristal quartzo rosa. 

Ritual da fartura

Faça um bolo no dia 30 ou 31 de dezembro. O bolo deve conter os seguintes ingredientes: farinha, ovo, fermento, leite, mel, pedaços de maçã (energia de união) e  uva passa pretas ou brancas, pois elas são o símbolo da fartura. Enquanto estiver mexendo o bolo, no sentido horário, pense na prosperidade, na abundância e na fartura. No dia 31, após as festividades, corte o bolo e distribua para todos na festa.

Ritual da prosperidade

Compre romã e deixe o partido. Na virada coma 3 sementinhas e guarde as sementes na carteira. Após 1 ano,  plante essas sementes em um jardim ou em um vaso para atrair prosperidade.

Ritual dos sonhos

No dia 22 de dezembro, pegue uma cartolina branca e faça um círculo grande e dentro dele, outro círculo pequeno. Divida ele em 12 partes. Em cada parte, coloque uma palavra que você busca (ex: viagem, carro novo, amor…) e cole a imagem desse desejo na cartolina. Guarde ele dentro do seu guarda-roupa durante 1 ano e a cada desejo realizado, faça um X e escreva ao lado: gratidão.

Natal e Consumismo: Como evitar?

O Natal e as festas de fim de ano definem a época do limite do cartão estourado e até as dívidas. A tradição e necessidade de trocar presentes nessa data pode acarretar um consumismo desenfreado, que se perde no meio de boas intenções e costumes. Teria então o Natal perdido sua essência? 

A ideia de ter que comprar um presente não muito barato para várias pessoas deixa qualquer um nervoso. O fato de precisar de roupas novas para as celebrações também ocupa a cabeça de muita gente. Não ter uma condição financeira tranquila para realizar essas reuniões afeta diretamente as emoções das pessoas, já que o fim do ano tecnicamente representa uma época de solidariedade e felicidade, apesar de não ser um tempo necessariamente feliz para todos – de acordo com o antropólogo Bertolli

Para não perder o controle e evitar a falência nessa época do ano, é importante montar uma lista do que irá comprar e estabelecer o orçamento. Após isso, é fundamental pesquisar e comparar os preços, já que desse modo é possível presentear um número maior de pessoas a um melhor custo benefício. E, por fim, não comprar impulsivamente é a melhor opção para um bom fim de ano sem começar 2022 no vermelho.

O filme “O Grinch” ilustra todo esse sentimento de perda do espírito natalino para um lado completamente material e consumista, e ao longo da história demonstra a recuperação do Natal em sua essência e alma de toda a população da Quemlândia. “Talvez o Natal não venha de uma loja. Talvez o Natal, quem sabe, signifique um pouco mais.” é um bom ponto de partida para aproveitar as festas de fim de ano com menor preocupação e necessidade de gastar tanto dinheiro. 

No filme “O Grinch” Cindy busca descobrir o real significado do natal. (Foto: Reprodução).

A experiência frenética do consumismo nos meses de novembro e dezembro é presente na vida da maioria das pessoas, e aumenta cada vez mais – e há maneiras de remediar isso. Assistir filmes natalinos, assar biscoitos temáticos e enfeitar a casa são boas atividades para fazer com as pessoas próximas e reviver o espírito natalino morto. Assim, é possível sentir-se bem neste tempo de aproximação e solidariedade sem cair no abismo do consumismo e materialização deste feriado.