Longe da ideia de “começo de ano parado”, fevereiro mostrou que 2026 já começou com força total na música. Em poucas semanas, a indústria reuniu premiações intensas, performances históricas, lançamentos aguardados, shows marcantes no Brasil e até mesmo anúncios aguardados de novas turnês – um ótimo começo de ano e que tende a ser só um esquenta para tudo que ainda vem por aí até dezembro.
Grammy Awards 2026: vitórias históricas e palco político
Já para iniciar o mês em alta, o Grammy Awards aconteceu no dia 1º de fevereiro e se tornou um dos mais comentados dos últimos anos – não apenas pelos vencedores, mas pelas manifestações políticas que atravessaram a cerimônia, do red carpet ao palco principal.
Um dos grandes momentos da noite foi a vitória de Bad Bunny em ‘Álbum do Ano’, com Debí Tirar Más Fotos, consolidando ainda mais o espaço da música latina no mainstream global. O artista também levou ‘Melhor Álbum de Música Urbana’ e ‘Melhor Performance de Música Global’.
Kendrick Lamar saiu da cerimônia com cinco prêmios (de nove indicações), chegando ao impressionante total de 27 Grammys – tornando-se o rapper mais premiado da história da premiação. Já Lady Gaga brilhou ao vencer ‘Melhor Álbum Vocal Pop’, por Mayhem, e ‘Melhor Gravação Dance Pop’, com ‘Abracadabra’.
Mas o que realmente incendiou as redes foram os discursos. Diversos artistas se posicionaram contra políticas migratórias associadas ao governo de Donald Trump, levantando mensagens ligadas ao movimento “Ice Out”, crítica direta às ações do ICE (Serviço de Imigração dos EUA). Broches, declarações e falas contundentes transformaram a premiação em um espaço de manifestação.
Foi uma noite que misturou celebração pop e ativismo. Falamos bastante sobre isso em uma matéria publicada no site, que pode ser vista aqui.
Super Bowl LX: Bad Bunny trouxe representatividade latina ao intervalo
Se o Grammy já tinha marcado um grande momento para Bad Bunny, o Super Bowl – realizado uma semana depois – ampliou ainda mais a força da sua fase atual.
À frente do halftime show, o artista transformou o maior evento esportivo do mundo em um espetáculo de afirmação cultural. Tornou-se o primeiro artista solo latino a ser headliner do show do intervalo e conduziu a maior parte do repertório em espanhol – algo inédito na história do Super Bowl.
O palco foi tomado por referências à cultura porto-riquenha e latino-americana, com uma cenografia vibrante e simbólica. Entre os momentos mais comentados estiveram as participações de Lady Gaga, que apresentou uma versão em ritmo latino de “Die With a Smile”, e Ricky Martin, que subiu ao palco para interpretar “Lo Que Le Pasó a Hawaii”.
Mais do que reunir seus maiores sucessos, Bad Bunny construiu uma narrativa visual e musical que celebrou identidade e orgulho latino diante de uma audiência estimada em 128 milhões de espectadores – um dos halftime shows mais assistidos da história. Nas horas seguintes, as músicas apresentadas dispararam nas plataformas de streaming, reforçando o impacto global da performance.
Lançamentos do mês
Fevereiro também foi mês de ouvir muita música nova, com lançamentos para públicos diversos de alguns dos principais nomes da música internacional.
Brent Faiyaz, ícone do R&B, manteve sua estética minimalista e introspectiva no novo álbum ‘Icon’ – projeto que fortalece sua identidade artística e consolida o cantor como um dos nomes mais consistentes da cena contemporânea do gênero. Além disso, os veteranos também marcaram presença: U2 lançou o EP ‘Days of Ash’, projeto de uma sonoridade que mantém a assinatura da banda.
O mês foi encerrado com tudo. No dia 27, Blackpink retornou com o álbum ‘Deadline’, depois de três anos do último disco; Bruno Mars com ‘The Romantic’, retorno solo aguardado há anos, que chegou para reafirmar o espaço do artista no pop global; e Gorillaz, com ‘The Mountain’, com 15 faixas cantadas em cinco idiomas diferentes – inglês, espanhol, árabe, hindi e iorubá.
Turnês e shows que marcaram fevereiro
Fevereiro também foi um mês intenso para os palcos, com performances históricas e anúncios que já movimentaram a cena musical.
Bad Bunny foi, com certeza, o grande destaque do período. Como se já não bastassem a performance histórica no Super Bowl e os prêmios no Grammy, o artista aterrissou no Brasil com a DeBÍ TiRAR MáS FOToS World Tour, realizando dois shows esgotados no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 20 e 21 de fevereiro.
Para os fãs de rock, a lendária banda australiana AC/DC retornou ao país com a Power Up Tour, no Estádio do MorumBIS, em São Paulo, no dia 24 de fevereiro. Foi um dos shows mais aguardados pelo público brasileiro em mais de uma década, marcando a primeira visita do grupo ao país desde 2009.
Além disso, o trio eletrônico Rüfüs Du Sol também passou pelo Brasil com sua turnê sul-americana, com apresentações em Curitiba e São Paulo na última semana de fevereiro – dois shows muito esperados pelos fãs do gênero.
No campo dos anúncios, Shakira foi oficialmente confirmada pelo prefeito Eduardo Paes como a atração de 2026 do projeto Todo Mundo no Rio, evento gratuito que leva artistas à praia de Copacabana e que acontecerá no dia 2 de maio. A confirmação já colocou o nome da cantora entre os assuntos mais comentados do mês.
Para as directioners, logo após as últimas semanas de janeiro marcadas pelo anúncio do retorno de Harry Styles aos palcos, Zayn também surpreendeu os fãs ao confirmar a turnê mundial The Konnakol, em apoio ao álbum Konnakol, que inclui parada no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 10 de outubro de 2026.
E, para fechar o mês, o Jonas Brothers confirmou sua vinda ao país com a JONAS20: Greetings From Your Hometown, marcada para uma apresentação única em São Paulo, no dia 13 de maio – notícia que já vem gerando bastante burburinho nas redes pelo caráter comemorativo dos 20 anos de carreira da banda.
No fim, foi um mês frenético. Entre ativismo, grandes performances, projetos aguardados, shows e anúncios estratégicos, fevereiro deixou claro que 2026 já começou disputando atenção. Se os primeiros meses costumavam ser de preparação, este ano eles já chegaram entregando narrativa, impacto e movimentação real na indústria. E é só o começo.

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