Conheça os indicados aos ministérios do novo governo Lula

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Foi concluído o anúncio dos nomes que irão compor os 37 ministérios do novo governo. Na última quinta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também anunciou nomes como Simone Tebet e Marina Silva. Segundo o G1, o presidente eleito anunciou que o deputado José Guimarães (PT-CE) será líder do governo na Câmara, que o senador Jaques Wagner (PT-BA) será o líder do governo no Senado e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) será líder do governo no Congresso.

Confira os nomes anunciados para cada ministério da gestão Lula:

Fazenda: Fernando Haddad (PT)

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Haddad é professor de ciência política da Universidade de São Paulo (USP), é bacharel em direito, mestre em economia e doutor em filosofia, pela mesma instituição.
Foi Subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São Paulo, integrou, ainda, o Ministério do Planejamento no Governo Lula, sendo nomeado como ministro da Educação em julho de 2005 até 2012.

Em 2012, foi eleito prefeito do município de São Paulo, além de ter sido candidato à presidência em 2018, perdendo para Jair Bolsonaro. Sua recente candidatura foi em 2022, para o governo de São Paulo, perdendo para Tarcísio de Freitas, no segundo turno.

Justiça: Flávio Dino (PSB)

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Dino formou-se em Direito pela UFMA em 1991 e também possui mestrado na mesma área. Foi juiz, mas deixou o cargo assim que se candidatou para deputado federal no Maranhão (2007-2011). Foi diretor da Escola de Direito de Brasília do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), cargo que ocupou de junho de 2011 até março de 2014.

Em 2014, Flávio Dino se elegeu pela primeira vez para o governo do estado, e se reelegeu em 2018, no primeiro turno.

Defesa: José Múcio Monteiro (PTB)

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Formado em Engenharia Civil pela Universidade de Pernambuco (UPE), José Mucio Monteiro foi ministro e presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), além de ter experiência no cargo de ministro das Relações Internacionais. Natural de Recife, no Pernambuco, foi deputado federal por cinco mandatos, além de secretário de Transportes e Planejamento de Rio Formoso e na capital.

Relações Exteriores: Mauro Vieira

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Embaixador do Brasil na Croácia desde 2018, Vieira já ocupou o mesmo cargo entre 2015 e 2016 durante o governo Dilma Rousseff, mas foi exonerado após o impeachment da ex-presidente.
Além disso, ele já esteve à frente alguns dos principais postos no exterior, como a embaixada na Argentina, em Washington e a representação do Brasil nas Nações Unidas, em Nova York.
Diplomata de carreira, formado pelo Instituto Rio Branco, também estudou no Colégio Salesiano Santa Rosa, em Niterói, e é bacharel em direito pela Universidade Federal Fluminense.

Casa Civil: Rui Costa (PT)

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Rui Costa é natural de Salvador, na Bahia. Graduou-se em Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Foi diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia, entre os anos de 1984 e 2000, e diretor da Confederação Nacional dos Químicos, entre 1992 e 1998. Seu primeiro mandato político foi como vereador em 2004, se tornando deputado federal em 2006 e secretário de Relações Institucionais da Bahia em 2007. Além disso, Rui Costa foi governador da Bahia por dois mandatos.

Relações Institucionais: Alexandre Padilha (PT)

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Formado em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi coordenador geral da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina em 1990, coordenador do Diretório Central de Estudantes da Unicamp e membro do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo entre 1991 e 1993.

Já foi diretor de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). No ano seguinte, foi conduzido para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, onde permaneceu até 2010. Nas eleições de 2014, foi candidato a governador do estado de São Paulo, tendo sido derrotado e chegando em terceiro lugar. Foi secretário municipal da saúde de São Paulo, em 2018, concorreu nas eleições ao cargo de deputado federal e foi eleito.

Secretaria-Geral: Márcio Macêdo (PT)

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Márcio Costa Macêdo nasceu no município de Esplanada, na Bahia, Ingressou na Universidade Federal de Sergipe (UFS) em 1989, onde concluiu sua graduação em Ciências Biológicas e depois o mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), ocupou o cargo de presidente dos Diretórios Municipal de Aracaju e Estadual de Sergipe do partido.

Foi ainda secretário municipal de Participação popular de Aracaju e superintendente do Ibama em Sergipe. Entre 2007 e 2010, foi secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do estado de Sergipe, na gestão do então governador Marcelo Déda. Foi eleito deputado federal em 2010 e assumiu o cargo de tesoureiro do PT em 2015.

Advocacia-Geral da União: Jorge Messias

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Jorge Messias, atualmente procurador da Fazenda Nacional, também foi subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência, entre outras posições jurídicas. Foi subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, de 2015 a 2016; secretario de regulação da educação superior no Ministério da Educação, entre 2012 e 2014; e consultor jurídico nos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, em 2011 e 2012.

Saúde: Nísia Trindade

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Nísia Trindade Lima é a primeira mulher a chefiar o Ministério da Saúde. integrou o Grupo Técnico da Saúde no governo de transição. Graduada em Ciências Sociais e com doutorado em Sociologia, Nísia Trindade Lima tem sua obra intelectual como referência na área de pensamento social brasileiro, história das ciências e saúde pública. É pesquisadora da Fiocruz desde 1987 e ocupou os cargos de diretora da Casa de Oswaldo Cruz (1998-2005), unidade da Fiocruz, e vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz (2011-2016).

Como presidente da Fundação, Nísia liderou as ações da Fiocruz no enfrentamento da pandemia, como a criação de um novo Centro Hospitalar no campus de Manguinhos; o aumento da capacidade nacional de produção de kits de diagnóstico e processamento de resultados de testagens; promoção de iniciativas junto a populações vulneráveis; criação do Observatório Covid-19 e da Rede Fiocruz de Vigilância Genômica; e inauguração do Biobanco Covid-19 (BC19-Fiocruz). Em sua gestão, a Fiocruz tornou-se referência para a Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas para o diagnóstico de Covid-19.

No campo das vacinas contra a Covid-19, Nísia coordenou o acordo da Fiocruz de encomenda tecnológica. Com a conclusão da transferência de tecnologia da AstraZeneca, a Fiocruz tornou-se a primeira instituição do Brasil a produzir uma vacina contra a Covid-19 de forma 100% nacional. A Fundação já forneceu ao Ministério da Saúde mais de 200 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 e foi selecionada pela Opas/OMS como centro regional de vacinas de mRNA, ainda em desenvolvimento.

Educação: Camilo Santana (PT)

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Camilo Santana Formou-se em Agronomia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e como mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela mesma instituição. Durante a graduação, exerceu a função de diretor do Diretório Central dos Estudantes da UFC.

Foi candidato a prefeito de Barbalha em 2000 e 2004, mas não obteve sucesso em nenhuma das disputas. Foi professor e coordenador da FATEC Cariri e ocupou, como servidor público federal por concurso, a superintendência adjunta do IBAMA no Ceará em 2003 e 2004. Também foi Secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará no governo de Cid Gomes, de 2007 a 2010. Camilo também foi eleito governador do Ceará em 26 de outubro de 2014.

Gestão: Esther Duek

Imagem: [Arquivo UFRJ]

Duek é economista, professora da UFRJ e trabalhou no Ministério do Planejamento no governo Dilma. Por conta das poucas informações presentes sobre a carreira profissional e acadêmica dela, não pode-se reunir muitas descrições.

Portos e Aeroportos: Márcio França (PSB)

Imagem: [Arquivo Partido Socialista Brasileiro (PSB)]

Advogado, Márcio França foi vereador, duas vezes eleito prefeito de São Vicente (SP), deputado federal e vice-governador do Estado, na gestão de Geraldo Alckmin, em 2014.

Estudou direito na Universidade Católica de Santos e presidiu o diretório acadêmico da instituição. Trabalhou como oficial de justiça do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entre 1983 e 1992. Em 1989, assumiu o cargo de vereador de São Vicente, cidade da qual foi eleito prefeito em 1996 e reeleito em 2000, com 93% dos votos válidos. Em 2006, elegeu-se deputado federal, reelegendo-se em 2010. Em 2011, foi nomeado secretário de Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo, no governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Ciência e Tecnologia: Luciana Santos (PCdoB)

Imagem: [Reprodução Partido Comunista do Brasil (PCdoB)]

Luciana é vice-governadora de Pernambuco e presidente nacional do partido. Ela será a primeira mulher e a primeira pessoa negra a ocupar a posição de forma efetiva.
A engenheira foi eleita deputada federal por dois mandatos, e ocupou o cargo entre 2011 e 2019. Integrou comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Desenvolvimento Urbano e de Cultura. Na área da pasta que estará à frente, também foi secretária estadual em Pernambuco no governo de Eduardo Campos (PSB) de 2009 a 2010.

Em 2000, ela foi eleita prefeita de Olinda (PE), onde permaneceu por dois mandatos. Nas eleições de 2016, ela disputou novamente a prefeitura, mas terminou em quarto lugar.

Mulheres: Cida Gonçalves (PT)

Imagem: [Arquivo Partido dos Trabalhadores (PT)]

Moradora de Campo Grande, Aparecida Gonçalves já foi secretária nacional do enfrentamento à violência contra mulher nos governos de Lula e Dilma.

Cida trabalha como consultora em políticas públicas para o enfrentamento da violência doméstica e dá workshops a prefeituras e governos estaduais para atuação na área. Com atuação na militância dos diretos das mulheres, Cida coordenou o processo de articulação e fundação da Central dos Movimentos Populares no Brasil. Nos grupos de base, a militante sempre fez parte dos cargos de direção estadual em Mato Grosso do Sul.

Aparecida Gonçalves chegou a se candidatar pelo Partido dos Trabalhadores (PT) à deputada constituinte, em 1986, sendo a única mulher a disputar esse espaço. Nos anos de 1988 e 2000, também foi candidata pelo PT à vereadora no Mato Grosso do Sul.

Desenvolvimento Social: Wellington Dias (PT)

Imagem: [Reprodução Veja]

Wellington Dias é graduado em letras portuguesas da Universidade Federal do Piauí (1982) e especializado em políticas públicas e governo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Dias iniciou na militância política ainda jovem, atuando no movimento estudantil da universidade, envolvendo-se com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e também no movimento sindical. Em 1985, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e participou como integrante da Central Única dos Trabalhadores, tornando-se presidente da APCEF (Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal) entre os anos de 1986 e 1989 e presidente do Sindicato dos Bancários do Estado do Piauí entre 1989 e 1992. Também entre os anos de 1987 e 1988, Dias presidiu o conselho deliberativo da Fenae Corretora de Seguros e, entre 1988 e 1989, foi secretário do conselho fiscal da instituição.

Foi eleito vereador de Teresina. Em 1994, optou por renunciar ao mandato municipal para concorrer a um cargo na Assembleia Legislativa do Piauí, conseguindo eleger-se deputado estadual e tornando-se o primeiro presidente da Comissão de Direitos Humanos no legislativo do estado. Na mesma época, também foi presidente regional do PT entre 1995 e 1997, e chegou a se candidatar ao cargo de vice-prefeito do município Teresina na chapa de Nazareno Fonteles, mas não conseguiu chegar ao segundo turno. Nas eleições estaduais de 1998, foi eleito deputado federal pelo PT sendo o primeiro parlamentar do estado eleito pelo partido. Também foi governador do estado por três mandatos.

Cultura: Margareth Menezes

Imagem: [Reprodução GNT]

Margareth nasceu em 1962, em Salvador (BA). Iniciou a carreira como artista em 1980, no teatro. Lançou o seu primeiro álbum em 1988 e atualmente soma 14 discos lançados. Já recebeu várias indicações ao Grammy e conquistou dois troféus Caymmi e quatro troféus Dodô e Osmar.
Em 2004, fundou a Associação Fábrica Cultural, destinada a combater o trabalho infantil, exploração sexual e violações de direitos. Um pouco depois, sem interromper a carreira artística, ela lançou o Movimento Afropop Brasileiro, um bloco sem cordas para festejo da cultura negra no Brasil.

Um movimento cultural que reúne exposições fotográficas e artísticas, manifestações, apresentações de bandas, grupos e cantores independentes, e tem a participação de jovens de organizações não-governamentais de Salvador. Além disso, o projeto une ritmos de raízes afro-brasileiras com a sonoridade mundial, como o rock, reggae, o funk, entre outros.

Através de um convênio de parceria firmado com a Secretaria Municipal da Educação e Cultura, da Prefeitura de Salvador, iniciou o “Programa Circulando Arte”, além de outros projetos no campo da arte, educação e cultura. A organização não governamental, atua desde 2008, na Ribeira – bairro onde Margareth Menezes nasceu – e outros bairros da Península de Itapagipe, oferecendo cursos profissionalizantes para jovens e oficinas de arte-educação para crianças. Em 14 de julho de 2010, a organização, que desenvolveu o projeto “Na Trilha da Cidadania”, formou 500 jovens, através de um cerimônia que contou com a presença de Menezes. O projeto formou alunos nas áreas de produção musical, comunicação, estamparia. criação em costura e designer gráfico.

A cantora participou do projeto “Lê Pra Mim?”, que ocorreu em 12 de outubro de 2010, no Centro Cultural Correios, do Pelourinho. A cantora leu um livro infantil para cinquenta crianças assistidas por instituições filantrópicas.
Margareth também dirige o Mercado Iaô, uma agência de produção cultural na Bahia, e é embaixadora da IOV-UNESCO, grupo que busca fomentar e preservar a produção cultural. Neste ano, foi eleita pela lista Most Influential People of African Descent como uma das pessoas negras mais influentes do mundo.

Trabalho: Luiz Marinho (PT)

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Em 1984 foi eleito tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Nas gestões seguintes assumiu os cargos de secretário-geral e vice-presidente. Em 1996, foi eleito presidente do sindicato, cargo para o qual foi reeleito mais duas vezes (1999-2002 e 2002-2003).

Em 2002 foi candidato a vice-governador do Estado de São Paulo, na chapa encabeçada por José Genoino, do Partido dos Trabalhadores. Em março de 2018 foi confirmado como candidato do PT ao Governo do Estado de SP, mas foi derrotado derrotado, ficando em quarto lugar.

Em 7 de junho de 2003 foi eleito presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), quinta maior central sindical do mundo, durante o 8o Congresso Nacional da CUT, com 74% dos votos dos delegados presentes.

Em 12 de julho de 2005 assumiu o Ministério do Trabalho no lugar do seu companheiro de partido, Ricardo Berzoini, e comandou uma negociação histórica com representantes de todas as centrais sindicais para definir o valor do salário mínimo a partir de abril de 2006.

Em 29 de março de 2007 assumiu o Ministério da Previdência Social, e em 26 de outubro de 2008 foi eleito prefeito de São Bernardo do Campo para o mandato de 2009 a 2012.

Igualdade Racial: Anielle Franco

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Nascida na comunidade carioca da Maré, ela é graduada e mestra em inglês e jornalismo. Mestranda em Relações Étnico-Raciais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ativista feminista e antirracista, ela cofundou o Instituto Marielle Franco após o homicídio da irmã, então vereadora no Rio de Janeiro, em 2018.
Hoje, ela é diretora do Instituto. Além de preservar a trajetória da irmã e atuar para que as investigações tenham um desfecho com responsabilizações, a organização desenvolve ações sociais com foco em mulheres negras e jovens periféricos.

Nessa linha, em 2020, o Instituto lançou a plataforma Plataforma Antirracista nas Eleições, para apoio a candidaturas negras nas eleições municipais; em 2021, deu início ao projeto Escola Marielles, para formação política de meninas e mulheres negras, periféricas e LGBTQIA+.

Direitos Humanos: Silvio Almeida

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Silvio Almeida é advogado e professor na FGV (Fundação Getúlio Vargas) e na Universidade Presbiteriana Mackenzie. É participante ativo do debate racial e das políticas em favor da diversidade no Brasil.

É o atual presidente do Instituto Luiz Gama, uma associação civil sem fins lucrativos composta por juristas, acadêmicos e militantes dos movimentos sociais com atuação “na defesa das causas populares, com ênfase nas questões sobre os negros, as minorias e os direitos humanos”.
É graduado em filosofia pela USP (Universidade de São Paulo) e pós-doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Faculdade de Direito da USP. Foi professor visitante da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e é pesquisador da Universidade Duke (EUA). Almeida é autor da obra “Racismo Estrutural” e contribuiu para o livro “Marxismo e questão racial: Dossiê Margem Esquerda”, da editora Boitempo. Desde 2020, é colunista do jornal Folha de São Paulo.

Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin (PSB)

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Lula voltará a ter seu vice na equipe ministerial. Ele chegou a convidar o empresário Josué Gomes, filho de José Alencar, para o cargo, porém ele declinou. A escolha final foi Alckmin, ex-governador de São Paulo, principal polo da economia brasileira e experiente administrador público.

Controladoria-Geral da União: Vinícius Marques de Carvalho

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Vinicius Marques de Carvalho é advogado há 25 anos, formado pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em direito comercial também pela USP e em direito público comparado pela Universidade Paris I (Pantheon-Sorbonne).

Integrou o governo federal de 2005 a 2016. Neste período, foi chefe de gabinete do Secretário Especial de Direitos Humanos, de 2007 a 2008, conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de 2008 a 2011, secretário de Direito Econômico, de 2011 a 2012, e presidente do Cade, de 2012 a 2016.

Foi chefe de gabinete da Secretaria Especial dos Direitos Humanos do Governo Federal (2007 a 2008), participando da elaboração de políticas públicas associadas à agenda de direitos humanos e direitos de minoria. Sua experiência inclui ainda ter atuação como assessor legislativo no Senado Federal, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e na Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano da cidade de São Paulo. É professor de direito comercial da USP e foi professor visitante na Universidade Paris 1 Pantheón-Sorbonne e na Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP). Fundou seu escritório de advocacia especializado em defesa da Concorrência e também proteção de dados pessoais, o VMCA.

Planejamento: Simone Tebet (MDB)

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Tebet é advogada e professora. Nascida em Três Lagoas (MS), formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e obteve o título de mestrado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Elegeu-se deputada estadual pelo seu estado em 2022 e, dois anos depois, tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Três Lagoas, cargo para o qual foi reconduzida no pleito seguinte. Foi eleita vice-governadora do Mato Grosso do Sul em 2011 e senadora em 2015.

No Legislativo federal, angariou reconhecimento nacional através de sua participação na CPI da Pandemia. Ela foi uma das responsáveis por fazer com que o deputado Luís Miranda (Republicanos-DF) citasse o nome do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), quando os senadores investigavam o escândalo da Covaxin.
Terceira colocada no pleito presidencial, Simone Tebet teve a preferência de 4.915.423 eleitores, o que correspondeu a 4,16% dos votos válidos. No segundo turno, decidiu apoiar Lula e se tornou um símbolo da frente ampla que congregou críticos ao PT para impedir a reeleição de Jair Bolsonaro.

Meio Ambiente: Marina Silva (Rede)

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Nascida em um seringal no Acre, Marina Silva foi alfabetizada na adolescência e se graduou-se em História na Universidade Federal do Acre. Ao lado do seringueiro, ambientalista e sindicalista Chico Mendes, liderou o movimento sindical no estado e filiou-se ao PT — após uma passagem pelo Partido Revolucionário Comunista. Em 1988, elegeu-se vereadora da capital Rio Branco; em 1990, a deputada estadual. Conquistou uma vaga no Senado em 1994 e foi reeleita em 2002, ano em que foi escolhida por Lula para o Ministério do Meio Ambiente.

Especialistas atribuem à sua gestão no Ministério do Meio Ambiente a queda expressiva do desmatamento na Amazônia, fruto do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCdam), lançado em 2004. Depois de deixar o governo e retornar ao Senado, Marina Silva se candidatou à Presidência da República pelo PV em 2010 e ficou em terceiro lugar, com 19% dos votos válidos.

Em 2014, Marina se lançou a vice-presidente na chapa do então governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Com a morte de Campos em um acidente aéreo naquele ano, ela se tornou a candidata do partido e chegou a liderar as intenções de voto. Em 2022, finalmente optou por lançar sua candidatura para deputada federal para ajudar a Rede a superar a cláusula de barreira. Foi eleita com 237.526 votos.

Esportes: Ana Moser

Imagem: [Reprodução Instituto Esporte&Educação]

Ana Moser integrou o time que levou a primeira medalha olímpica no vôlei feminino, em 1996, nos Jogos de Atlanta, nos Estados Unidos, quando o Brasil levou bronze. Cinco anos depois, ela fundou o Instituto Esporte e Educação, uma organizacão não-governamental que busca difundir o esporte e que já atendeu mais de 6 milhões de crianças no país. Ela dirige a ONG até hoje.

O Instituto Esporte & Educação usa a prática esportiva como ferramenta para ensino sobre diversidade, inclusão e coletividade, com o objetivo de formar crianças e adolescentes periféricos para terem autonomia. O projeto também treina profissionais de educação física a transmitir essas habilidades. O órgão nasceu do projeto Ana Moser Sports, que visava a formação de atletas baseado no ensino de vôlei em escolas públicas e privadas.

A ex-atleta de 54 anos é conhecida pela sua trajetória de engajamento fora das quadras, marcada pelo desenvolvimento de projetos educacionais. Desde então, Ana Moser, que não é filiada a nenhum partido político, teve o seu nome especulado para chefiar a pasta.

Integração e Desenvolvimento Regional: Waldez Góes (PDT)

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Antônio Waldez Góes da Silva nasceu no município Gurupá, no estado do Pará, em 1961. O governador é um técnico agrícola e formado em Políticas Públicas pela Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Góes se filiou ao PDT em 1989. Um ano depois se elegeu deputado estadual e foi reeleito quatro anos depois. Em 2002, se elegeu pela primeira vez ao governo do Amapá e foi reeleito em 2006. Ele deixou o cargo em 2010 para concorrer a uma vaga no Senado, mas perdeu a disputa para Gilvam Borges (MDB) e Randolfe Rodrigues (Rede). Em 2014, o político foi eleito pela terceira vez para o governo estadual e foi reeleito para um quarto mandato em 2018. Aliado do senador Davi Alcolumbre (União Brasil), o parlamentar articulou dentro do partido para que o governador fosse o indicado da sigla para o ministério. Ele deverá deixar o PDT em breve e migrar para o União Brasil.

Agricultura: Carlos Fávaro (PSD)

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Carlos Henrique Baqueta Fávaro, 53 anos, nasceu em 19 de outubro de 1969 no município Bela Vista do Paraíso (PR). Atualmente o parlamentar cursa Tecnologia em Gestão Pública no Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN).
Em 2010, o agropecuarista tornou-se vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil). No período de 2012 a 2014, foi presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Ainda em 2014, Fávaro, então filiado ao Partido Progressista (PP) foi eleito vice-governador do estado do Mato Grosso (MT). Dois anos mais tarde, foi nomeado secretário de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, cargo no qual permaneceu até 2017. Fávaro tomou posse como senador interino até a eleição suplementar do Senado convocada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) em 2020, na qual se elegeu. O mandato vai até 2027.

Povos Indígenas: Sônia Guajajara (PSOL)

Imagem: [Reprodução PSOL]

Sônia Guajajara nasceu na terra indígena de Araribóia, no estado do Maranhão, e faz parte do povo Guajajara/Tentehar. Por sua luta pelo reconhecimento dos direitos dos povos indígenas, em maio deste ano foi eleita pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Filha de pais analfabetos, aos 15 anos de idade Sônia recebeu ajuda da Fundação Nacional do Índio (Funai) para poder cursar o ensino médio em Minas Gerais. A ativista é formada
em Letras e Enfermagem pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e pós-graduada em Educação Especial. Guajajara ainda desempenha o papel de Coordenadora Executiva da APIB, finalizando o seu segundo mandato (2017/2022) e compõe o Conselho da Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais do Brasil, iniciativa que integra um programa das Nações Unidas.

Em 2018, Guajajara foi a primeira indígena a compor uma chapa presidencial no Brasil. A ativista foi candidata à vice-presidente do país pelo PSOL, ao lado do agora também deputado federal eleito Guilherme Boulos. Nas eleições de outubro de 2022, a líder indígena teve mais de 150 mil votos válidos e foi eleita deputada federal por São Paulo. Em novembro, Guajajara esteve presente na COP-27 (Conferência do Clima da ONU), no Egito, ao lado de Marina Silva e Izabella Teixeira — representantes de organizações ambientalistas — e outras lideranças indígenas, e cobrou a criação do Ministério dos Povos Originários e maior participação dos indígenas no governo.

Secretaria de Comunicação Social: Paulo Pimenta (PT)

Imagem: [Reprodução Twitter]


Paulo Pimenta é jornalista de formação. Ele graduou-se pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde iniciou sua trajetória política. Lá, ele assumiu a presidência do DCE e foi vice-presidente da União Estadual de Estudantes.

Em 1988, foi eleito vereador em Santa Maria, tendo sido reconduzido em 1992. Chegou à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em 1998 e, quatro anos depois, à Câmara dos Deputados. Foi reeleito em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, com o maior número de votos para um candidato do PT no estado desde 2010.

Previdência Social: Carlos Lupi, presidente do PDT

Imagem: [Arquivo PDT]

Natural de Campinas (SP), Lupi nasceu em 1957 e se mudou ainda jovem para o Rio de Janeiro, onde fundou primeiro grêmio estudantil de seu colégio e entrou para a militância política.
Filiou-se ao então Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) enquanto ainda era aluno do curso de administração da Faculdade de Formação Profissional Integrada. Após uma disputa política entre os herdeiros do trabalhismo brasileiro e do varguismo, o partido mudou de nome e segue com ele até hoje, PDT. Lupi foi um dos fundadores da Juventude Socialista da legenda.
Em 1990, elegeu-se deputado federal, cargo do qual se licenciou para assumir a chefia da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro. No partido, atuou como vice-líder na Câmara, secretário da Executiva Regional e tesoureiro da Executiva Nacional.
Carlos Roberto Lupi já foi ministro de Lula. Em seu segundo mandato presidencial, o político assumiu o Ministério do Trabalho e Emprego, cargo que exerceu até 2011, durante o mandato de Dilma Rousseff (PT).
Atualmente, é o vice-presidente da Internacional Socialista, fórum mundial de diálogo entre partidos de esquerda.

Pesca: André de Paula (PSD)

Imagem: [Arquivo Câmara dos Deputados]

André de Paula é deputado federal pelo estado de Pernambuco e está atualmente em seu sexto mandato. No partido, ele exerce a função de presidente regional pelo estado em que foi eleito, e é o 2° vice-presidente da Câmara dos Deputados. Além de sua carreira política, André possui formação em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco.

O deputado ingressou na vida política na juventude, enquanto ainda era estudante. Seu primeiro partido foi o Partido Democrático Social (PDS). No antigo Democratas (DEM), ele conquistou o seu primeiro cargo eletivo, como vereador. Em 1991, tornou-se deputado estadual. O advogado chegou à Câmara dos Deputados em 1999, quando elegeu-se pela primeira vez.
Em sua carreira, de Paula exerceu o cargo de secretário de Produção Rural e Reforma Agrária pelo estado, entre 1999 e 2002. Entre 2015 e 2016, o deputado licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria das Cidades do estado de Pernambuco.
No Congresso Nacional, o deputado votou a favor do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), André votou a favor da Reforma Trabalhista, da PEC do Teto dos Gastos Públicos e também foi um dos parlamentares a votar a favor da abertura de investigação contra Temer.

Gabinete de Segurança Institucional: general da reserva Marco Edson Gonçalves Dias

Imagem: [Reprodução Instagram]

Marco Edson Gonçalves Dias é natural de Americana (SP).Ele entrou para o Exército em 1969, por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais em 1986 e a Escola de Comando e Estado Maior do Exército em 1994.

Chegou a ocupar o cargo de Comandante da Sexta Região Militar e a comandar o 19° Batalhão de Infantaria Motorizado. Foi alçado ao cargo de general e, atualmente, está na reserva (como os militares chamam a sua aposentadoria). Dentro do governo, já foi Secretário de Segurança da Presidência da República do governo Lula e chefe da Coordenadoria de Segurança Institucional da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Cidades: Jader Filho (MDB)

Imagem: [Reprodução Instagram]


Filho do senador Jader Barbalho e irmão do governador reeleito do Pará, Helder Barbalho, ambos do MDB, ele preside o diretório estadual da legenda desde setembro de 2021 e atua no setor de comunicações.

Jader Filho é de uma família com longa tradição no estado. Assim como o pai e o irmão, seu avô, Laércio Barbalho, foi uma figura de expressão. Ele foi deputado estadual em várias legislaturas e idealizou o projeto do Diário do Pará, que hoje Jader dirige. O jornal pertence ao Grupo Rede Brasil Amazônia (RBA), que também possui emissoras de rádio e televisão em seu guarda-chuva. O controle acionário do conglomerado está com a família Barbalho.

A indicação de Jader Filho é uma vitória do irmão e governador Helder Barbalho, um dos principais cabos eleitorais de Lula nas eleições deste ano, e da bancada de seu partido na Câmara federal.

Turismo: Daniela do Waguinho (União Brasil)

Imagem: [Arquivo pessoal]

A futura ministra é pedagoga, já foi professora do ensino fundamental e trabalhou na Secretaria Municipal de Educação do Rio. Possui pós-graduação em Psicomotricidade pela Universidade Cândido Mendes. Ela também passou pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania, também do Rio, e na Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania de Belford Roxo.

Como deputada, tomou posse pela primeira vez em 2019 pelo MDB e foi reeleita com a maior votação do Rio pelo União Brasil. Atualmente ingressa na Comissão de Educação, Comissão de Seguridade Social e Família e na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Minas e Energia: Alexandre Silveira (PSD)

Imagem: [Arquivo pessoal]

Alexandre Silveira de Oliveira nasceu em Belo Horizonte (MG) em 15 de julho de 1970 e é o segundo dos cinco filhos de Adilson de Oliveira e de Maria da Conceição Aparecida Silveira. Técnico em contabilidade e advogado, também exerceu as funções de delegado da Polícia Civil e comerciante. Começou sua carreira política em 2002 ao concorrer, pelo Partido Liberal (PL), a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de Minas Gerais. Naquele pleito acabou se elegendo apenas como suplente. Em 2003, Silveira foi convidado pelo então vice-presidente José Alencar a ocupar o cargo de coordenador-geral de Infraestrutura Terrestre do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No ano seguinte foi nomeado por Lula a diretor-geral do DNIT, onde permaneceu até 2006. Chefiou obras como: o Anel Rodoviário de Ipatinga e projetos de modernização de trechos da BR, dentre eles o da BR-381 entre Belo Horizonte e Ipatinga e da BR-262 no acesso a São Domingos do Prata.

Em 2006, já filiado ao antigo Partido Popular Socialista (PPS), Alexandre Silveira se elegeu deputado federal por Minas Gerais e nas eleições de 2010 foi reeleito. Em 2011, Silveira e outros políticos fundaram o Partido Social Democrático (PSD). Ele foi presidente da sigla no estado mineiro de 2014 a 2015. Nas eleições de 2014, o parlamentar foi convidado a ser o primeiro suplente no Senado, do ex-governador Antonio Anastasia, que foi eleito como senador por Minas Gerais. Como Anastasia renunciou ao cargo de senador para tomar posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Silveira foi empossado no Senado em fevereiro de 2022. No pleito de outubro, o futuro ministro de Minas e Energia concorreu a um novo mandato ao Senado de Minas pelo PSD, com apoio à campanha do presidente eleito Lula, mas não foi conseguiu se eleger.

Transportes: Renan Filho (MDB)

Imagem: [Reprodução G1]

José Renan Vasconcelos Calheiros Filho, conhecido como Renan Filho, nasceu em Murici (AL) no dia 8 de outubro de 1979. Ele é o filho mais velho de Maria Verônica Rodrigues Calheiros e do senador Renan Calheiros, um dos principais políticos do MDB.

Renan Filho se formou em 2003, no curso de Ciências Econômicas, pela Universidade de Brasília (UnB). Em 2013 concluiu um curso de extensão em Políticas Públicas na Universidade de Harvard, em Cambridge, nos Estados Unidos.
Como governador de Alagoas, Renan Filho colocou o estado no topo do ranking das melhores rodovias públicas do país. De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mais de 70% das rodovias alagoanas são consideradas boas ou ótimas. O fato foi levado em consideração para que Renan Filho fosse o escolhido para a pasta dos Transportes.

A sua trajetória política começou em 2004. Com 25 anos de idade ele foi eleito prefeito do município de Murici (AL), cargo para o qual foi reeleito em 2008. Em 2010, deixou a Prefeitura para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, pelo MDB, para a qual foi eleito.
Quatro anos depois, em 2014, lançou a sua campanha para governador de Alagoas, e foi eleito como o mais jovem governador do estado. Em 2018, foi reeleito. Na campanha de 2022, Renan Filho se lançou ao Senado pelo estado de Alagoas e também acabou se reelegendo.

Comunicações: Juscelino Filho (União Brasil)

Imagem: [Reprodução Poder360]

José Juscelino dos Santos Rezende Filho nasceu em 1984 no município de São Luís (MA). Formou-se médico pelo Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma) e é vice-líder de seu partido na Câmara dos Deputados. Atualmente, está em seu segundo mandato e foi reeleito para o terceiro nas eleições de outubro. O parlamentar é filho de José Juscelino dos Santos Rezende, ex-prefeito de Vitorino Freire (MA).

Na Câmara dos Deputados, trabalhou pela aprovação da PEC da Transição, mas em 2016, votou a favor do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). “Deus nos abençoe! Vamos aprovar o impeachment!,” disse em abril daquele ano.

Desenvolvimento Agrário: Paulo Teixeira (PT)

Imagem: [Reprodução Correio do Povo]

Teixeira nasceu em maio de 1961 em Águas da Prata, no interior de São Paulo, e mudou-se para a capital paulista na década de 1970. Ele cursou Direito na Universidade de São Paulo e obteve o título de mestre em Direito Constitucional pela mesma instituição.

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores ainda jovem, em 1980. Antes de se tornar parlamentar, presidiu o diretório zonal no bairro de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital, tornando-se depois subprefeito no governo de Luiza Erundina. Também foi monitor da Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem) e chefe de gabinete do prefeito do município de Franco da Rocha (SP).

Elegeu-se deputado estadual por São Paulo na eleição de 1994 e foi reeleito no pleito seguinte. Depois, em 2001, foi nomeado secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, cargo que exerceu até 2004, durante o mandato de Marta Suplicy na prefeitura da capital paulista. Naquele ano, foi eleito vereador do município de São Paulo.

Sentou pela primeira vez em uma cadeira da Câmara dos Deputados em 2007 e de lá não havia saído até hoje. Como deputado federal, foi um dos autores dos projetos que deram origem às leis como a do Vale-Gás e a de apoio a artistas e trabalhadores da cultura (Lei Aldir Blanc). Também compôs diversas comissões, entre as quais a de Comunicação e Informática.
Reeleito em outubro para cumprir seu quinto mandato consecutivo, Teixeira é reconhecido pelo bom trânsito na área jurídica.

FONTE: G1, Jota, Fiocruz, Poder360, CNN Brasil, VEJA, Valor, Extra.

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